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Friday, October 16, 2026

Análise: Flamengo não dá um chute no gol na Argentina, mas tem tudo para ir a mais uma final

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Não foi o Flamengo que o torcedor se acostumou a ver em campo. Não foi um jogo agradável de se assistir. E muito menos foi um grande resultado. Mas o time rubro-negro tem tudo para ir a mais uma final de Libertadores depois de segurar o 0 a 0 com o Estudiantes na Argentina, no jogo de ida da semifinal. Se o placar não indica vantagem, o mando de campo na volta é um benefício indiscutível.

Na gelada noite de quinta-feira em La Plata, o Flamengo usou como estratégia esfriar o jogo. O que incluía não deixar a atmosfera típica de Libertadores nas arquibancadas do Estádio Uno passar para o campo. Como fazer isso? Tendo mais posse de bola (59% x 41%) e ganhando mais duelos (17 x 12 em desarmes). Mas o time precisou fugir de suas características e praticamente abdicou de atacar.

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Com Bruno Henrique e Samuel Lino apagados, o Flamengo terminou a partida com apenas cinco finalizações. Nenhuma delas na direção do gol ou que tenha sido uma chance clara. Já o Estudiantes, mesmo sem oferecer grandes sustos, tinha volume e chegou a 18 finalizações. As de mais perigo foram em chutes de Tiago Palacios e Núñez de dentro da área, salvos por Léo Pereira e Alex Sandro, respectivamente, no primeiro e no segundo tempo.

Do lado rubro-negro, Carrascal foi quem teve a melhor produção ofensiva, mas pecou na hora do chute. No geral, foi uma exibição bem abaixo do que pode esse Flamengo. Mas desde o início ficou claro que o empate interessava aos rubro-negros porque confiam muito na força de decidir no Maracanã. Além da volta de Jorginho, após cumprir suspensão, para ajudar na criação de jogadas.

Jogadores do Flamengo contra o Estudiantes — Foto: Adriano Fontes / Flamengo

E a partida da volta será jogo para Pedro. O Estudiantes certamente armará o ferrolho no Maracanã, como fez na fase de grupos e por pouco não segurou um empate. Leonardo Jardim também deve ter atenção na bola aérea, pois é a principal arma dos argentinos. Na última quinta, o grandalhão Carrillo conseguiu várias vezes se desvencilhar dos zagueiros para cabecear, por sorte sem perigo.

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