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Friday, September 11, 2026

7h. Passos Coelho participa em estudo sobre reformas

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Notícias às 7, na Rádio Observador, uma edição do jornalista Luís Soares. Pedro Passos Coelho volta a colocar pressão sobre o governo. O ex-primeiro-ministro está a participar num estudo para identificar reformas prioritárias para Portugal. As propostas vão ser depois enviadas para o primeiro-ministro e para o presidente da República.

Um estudo promovido pela Associação Comercial do Porto. Pedro Passos Coelho é um dos coordenadores, em conjunto com o socialista Sérgio Sousa Pinto e também Nuno Botelho, presidente da associação. O objetivo é identificar reformas prioritárias e contribuir para o crescimento económico e social de Portugal. A primeira fase de diagnóstico já está concluída. Vai ser apresentada hoje no Palácio da Bolsa, no Porto. E Rui Casanova, as conclusões preliminares traçam o cenário negativo de Portugal.

A primeira fase do estudo consistiu em fazer um diagnóstico dos principais bloqueios ao desenvolvimento econômico e social do país. Os autores alertam que a primeira conclusão é de que Portugal não enfrenta apenas um problema isolado, mas sim vários bloqueios que se reforçam mutuamente e que ajudam a explicar uma espécie de equilíbrio de baixo crescimento. O estudo, que tem Passos Coelho como co-coordenador, chama-se Bloqueios versus Reformas: Uma Visão para Portugal, e pretende assim contribuir para que o nosso país cresça de forma sustentada, crie melhores empregos, pague melhores salários, retenha talento, financie o Estado Social e proporcione aos portugueses um nível de vida mais elevado. Os autores estão, por isso, a identificar reformas prioritárias que permitam melhorar o trabalho, o capital, a poupança, o investimento e os recursos públicos. Contam, para isso, com o apoio científico da Faculdade de Economia e Gestão da Universidade do Porto e têm vindo a ouvir especialistas de várias áreas da sociedade portuguesa, isto de forma a enriquecer o diagnóstico e a preparar uma proposta final útil ao debate público. O estudo, co-coordenado por Passos Coelho, deve estar concluído no final do ano e, como dissemos, estas propostas vão ser depois enviadas tanto a Luís Montenegro como a António José Seguro.

Mas não é só a partir deste estudo que Pedro Passos Coelho pressiona o governo, Rui. O ex-primeiro-ministro assina igualmente um prefácio de um livro no qual avisa a Luís Montenegro que o tempo para avançar com as reformas que o país precisa, está a esgotar-se.

Sim, um aviso que Passos Coelho tem vindo a repetir ao longo dos últimos meses em várias aparições públicas. Agora, assinou o prefácio do novo livro do comentador e colunista do Expresso, Pedro Gomes Sanches, que vai ser apresentado em outubro. No texto a que o Expresso teve acesso, o ex-primeiro-ministro diz, no fundo, o que faria se estivesse no lugar de primeiro-ministro. Passos avisa que uma agenda verdadeiramente reformista demora pelo menos duas legislaturas a ser concluída e avisa que este governo da AD só chega à próxima se começar a agir agora. No prefácio, o ex-primeiro-ministro deixa o desafio: esse tempo, que tem vindo a ser esticado em razão da fragilidade eleitoral dos governos e do seu escasso apoio parlamentar, está a esgotar-se.

Rui Casanova e os novos desafios lançados por Pedro Passos Coelho a Luís Montenegro. O ex-primeiro-ministro volta a aparecer em público para repetir a mensagem de que é preciso mais ímpeto reformista. Vai estar hoje no Porto na apresentação de um estudo sobre o tema e assina o prefácio de um livro com a mesma ideia.

Este é um assunto em destaque a esta hora no site do Observador. O deputado do PS, Miguel Costa Matos, diz que o partido não vai deixar passar as propostas do Chega sobre o ISP e o IVA dos alimentos se estas propostas comprometerem as contas públicas.

André Ventura prometeu apresentar no Parlamento medidas concretas para baixar estes impostos, medidas com as quais o PS também concorda. Sem se comprometer ainda com o sentido de voto, o deputado socialista Miguel Costa Matos diz que, acima de tudo, é preciso responsabilidade para não colocar em causa as contas públicas.

