Minas Gerais registrou 140 acidentes aéreos nos últimos 10 anos, diz Cenipa
Minas Gerais registrou 140 acidentes aéreos e 71 mortes em Minas Gerais nos últimos dez anos. Até agosto deste ano, o estado contabilizou nove casos, além de dois acidentes classificados como fatais, com quatro mortes. Os dados constam no Painel Sipaer do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).
Segundo os dados do painel, a maioria dos acidentes aconteceram em Belo Horizonte, uma vez que a capital mineira acumula 13 casos. Em seguida, aparecem as cidades de Pará de Minas, com 11, e Uberaba, com cinco ocorrências contabilizadas.
O painel aponta o "IPAN" como o modelo de aeronave que mais se envolveu em acidentes no estado na última decada, com 18 ocorrências. Em seguida, aparecem os modelos ULAC, com 11, e R44, com 10.
Na última sexta-feira (9), duas aeronaves caíram em Belo Horizonte em um intervalo de cerca de cinco horas, com quatro mortes registradas. As ocorrências ainda não estão registradas no histórico do painel. A CNN Brasil questionou o Cenipa e aguarda retorno.
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Dos 140 acidentes registrados, 33 aconteceram por perda de controle em voo, 31 por falha ou mau funcionamento do motor, e 22 por excursão de pista. Além disso, 45 acidentes tiveram o julgamento de pilotagem como fator contribuinte, seguido de atitude (35), planejamento de voo (33) e aplicação de comandos (32).
Relembre últimos casos
Na última sexta-feira, o Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 11h15 após a queda de um avião monomotor na Avenida Cristiano Machado, na capital mineira. O piloto, único tripulante à bordo, foi encontrado carbonizado.
A aeronave tinha saído do aeroporto de Pampulha, para onde retornaria após um breve pouso em Juatuba. O avião caiu sob os trilhos secundários de uma estação de metrô, e antes disso atingiu um galpão e um poste da rede elétrica que alimenta a estação.
Mais tarde, às 16h20 os bombeiros foram acionados para atender a queda de um avião da Polícia Militar de Minas Gerais, próximo ao aeroporto de Ipatinga, em Santana do Paraíso, no Vale do Aço de Minas Gerais.
Os três policiais à bordo morreram, e a FAB (Força Aérea Brasileira) informou que investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos foram acionados para ação inicial de investigação, que foi finalizada no início da noite deste domingo (11).
Histórico recente
Minas Gerais aparece em quarto lugar entre os estados com maior número de acidentes aéreos nos últimos dez anos, segundo o Cenipa, atrás de São Paulo (297), Mato Grosso (202) e Rio Grande do Sul (146).
Em agosto deste ano, um avião de pequeno porte sofreu uma pane no ar. Na ocasião, o piloto de 29 anos, que era o único ocupante do avião, acionou o paraquedas da aeronave e realizou o pouso de emergência, no município de Mateus Leme, na Grande Belo Horizonte.
Já em maio, um avião caiu no bairro Silveira, na região Nordeste da capital mineira. A aeronave atingiu um edifício residencial e deixou ao menos dois mortos.
A FAB informou que segue investigando os dois casos que aconteceram na última sexta e que "os dados no portal Sipaer não têm o propósito de atribuir culpa ou responsabilidade civil ou criminal por um acidente aeronáutico, mas, sim, de identificar os possíveis fatores contribuintes relacionados à ocorrência".
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