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Friday, September 11, 2026

PT fala em “controle social” da Justiça e mandatos para o STF

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O PT (Partido dos Trabalhadores) publicou nesta quinta-feira (10) uma resolução interna — diretriz a ser seguida pelos filiados — em que defende a criação de cadeiras da sociedade civil para órgãos de controle do Judiciário e mandatos para integrantes de cortes superiores.

"Defendemos a criação das cadeiras da sociedade civil no CNJ [Conselho Nacional de Justiça] e CNMP [Conselho Nacional do Ministério Público], a fim de ampliar o controle social da justiça; o fim dos supersalários, dos penduricalhos e dos privilégios, a criação de códigos de ética, estabelecer tipos penais mais duros de corrupção, peculato e tráfico de influência cometidos por atores do sistema de justiça", aponta a resolução.

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"Iniciar o debate sobre mandatos nas cortes superiores; quarentenas mais duras e que imponham a conduta ética; a criação de sólidos critérios raciais e de gênero para nomeação em tribunais, o fortalecimento da justiça trabalhista e a universalização da defensoria pública no país, buscando acesso à justiça e segurança dos direitos", completa.

Como mostrou a CNN Brasil, a sigla convocou uma reunião da Executiva Nacional para esta quinta-feira (10) para discutir a crise no STF, os impactos para a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e as medidas de reação.

A avaliação interna do partido é de que a conjuntura mudou completamente após a eclosão da crise e de que é preciso um freio de arrumação na campanha diante dos resultados pessimistas das últimas pesquisas.

Na resolução, o PT afirma ainda que é "inegável a crise que vivenciamos, quando a Suprema Corte brasileira trava uma "guerra" aos olhos estarrecidos da sociedade".

"Diante da disputa clara na Corte, confiamos na autoridade de seu presidente, ministro Fachin, para que as apurações sejam aceleradas e conduzidas, de modo que o povo brasileiro conheça a verdade. O Brasil precisa que todas as investigações ocorram com transparência e integralmente, sem privilégios para quem quer que seja", escreve.

A campanha de Lula pretende "radicalizar" mais os discursos e focar mais a linha propositiva em áreas como segurança pública e educação, enfatizando feitos do governo Lula e traçando comparativos com o governo Bolsonaro.

O PT também pretende energizar a militância, ter mais ações nas ruas e frisar que Lula continua à frente do adversário Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas. A reação também deve passar por uma mudança de tom nos programas de rádio e TV na propaganda eleitoral.

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