Nós não vamos alinhar numa onda irresponsável de agora aprovar medidas porque o Chega as propõe ou porque seja qual partido as propõe. Nós vamos apresentar as nossas medidas, ora com projeto de resolução, ora com medidas compensatórias, ora se o governo disser claramente qual é a margem orçamental. E se os portugueses, de facto, concordam conosco que há necessidade de haver mais medidas, então temos a necessidade também de exigir ao governo essa transparência que ele invulgarmente está a negar até agora.

Entrevistado na Vixi Suave, da Rádio Observador, Miguel Costa Matos, também presidente do novo think tank da esquerda, acusa o governo de não ser claro em relação aos números das contas públicas.

O governo não tem sido transparente em relação às suas contas públicas. Nós ainda recentemente denunciamos que o IGCP divulgou aos investidores um aumento de quatro mil milhões de euros do déficit. No entanto, o governo continua a dizer, cá pra fora, que não há nenhuma alteração na meta do déficit. O governo diz para Bruxelas, para cumprir as regras orçamentais, que aumentou os impostos, mas aqui, perante a Assembleia da República, diz que não aumentou os impostos. E, portanto, perante esta confusão, que me parece deliberada, exatamente também para evitar que os portugueses possam perceber quais são as alternativas, nós temos que ter cautela na forma como nós apresentamos as nossas propostas.

Miguel Costa Matos, deputado e dirigente do PS, garante ainda que se fosse Luís Montenegro, já teria afastado Luís Neves do governo, mas recusa que o que se tem passado seja suficiente para derrubar o executivo nesta altura. Defende também que José Luís Carneiro tem condições para ser o candidato do PS nas próximas legislativas.

Miguel Costa Matos, entrevistado na Vixi Suave da Rádio Observador, um programa que pode ouvir em podcast. As escolas começam hoje a receber alunos para o início de mais um ano letivo. O ministro da Educação reconhece que há jovens que vão começar as aulas sem todos os professores. Fernando Alexandre explica que o problema está na concentração de falta de professores na Grande Lisboa.

São cerca de um milhão de alunos do pré-escolar e ensino básico que voltam às aulas entre hoje e a próxima terça-feira. O ministro da Educação afirma que, neste momento, a falta de professores representa pouco mais de 1% do total de docentes, o que equivale a cerca de dois mil professores. Em entrevista na CNN Portugal, Fernando Alexandre explica o desafio que a concentração deste problema na Grande Lisboa impõe.

Quando nós falamos de cerca de dois mil professores em falta, nós estamos a falar de pouco mais de 1% dos professores. Se nós tivéssemos esta falta de professores espalhada de forma homogeneamente por todas as escolas do país, isto não era um problema, porque uma escola com 100 professores consegue compensar a falta de um professor ou dois professores. O problema é a concentração

Que nós temos em alguns agrupamentos.

Fernando Alexandre adianta que no ano passado entre 80% a 90% dos professores nas zonas com maiores carências fizeram horas extraordinárias. Um esforço que, segundo o ministro, permitiu colmatar as necessidades e garantir aulas em todas as disciplinas. Uma das medidas para minimizar o problema e que arranca este ano letivo, é a possibilidade das escolas chamarem diariamente professores para substituir docentes em falta.

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, vai estar hoje no Explicador da Rádio Observador. Uma entrevista para ouvir logo a seguir ao Jornal das Nove. Os Estados Unidos assinalam hoje os 25 anos dos atentados do 11 de setembro. Foi o ataque terrorista mais mortífero cometido em território norte-americano. Quase 3000 pessoas morreram, incluindo nove portugueses e lusodescendentes.

Foi no dia 11 de setembro de 2001 que aviões sequestrados pela Al-Qaeda atingiram as Torres Gêmeas em Nova Iorque, o Pentágono, nos arredores de Washington, e Shanksville, na Pensilvânia, também foram atingidos. Para assinalar a data, estão previstas várias cerimônias. O presidente norte-americano, Donald Trump, vai estar no Pentágono. Já o vice-presidente, J.D. Vance, está em Nova Iorque, na zona do Ground Zero. A Rádio Observador também está em Nova Iorque por ocasião dos 25 anos do 11 de setembro e, Judite França, está previsto um forte dispositivo de segurança.

