Flávio Bolsonaro reclama de propaganda sem áudio na TV e cobra esclarecimentos
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) criticou nesta segunda-feira, 12, a transmissão de seu programa eleitoral na televisão, que foi ao ar sem áudio em parte das emissoras.
Em vídeo gravado logo após a exibição e divulgado em suas redes sociais, o parlamentar levantou suspeitas sobre a falha técnica e afirmou que não será silenciado na reta final do segundo turno.
O programa do adversário Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi transmitido normalmente com som. "O meu programa eleitoral foi transmitido sem som. É isso mesmo, mudo. O meu programa foi transmitido sem som. O do Lula tava com som, tudo OK, mas o meu, transmitido sem som. Você acredita em coincidência? Cara, não. Não acredito. Não existe coincidência", declarou o candidato. "Eles acham que vão calar minha voz. Não vão calar, não vão conseguir, não adianta. Isso não acontece por acaso, né?".
A retransmissão dos programas eleitorais é coordenada pelo Pool de Mídia das Eleições 2026, estrutura montada pelas próprias emissoras de televisão que opera no quinto andar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. O sinal é gerado do tribunal via satélite para todo o país.
O TSE e o pool de imprensa foram questionados sobre as causas da falha, mas ainda não enviaram esclarecimentos.
Reunião religiosa e autorização para visitar Jair Bolsonaro
Mais cedo, Flávio acompanhou a missa pelo dia de Nossa Senhora Aparecida na Catedral Metropolitana de Brasília. Acompanhado de sua esposa, Fernanda, de seu candidato a vice, Alfredo Gaspar, e de lideranças da bancada conservadora — como Bia Kicis (PL-DF) e Izalci Lucas (PL-DF) —, o senador comemorou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que voltou a autorizar seus encontros com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em conversa com a imprensa na saída do templo religioso, Flávio afirmou que a liberação coincide com um dia de renovação da fé e detalhou que a visita ocorrerá na manhã de terça-feira (13), mediante simples comunicação aos agentes responsáveis pela custódia:
"Fiquei muito feliz que no dia de Nossa Senhora Aparecida é o dia que eu tô novamente autorizado a visitar o meu pai, vítima de uma injustiça. Hoje é só para agradecer a Deus, agradecer a todo mundo que tá orando, que tá rezando pelo nosso Brasil", disse Flávio Bolsonaro.
"Como hoje é feriado, não é possível fazer a visita. Pela decisão dele, voltam as visitas regulares, não apenas como advogado, mas também como filho. Então, na terça-feira, amanhã, na parte da manhã, eu vou visitá-lo. É uma comunicação apenas informando que horas que nós vamos amanhã na qualidade de advogado por 30 minutos", explicou.
Expectativa e foco no bem-estar familiar
O parlamentar estava impedido de ver o pai pessoalmente há mais de três meses por determinação de Moraes, após a divulgação de uma carta redigida pelo ex-presidente. Flávio classificou o período de afastamento forçado como uma medida desprovida de embasamento legal ou critério humanitário, idealizada com o propósito de distanciá-lo de sua principal liderança política e familiar.
O candidato ressaltou que a conversa com o ex-presidente terá foco pessoal em sua saúde e bem-estar, evitando detalhes de articulação eleitoral para prevenir novas sanções judiciais:
"Tô ansioso, são mais de três meses sem poder vê-lo. Por uma decisão sem critério nenhum, sem nenhuma humanidade, sem nenhum amparo legal. No meu intuito, na minha avaliação, apenas com o intuito de tentar separar um líder político de quem tá concorrendo à Presidência e separar um pai de um filho, que acho que é o mais grave", afirmou ao g1.
"Tô ansioso para dar um abraço forte nele, primeiro de tudo, ver como é que tá o rosto dele, como é que tá o ânimo dele com tudo que aconteceu, que eu só tô sabendo por terceiras pessoas. Então, espero olhar no olho dele, dar um abraço e espero que ele esteja feliz", concluiu ao g1.
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