Mais de sete milhões de israelitas escolhem novo governo

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Mais de sete milhões de israelitas vão hoje às urnas para votação com desfecho imprevisível
Mais de sete milhões de eleitores são hoje chamados às urnas para eleger uma nova composição do parlamento israelita (Knesset), o primeiro ato eleitoral desde os ataques do Hamas que em 2023 atingiram Israel e desestabilizaram o Médio Oriente.
Em jogo nestas eleições, já classificadas como uma das mais incertas de sempre em Israel, estão os 120 lugares do Knesset e a consequente governação do país. Para governar com maioria absoluta, um partido ou coligação precisa de reunir pelo menos 61 lugares parlamentares.
Os israelitas votam em listas partidárias e não em candidatos individuais. Neste escrutínio, constam no boletim de voto 37 partidos, mas apenas aqueles que ultrapassem a fasquia eleitoral de 3,25% entram no Knesset.
As atenções estão centradas em dois nomes: o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (partido Likud) e o antigo general das Forças de Defesa de Israel Gadi Eisenkot (partido Yashar!), um recém-chegado à política israelita.
As últimas sondagens indicam que o Yashar! de Eisenkot tem ligeira vantagem sobre o Likud de Netanyahu, mas nenhum consegue atingir o “número mágico” dos 61 assentos parlamentares, nem através de alianças pós-eleitorais com forças pró-governamentais ou do chamado bloco da mudança, a não ser que este último se entenda com os partidos árabes.
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