Sim, Lower Manhattan vai estar sob apertadas medidas de segurança. As homenagens vão começar logo de manhã, no Ground Zero, com a tradicional leitura dos nomes de todas as vítimas. Ao longo da cerimônia, são cumpridos seis minutos de silêncio a assinalar o impacto dos aviões nas Torres Gêmeas, no Pentágono e na Pensilvânia, assim como o desabamento do World Trade Center. O Memorial reabre ao público às 15h, coincidindo com o acender do icônico Tribute in Light, os dois feixes de luz azul que vão projetar a silhueta das antigas torres no céu da cidade até o amanhecer. Para blindar a zona, a Polícia de Nova Iorque e os serviços secretos montaram um perímetro de segurança reforçado. Há cortes de trânsito a sul de Canal Street, equipas de bloqueio de drones, patrulhas marítimas nos rios, cães de detecção de explosivos. A polícia revela que não há qualquer ameaça credível, mas as medidas são estritamente preventivas.

Judite França a dar conta do forte dispositivo de segurança, sobretudo em Nova Iorque. E Ricardo Conceição, esta tarde, há emissão especial da Rádio Observador, em direto precisamente de Nova Iorque.

A Rádio Observador vai estar ao longo desta sexta-feira aqui em Nova Iorque. Vamos ter uma emissão da tarde em direto, feita em direto precisamente a partir de Nova Iorque, comigo e com a Judite França. Temos vários convidados, convidados portugueses, luso-americanos, lusodescendentes, que vão partilhar conosco o testemunho do que foi viver aquele dia que, há 25 anos, mudou o mundo e, de certa forma, mudou também as nossas vidas. É visível a forte presença policial na cidade. Já sabemos que o presidente Trump não vai estar aqui. A Casa Branca será representada por J.D. Vance no Memorial, no local onde existiam as duas torres e hoje há o memorial, um grande tanque com os nomes das quase 3000 vítimas inscritos. E é nesse local, um local de silêncio, em que não haverá discursos, só a leitura das vítimas e momentos de silêncio. Aí estará J.D. Vance e também os ex-presidentes norte-americanos. E nós vamos estar acá. A Rádio Observador vai estar a transmitir em direto esta emissão especial ao longo desta sexta-feira, sobretudo no período entre as 17h e as 20h, aqui em Nova Iorque, entre o meio-dia e as 15h.

Ricardo Conceição e Judite França, que vão fazer a emissão da tarde em direto da Rádio Observador em Nova Iorque. Nas Nações Unidas, está também agendado um debate no Conselho de Segurança sobre a luta contra o terrorismo e na sede da NATO, em Bruxelas, está prevista uma cerimônia com a presença dos representantes permanentes dos países da Aliança Atlântica.

Este é um assunto também em destaque no site do Observador e, como dissemos, a tarde em direto vai ser feita a partir de Nova Iorque. A Anthropic, a empresa que criou o assistente de inteligência artificial Claude, já impediu investigações relacionadas com armas biológicas. A informação consta de um relatório divulgado pela empresa sobre usos indevidos dos sistemas de inteligência artificial.

Nesse relatório são referidos cinco casos. A Anthropic não revelou os nomes dos investigadores ou das instituições envolvidas. Ainda assim, sabe-se que estão relacionados com trabalhos de investigação biológica potencialmente perigosos. Os cinco episódios tiveram, contudo, um elemento em comum: os intervenientes procuraram contornar as medidas de segurança dos modelos. O advogado especialista em inteligência artificial, Adolfo Mesquita Nunes, alerta para a necessidade de regulação deste tipo de sistemas de inteligência artificial.

O desafio não é tanto controlar os sistemas que funcionam mal. Eu acho que a sociedade está sempre preparada para regular sistemas que funcionam mal e precaver-se contra sistemas que funcionam mal, mas sabemos estabelecer limites a sistemas que funcionam muito bem. Porque acho que há, talvez, uma distinção fundamental: é que uma máquina pode saber melhor do que nós o que provavelmente vai acontecer, mas decidir o que a sociedade deve fazer perante esse risco, isso envolve valores. E os valores não são apenas um problema de cálculo ou de eficiência, e por isso é esse controle que nós não deveríamos estar a perder.

Adolfo Mesquita Nunes, advogado especialista em inteligência artificial, na história do dia de hoje. Anthropic tem estado no centro do debate sobre a inteligência artificial, depois de um responsável anunciar o despedimento e alertar que estes avanços tecnológicos estão descontrolados ao ponto de matar a humanidade na próxima década.

Este tema faz manchete a esta hora no site do Observador e como ouvimos, é também o tema da história do dia. São 7h12, Luís. Que outras notícias estão em destaque nesta manhã de sexta-feira?

