Mundial2030. Líder da La Liga pede que Espanha repense candidatura se Infantino for reeleito
“Pelo menos é preciso repensar a nossa situação em relação ao Mundial. Para mim, é claro: não sei se seria o caso de desistir ou não, mas repensar tudo o que estamos a fazer em relação ao Mundial, com certeza”, declarou Tebas, em Madrid.
Tebas considera que, caso Infantino seja reeleito para um novo mandato à frente da FIFA – cargo que ocupa desde 2016 –, “as hipóteses de Espanha receber a final são mínimas”, no torneio que é organizado em conjunto com Portugal e Marrocos.
Para o presidente da La Liga, o dirigente ítalo-suíço “não é uma figura de confiança” e, para o futebol, “seria uma vergonha se continuasse” no comando da FIFA depois das eleições previstas para o próximo mês de março.
“É credível uma pessoa que liga a pedir a anulação de um cartão vermelho e consegue isso, num Mundial, com tudo o que está em jogo para as seleções? Simplesmente não é credível", argumentou.
Para Tebas, a tentativa de privatização de parte dos direitos comerciais do Mundial é “o que menos” o preocupa.
Na ótica do dirigente espanhol, uma eventual permanência de Infantino no cargo seria o resultado de “um sistema clientelista, em que muitas federações precisam de dinheiro e dependem dos recursos da FIFA”.
Javier Tebas já tinha acusado a FIFA de “destruir a indústria do futebol” e defendido que o tempo de Infantino acabou, depois de o Mundial2026 ter sido marcado por polémicas relacionaas com os preços elevados dos bilhetes, a expansão para 48 seleções, o impacto ambiental e a interferência política.
Gianni Infantino já confirmou publicamente a intenção de concorrer a um novo mandato nas eleições previstas para março de 2027, sendo para já o único candidato formalmente declarado.
O dirigente tem enfrentado fortes críticas de vários setores do futebol internacional devido a opções de governação, com destaque para a polémica iniciativa de canalizar as receitas das competições internacionais da FIFA para uma nova empresa comercial aberta a investidores privados.
Embora Infantino tenha acabado por recuar e abandonar o projeto na sequência da contestação generalizada, o retrocesso revelou-se insuficiente para apaziguar o mal-estar em redor da sua continuidade à frente dos destinos do organismo que tutela o futebol mundial.
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