Plano de Flávio ao meio ambiente ignora mudanças climáticas e ataca ONGs

"[O plano] sequer menciona a crise climática e não apresenta metas de redução de emissões, nem referências à NDC brasileira [compromisso de reduzir as emissões de gases de efeito estufa entre 59% e 67% até 2035] ou ao Acordo de Paris."
Para o Observatório, a omissão sobre mudanças climáticas está alinhada à atuação do candidato como senador. "Não há qualquer menção à justiça climática, ao racismo ambiental, ao Plano Clima ou aos mapas do caminho."
Sobre esse tema, há uma passagem no plano que diz que ele vai ampliar "a infraestrutura de prevenção a eventos climáticos extremos, com barragens de usos múltiplos, reservatórios de controle de cheias, diques, canais e obras de drenagem e macrodrenagem, além do fortalecimento do monitoramento, alerta e resposta da Defesa Civil".
Há pontos também destacados por especialistas. Um governo de Flávio, por exemplo, terá de provar responsabilidade ambiental para manter de pé o acordo entre União Europeia e Mercosul, diz a economista Monica de Bolle. Um cenário de desmatamento pode afetar as exportações de itens como a carne.

Seguir os passos do pai
Em outra passagem de seu plano, Flávio diz que vai retomar o compromisso que teria sido assumido no governo do pai de "combater as queimadas ilegais, fortalecendo a prevenção, o monitoramento, a fiscalização e o combate aos crimes ambientais, com ferramentas aperfeiçoadas por inteligência artificial, bancos de dados em tempo real, imagens de satélite e ação coordenada das agências do Estado".
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