Manhã em que começa o julgamento dos dois polícias da Esquadra do Rato, acusados dos crimes de tortura e violação. A juíza considera que a acusação tem indícios suficientes de que os polícias cometeram os crimes e que existe uma séria probabilidade de serem condenados no fim do julgamento. Os arguidos, de 22 e 26 anos, foram detidos no verão de 2025. A investigação às agressões da Esquadra da PSP do Rato deu origem a dois processos: este, que chega agora a julgamento, e outro que está ainda em investigação. O julgamento arranca às 9h30 no Campus da Justiça, em Lisboa. Também esta manhã, o Ministério da Justiça e o INEM reúnem-se com o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar. O objetivo é chegar a um acordo que cancele a greve de dois dias do INEM, agendada para este mês. O primeiro dia é já na segunda-feira. A reunião acontece esta manhã no Ministério da Saúde, em Lisboa. Em causa, as medidas de reorganização de meios que têm sido tomadas pelo Conselho Diretivo do INEM, presidido agora por Luís Cabral. Já no início da semana, o sindicato considerou que a proposta do INEM ficou aquém dos pontos acordados noutro encontro ainda em agosto. Mas à Rádio Observador, Rui Laser, o presidente do sindicato, diz que está otimista e garante que nunca foi tão fácil para o governo adiar uma paralisação. O presidente norte-americano diz que não se arrepende da guerra contra o Irão, apesar do impacto que o conflito possa ter nas intercalares de novembro. Em entrevista à televisão Fox News, Donald Trump diz que faria tudo de novo e desvalorizou as ideias de alguns apoiantes que estariam preocupados e desmoralizados por causa da guerra. O presidente norte-americano insiste também que a guerra vai acabar imediatamente após as eleições no país. E a notícia também de novos recordes do Guinness. Os novos títulos foram anunciados ontem.

Conta tudo. Recordes do Guinness.

É verdade.

Alguma coisa útil.

E portugueses? Algum português? Não, estes são todos muito relacionados com o Reino Unido. Algo que possa ser útil, por exemplo, pro Paulo. Diz.

Oi?

O maior secador de cabelo do mundo. Olha, obrigado, Luís. Foi construído- Vais resolver o meu grande problema.

Olha.

Não, eu chego atrasado, tenho que levantar mais cedo.

Olha o que ele fala.

Não me interessa. Está a ser generoso, ainda por cima. Altruísta, está a resolver o meu problema. É o problema do Paulo. Um secador de cabelo construído com ventilador industrial e elementos de aquecimento, mede 1,7 metros de comprimento, 1,6 de altura e seca mesmo o cabelo. E é preciso três pessoas pra operar. Provavelmente, não sei.

Também se tiver esse tamanho e não se seca.

Exatamente. Tenho que acordar uma hora antes. Só pra pôr a máquina a funcionar.

Exato. Mais, mais recordes.

Temos também o recorde de piruetas.

Olha, isso é pra mim.

Uma mulher neozelandesa, que vive no Reino Unido, tem o título de maior número de piruetas com os pés em 30 segundos. São nada mais, nada menos do que 77. Com os pés? Com os pés.

77 piruetas?

Em 30 segundos. O que são piruetas com os pés? Assim, dar a rodar à volta.

Estamos a fazer com o dedo assim, à volta, a girar o dedo.

Ainda. Agora imagina, quando ela para. 77?

Não é num pé.

São rotações. Exatamente.

Imagine quando ela para, parte-se toda, vai contra os móveis todos lá em casa.

Continua a girar.

Tem que fazer um álter space.

Exatamente. Lá em casa chamam mulher pião. Exatamente. Também a maior coleção de artigos de My Little Pony. Uma mulher com 43 anos tem a maior coleção: 4500 peças.

Tanto poneizinho. Daqueles pequeninhos.

E ainda. Já dava um cavalo. E ainda.

Olha.

O maior cavalo do mundo, precisamente. Olha, aqui está. Bruno mede, Bruno não, o cavalo, mede quase dois metros, 1,99 metro, pra ser mais preciso.

Olha.

De altura. Do dorso, não é? Exatamente. Foi medido sem ferraduras, ou seja, sem saltos.

Claro. Quando vamos tirar o CC, também nos dizem pra tirar os sapatos.

O Manolo Blahnik aqui subiu um pouquinho. E o mais impressionante é que o animal ainda está a crescer, uma vez que tem apenas quatro anos, e ainda pode vir a superar este recorde de 1,99 metro. Bem, grande cavalo.

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