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Tuesday, October 13, 2026

Quase 65% das cidades do Brasil têm baixa vacinação contra sarampo

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Dados do Ministério da Saúde mostram os contrastes entre os 5.570 municípios brasileiros quanto à vacina tríplice viral, usada na proteção contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Quase 65% das cidades brasileiras têm a média da cobertura vacinal abaixo do ideal.

São 3.589 que tiveram menos de 95% da média de aplicação da segunda dose da vacina, o suficiente para considerar uma pessoa imunizada, entre janeiro a agosto de 2026.

A pasta explica que o Brasil tem 94,66% de cobertura vacinal em crianças de até um ano, o que considera ótimo para a primeira dose. Já na segunda dose, o número cai para 79,78%, patamar abaixo da meta ideal. O Brasil tem registrado casos da doença, e a maioria dos infectados sequer havia sido vacinada.

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A vacina é oferecida nas redes municipais de saúde em todo o país. Crianças com 12 meses devem tomar a primeira dose e, a segunda, aos 15 meses. O imunizante também é indicado para adolescentes e adultos não vacinados, além de profissionais de saúde. Não é necessário tomar mais do que duas doses ao longo da vida.

Imunização irregular

A CNN Brasil teve acesso a dados colhidos entre janeiro e agosto de 2026. A cidade de Adelândia, em Goiás, foi a que obteve a melhor média de vacinação, acima dos 100%, entre os municípios do país. No outro extremo, a cidade de Serra Azul, em São Paulo, ocupa a última posição no levantamento, com uma média acumulada de 6,78%, ou seja, quase 90% abaixo do ideal.

Fevereiro consolidou-se como o pior mês para a vacinação no Brasil, registrando uma média nacional de apenas 82,70%, de acordo com os dados do governo.

Entre as capitais, Curitiba (PR) despontou com a melhor média acumulada, acima de 95% ao longo do ano. Por sua vez, Belém (PA) registra a menor média nacional entre as capitais, com 79,29% de cobertura vacinal.

O drama da segunda dose

A segunda dose da tríplice viral continua sendo um desafio na imunização brasileira. Embora 79,78% do público esteja vacinado em 2026, o Ministério da Saúde avalia que o número ideal seja de 95%.

A vacina apresenta índices abaixo da meta ideal em companhia dos imunizantes de febre amarela (77,80%), reforço da febre amarela (76,33%) e segunda dose de varicela (79,00%).

De acordo com o Ministério da Saúde, Buriti de Goiás é a cidade com a maior taxa de cobertura de segunda dose no Brasil. No outro extremo, Capela de Santana, no Rio Grande do Sul, tem cobertura de apenas 1,98% da segunda dose do imunizante.

O histórico também confirma que o problema é persistente no Brasil. Entre 2015 e 2026, o índice nacional mais alto foi de 81,55% de cobertura média em 2019. No entanto, o índice caiu vertiginosamente durante a pandemia de Covid-19, batendo o recorde negativo de 53,20% em 2021.

Alerta na América

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) confirma que Estados Unidos, Guatemala, México, Peru e Canadá concentram mais de 95% dos casos de sarampo no continente.

O Brasil está livre da circulação endêmica do sarampo, de acordo com a OPAS, mas ainda registra casos esporádicos da doença.

Até o dia 5 de outubro, foram registrados 52 casos considerados importados do patógeno: 41 em São Paulo, dez no Amazonas e um no Rio de Janeiro, sem registro de óbitos. A cidade de São Paulo concentra sozinha a maior quantidade de ocorrências, com 37 doentes.

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo alertou que, dos 41 casos registrados no estado, 37 dos contaminados (90,2%) não haviam sido vacinados ou estavam com o esquema vacinal incompleto.

Em 2019, o Brasil registrou 20 mil casos de sarampo. As campanhas de vacinação reduziram expressivamente as ocorrências. Entre 2023 e 2025, por exemplo, foram confirmados apenas 43 casos no país, sem mortes.

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