Madeira. Corpo de Polícia Florestal com 36 novos elementos

O Corpo de Polícia Florestal da Madeira (CPF) conta a partir desta segunda-feira com 36 novos elementos, passando para um total de 100 efetivos, distribuídos por 25 postos florestais em sete zonas do arquipélago.
“Estamos a dotar a Madeira de mais meios, maior capacidade de intervenção e maior capacidade de proteção”, afirmou o secretário regional de Turismo, Ambiente e Cultura, Eduardo Jesus, sublinhando que dois terços do território da região, nomeadamente na ilha da Madeira, têm estatuto de reserva ou de área protegida.
O governante falava no Funchal, no âmbito da cerimónia de receção aos novos elementos do Corpo de Polícia Florestal, organismo integrado no Instituto das Florestas e Conservação da Natureza, sob a tutela da Secretaria de Turismo, Ambiente e Cultura.
“É uma instituição altamente respeitada, muito bem vista pela população em geral e que impõe muito respeito a todos os que andam pelas serras”, disse Eduardo Jesus.
O Corpo de Polícia Florestal foi criado na Madeira em 1913 e, ao contrário do Corpo Nacional da Guarda Florestal, que foi extinto em 2006, manteve-se sempre operacional no arquipélago, com ação sobretudo ao nível da fiscalização e prevenção de incêndios.
De acordo com dados oficiais, entre janeiro e agosto, o Corpo de Polícia Florestal da Madeira aplicou 281 coimas por infrações registadas nas serras da Madeira, entre as quais falta de pagamento da taxa de acesso aos trilhos, circulação em trilhos encerrados e despejos ilegais de lixo.
Os efetivos do Corpo de Polícia Florestal estão distribuídos por 25 postos florestais: 23 na ilha da Madeira e dois no Porto Santo.
Entre os 36 novos elementos — o maior reforço de sempre — conta-se apenas uma mulher.
O Corpo de Polícia Florestal da Madeira vai ainda integrar mais quatro elementos este ano, no âmbito de processos de mobilidade, totalizando 104 efetivos.
Os novos elementos representam um encargo orçamental anual de 955 mil euros.
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