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Friday, October 9, 2026

Água, luz e universidades: o que explica a resiliência de Lula no Nordeste

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Para o cientista político e professor da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) Adriano Oliveira, essas melhorias econômicas e sociais ajudaram a construir essa resiliência. "Lula tem como identidade, construída desde o primeiro mandato, de ser um presidente que olhou, cuidou e trouxe desenvolvimento para a região. Todas as minhas percepções de pesquisas qualitativas trazem que isso existe até hoje", diz.

"Nenhum outro presidente conseguiu retirar esse papel de Lula porque, na percepção do eleitor, eles não priorizaram o Nordeste", completa.

Em segundo lugar, o pesquisador do lulismo aponta ainda que a região, por ser menos desenvolvida, é muito dependente de políticas sociais. "E não é só do Bolsa Família, mas do Prouni, do Fies, do Mais Médicos, do Minha Casa, Minha Vida, da expansão das universidades para o interior, do Farmácia Popular."

Ao mesmo tempo, ele ressalta que, embora a memória afetiva do voto siga forte na região, o presidente não conseguiu se conectar com algo novo. "Há um sentimento de que Lula já deu o que tinha de dar, que foi bom no passado, mas hoje não representa uma novidade. A pergunta que vemos do eleitor é: o que ele pode me dar mais?"

Nesse cenário, ele cita que Jair e Flávio tiveram melhoras eleitorais, mesmo que ainda tímidas, nas votações de 2022 e 2026. "Ela teve um crescimento mínimo ou até queda nas maiores capitais. Mas a direita bolsonarista é muito bem vista, por exemplo, em cidades de médio porte, como Petrolina [PE], Campina Grande [PB], João Pessoa, Maceió."

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