Espanha brilha no desporto e Ronaldo pede respeito no fut...

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Este foi um fim de semana de vencedores. Vamos começar pelo vencedor da Volta à Espanha. Enric Mas, o ciclista espanhol, voltou a dar uma vitória na Volta à Espanha a um espanhol. Não acontecia desde 2014 com Alberto Contador. Falamos aqui da queda de Tadej Pogačar há duas semanas, logo na oitava etapa. E a partir daí, Enric Mas conquistou a camisola vermelha, símbolo da liderança na Volta à Espanha.
Já não a perdeu.
Já não a perdeu, até o final não houve grandes alterações. Ele conseguiu resistir. Talvez o maior desafio que tenha enfrentado nestas duas semanas tenha sido um contrarrelógio individual, onde ele não é especialista, mas resistiu muito bem e nas etapas de montanha conseguiu conservar a liderança. E ontem, o final foi em Granada, não em Madrid como costuma ser, e Enric Mas foi galardoado com a camisola vermelha, o líder da Volta à Espanha. Ele que já tinha ficado por três vezes em segundo lugar na Volta à Espanha. Ele era uma espécie de Raymond Poulidor, o célebre ciclista francês, que por três vezes ficou em segundo lugar, conseguiu mais alguns lugares no pódio, mas nunca vestiu a camisola amarela na Volta à França. Ele era o eterno segundo. Enric Mas arriscava-se a ser o eterno segundo da Volta à Espanha. Mas com a vitória de ontem, acabou por quebrar essa maldição. Parabéns a Enric Mas e parabéns a dois tenistas, Elena Rybakina, que venceu a final do Open dos Estados Unidos no sábado contra a Aryna Sabalenka. É uma das grandes rivalidades dos últimos anos no tênis. Aryna Sabalenka procurava o terceiro título consecutivo no Open dos Estados Unidos, mas a rival foi mais forte. Foi em três sets que se decidiu esta final. E Rybakina que já tinha vencido numa final muito célebre em 2023 no Open da Austrália entre as duas jogadoras, e na altura tinha impedido a Aryna Sabalenka de conquistar o primeiro Grand Slam. Desta vez, impediu que completasse o tri no Open dos Estados Unidos, e Elena Rybakina sobe também a número um do mundo. Aryna Sabalenka no final do jogo partiu a raquete, cheia de nervos, como é normal. Como é normal em Aryna Sabalenka. Quem não partiu raquetes ontem foi Ben Shelton, um americano que voltou a estar numa final, ou seja, voltou um americano a estar numa final do Open dos Estados Unidos. Já desde 2003 que nenhum norte-americano homem vence o Open dos Estados Unidos. O último foi Andy Roddick em 2013. Ontem esperava-se, apesar do favoritismo de Alexander Zverev, o tenista alemão, que Ben Shelton conseguisse voltar a pôr o nome de um americano na lista dos vencedores, mas não chegou. Os dois primeiros sets-
Eu estava pelo Shelton.
Eu gosto muito do Zverev.
O Zverev é uma máquina.
E é um bocado enfadonho.
É frio, é direto, é pra marcar pontos.
Ias dizer enfadonho?
Enfadonho disse o Paulo.
Eu disse enfadonho?
Não. Não sei.
Acho que tu é que ias dizer.
Acho que ouvi uma voz.
Estava na tua mente e tu ias dizer enfadonho.
Houve alguma coisa enfadonha.
Enfadonha. Pronto. Depois confirmamos.
É eficaz. É pra marcar pontos do lado.
Espera pelo erro do adversário.
Não há grande entusiasmo naquele tênis.
Ele arrisca muito pouco.
Não há criatividade, não há nada.
Isso é verdade. Só que no tênis isso também conta, essa capacidade de não errar.
Claro. Aliás, no fim é o que conta.
É o que conta, errar menos.
Se reparar, são os erros não forçados que acabam quase sempre decidindo.
Neste caso foi isso, o Ben Shelton teve muitos mais erros não forçados. O Zverev joga pelo seguro e conseguiu ganhar. Ganhou os dois primeiros sets, depois perdeu o terceiro e ganhou o quarto set. E houve uma coisa inacreditável, é que ele não se deu conta de que tinha ganhado. Não sabemos se ele estava a fazer gênero.
Desculpa.
Não, vocês pareciam que estavam no café a falar.
Vocês, caros irmãos, estão com esse ar de-
Não, muito interessante.
Sim, gosto de vos ver nesta-
Estão encostadas pra trás.
Dar-lhes palco.
O palco é pros vencedores.
Estamos a falar de vencedores.
Pro Zverev.
Como é aquela história há pouco das pessoas que vivem-
Isoladas. Nós estamos aqui completamente isolados. De vez em quando ouvimos umas vozes.
O problema são as pessoas.
O problema são as pessoas.
Estar num estúdio com quatro pessoas não é fácil.
Nada.
Desculpa, perguntavas?
O Alexander Zverev acabou por conquistar o seu segundo título do Grand Slam, o segundo deste ano. Ele que chegou a todas as meias-finais dos torneios do Grand Slam este ano, foi a três finais, ganhou duas e perdeu uma em Wimbledon contra Jannik Sinner. Mas conseguiu aos 29 anos conquistar os seus primeiros títulos do Grand Slam. Já era uma espécie de maldição a de Zverev. E ele que neste trajeto para conquistar os seus dois primeiros títulos, não enfrentou um único tenista do top oito. Também há essa curiosidade.
Esse trajeto.
Não acontece muitas vezes.
E ele é diabético. Ontem acabou por confirmar. Não era nenhum segredo, obviamente.
Aliás, durante o jogo ele esteve a medir os níveis.
Isso reparou-se. E ontem fez questão de referir isso no discurso.
E elogiou a mãe.
Aliás, parece que houve um jogo em que o juiz não o autorizou a fazer a injeção de insulina. E houve muitas críticas e uma condenação enorme, porque é ótimo esta normalização e mostrar que as pessoas diabéticas conseguem ter uma vida ativa tão intensa de alta competição.
Aliás, ele foi diagnosticado em criança e ele fez referência a isso ontem.
Referência à sua mãe.
Exatamente. Ontem disse que quando foi diagnosticado, disseram que provavelmente ele não poderia vir a ser jogador de tênis, porque o pai tinha sido também jogador de tênis, o irmão também é jogador de tênis, e foi a mãe que disse: "Ele vai ser o que ele quiser". E a verdade é que se ele queria ser um grande jogador de tênis, conseguiu, e ele fez esse elogio à mãe, dizer que foi a mãe que lhe deu muita força. E olha, parabéns ao Alexander Zverev, que é enfadonho. Isto é verdade. No dia estava a ver uma publicação, aquelas publicações de especialistas e de fãs de tênis a dizer: "Aquilo parece um robô a jogar, é muito previsível", mas é verdade, é assim, é previsível e é eficaz. Por último, uma referência à nossa seleção feminina de sub-20, que está no mundial, Campeonato do Mundo, conseguiu ontem a primeira vitória de sempre, o primeiro gol de sempre, ganhou 3x0 a Costa Rica e conseguiu o apuramento para os oitavos de final do Campeonato do Mundo. Parabéns às nossas navegadoras mais jovens que conseguiram esse apuramento histórico.
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