Análise: Fluminense faz jogo parelho com o Flamengo, mas mostra que a cabeça já estava na Libertadores

Se alguém esperava um jogaço digno de briga entre primeiro e terceiro colocados no Brasileirão, o clássico carioca da 30ª rodada deixou a desejar. O Fluminense perdeu para o Flamengo por 1 a 0, no último domingo, no Maracanã, com time misto e deixou claro que a cabeça já está na decisão da Conmebol Libertadores, contra o Palmeiras, na próxima quarta-feira.
O time de Marcão não foi mal e competiu de igual para igual com o atual líder — ainda que, também na semifinal da Libertadores, tenha jogado com seus titulares diante da possibilidade de perder a liderança. Para o Flu, o foco na quarta-feira ficou nítido já na escalação. O plano inicial era ter o máximo de jogadores titulares em campo, mas a decisão da comissão técnica foi usar apenas cinco dos que vêm jogando.
O Fluminense entrou em campo com: Fábio; Samuel Xavier, Ignácio, Millán e Arana; Martinelli, Nonato e Lucho Acosta; Canobbio, Soteldo e Castillo.
Elenco do Fluminense posado em jogo contra o Flamengo — Foto: Alexandre Durão
Ainda assim, com um time com pouco entrosamento, contra os titulares e líderes do outro lado, o Fluminense competiu à altura. Primeiro, priorizou defender e jogou assim na maior parte da primeira etapa. Os dois times têm características parecidas, com posse e uma transição ao ataque baseada na troca de passes. Pouco animadora na maior parte do tempo, é verdade.
E o primeiro tempo só não foi triste para os tricolores porque Fábio, mais uma vez, fez um jogo decisivo com pelo menos quatro boas defesas. Mais do que isso, viu o ataque rubro-negro com dificuldade de finalizar com qualidade.
Os melhores momentos do Flu foram quando teve a bola e conseguiu envolver o adversário. Assim como o rival, na ineficácia do ataque, viu o maior responsável ofensivo ser o volante Martinelli, que chutou três vezes em gol e quase marcou no segundo tempo, mas Rossi fez grande defesa.

Aos 16 min do 2º tempo - chute de fora da área defendido de Martinelli do Fluminense contra o Flamengo
O segundo tempo foi melhor, com mais controle, mas as mudanças, entre titulares e reservas, não mudaram o rumo do jogo. Talvez fosse melhor tê-las feito antes de a bola rolar.
Após o jogo, o clube defendeu que a não expulsão de Pulgar foi determinante no jogo e também reclamou da má atuação da equipe de arbitragem — coro selado +, pelo treinador e por Savarino.
O gol da vitória rubro-negra foi aos 19 minutos do segundo tempo, no temido cruzamento aéreo, que Arana, com dificuldade durante o jogo, não conseguiu disputar e ofertou a possibilidade para Carrascal, finalizar. Mas não dá para colocar a derrota na conta do defensor, afinal, Castillo também teve a chance de marcar e perdeu; Serna, já no fim do jogo, chutou fraco cara a cara com Rossi.
A paridade do jogo é comprovada nos números: o Flu teve 53% de posse de bola contra 47% do outro lado. Nas finalizações, foram 17 do Flamengo e 12 do time de Marcão. Agora, chegou a hora. Tudo é Libertadores, no duelo que pode decretar a terceira final da história dos tricolores. Se vencer e encaminhar a vaga, a derrota no clássico vai ser mais do que página virada.

PC de Oliveira analisa polêmicas de arbitragem do Fla-Flu
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