Quem é Pedro Paulo, candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro
Pedro Paulo Carvalho Teixeira, 54 anos, é candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2026. Filiado ao PSD (Partido da Social Democracia Brasileira), o deputado federal concorre em chapa com o companheiro de Câmara Federal Miro Teixeira (PDT) e o empresário Sávio Neves (PSDB) como primeiro e segundo suplentes.
Nascido em 29 de junho de 1972, no Rio de Janeiro, Pedro Paulo é economista. Graduou-se em Economia pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), onde também cursou MBA em Análise de Conjuntura Econômica, e fez mestrado em Economia Regional na UFF (Universidade Federal Fluminense).
O candidato declarou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 1.799.844,05.
Trajetória política
Pedro Paulo iniciou sua trajetória política em cargos eletivos como deputado estadual pelo Rio de Janeiro, função que exerceu entre 2007 e 2010.
Em 2010, foi eleito pela primeira vez para a Câmara dos Deputados. Desde 2011, conquistou quatro mandatos consecutivos como deputado federal. Foi eleito inicialmente pelo então PMDB, atual MDB, migrou para o DEM, em 2018, e filiou-se ao PSD, em 2022.
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A carreira política de Pedro Paulo também é marcada pela atuação na administração municipal do Rio. Ele foi secretário municipal de Meio Ambiente em 2002 e chefe da Casa Civil durante a gestão de Eduardo Paes, em 2009. Entre 2015 e 2016, ocupou a Secretaria Executiva de Coordenação de Governo.
O candidato voltou à administração municipal entre 2021 e 2022, quando comandou a Secretaria de Fazenda e Planejamento. Para assumir as funções no Executivo carioca, licenciou-se em diferentes períodos de seus mandatos na Câmara. Em 2016, disputou a Prefeitura do Rio pelo PMDB como candidato apoiado por Eduardo Paes. Terminou o primeiro turno na terceira colocação, com 488.775 votos, equivalentes a 16,12% dos votos válidos, e ficou fora da disputa final entre Marcelo Crivella (Republicanos) e Marcelo Freixo (Psol).
Em 2024, o candidato desistiu de ser vice na chapa que concorria à Prefeitura do Rio de Janeiro com Eduardo Paes. Na explicação, Pedro Paulo disse na época que a decisão seria para poupar a família e Paes de um suposto vídeo íntimo que poderia ser vazado pela oposição.
Na atual legislatura, Pedro Paulo ocupa a vice-liderança do governo na Câmara e integra as comissões de Finanças e Tributação e de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Em 2025, coordenou o grupo de trabalho responsável por elaborar uma proposta de reforma administrativa.
Em 2016, o STF (Supremo Tribunal Federal) arquivou um inquérito que investigava uma acusação de lesão corporal contra o então deputado, feita pela ex-mulher, Alexandra Marcondes Carvalho. A decisão do ministro Luiz Fux atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República, que concluiu que não havia sido demonstrada a prática do crime.
Propostas
Entre as principais propostas de Pedro Paulo estão a promessa de recursos federais para todas as cidades, ao longo dos oito anos de mandato, e uma solução para a dívida do estado. Na segurança pública, a perspectiva é de mais rigor contra crimes de maior gravidade, patrimônio do agressor direto para a vítima em casos de violência contra a mulher, presídios sem celular e mais agilidade na decisão sobre prisões.
O candidato ainda defende combater o vício em redes sociais e proteger a saúde mental de crianças e adolescentes, a proposição de uma lei que proíbe totalmente a propaganda das Bets em todo o território nacional, assim como acontece com os cigarros, e a obrigação de que as empresas de delivery façam seguro contra acidentes para os entregadores e assim aliviem o SUS (Sistema Único de Saúde).
Além dele, concorrem ao Senado pelo Rio de Janeiro André Monteiro (Democrata), Benedita da Silva (PT), Carlos Jordy (PL), Carlos Portinho (PL), Comandante Ribeiro Afonso (Democrata), Helio Secco (Missão), Luciano Mattos (PRTB), Luiz Eugenio (PCO), Marcelo Crivella (Republicanos), Marcos Dias (Podemos), Michelly Xavier (UP), Monica Benício (Psol), Ó Clemente (Democrata), Paula Falcão (PSTU), Vinicius Benevides (UP) e Wagunho (Republicanos).
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