Criança de 8 anos liga para o 190 ao ver pai agredir a mãe em São Paulo, diz PM
Uma criança de 8 anos ligou para o telefone 190 para pedir ajuda ao presenciar o pai agredir a mãe dele, de acordo com a Polícia Militar. O caso aconteceu na manhã desta quarta-feira (23) em São Paulo.
Na casa estavam o casal e os filhos, todos menores de 18 anos.
Os policiais que foram ao endereço tiveram que usar uma arma de choque, conhecida como taser, para conter o homem, que se demonstrava agressivo, disse a PM.
Ainda de acordo com o relato dos agentes, a mulher tinha um ferimento superficial feito com faca e foi encaminhada para um pronto-socorro.Não há detalhes sobre seu estado de saúde.
A criança disse aos policiais que telefonou por ter ficado preocupado com a mãe, disseram os policiais.
"Quando chegamos, já socorremos a mãe, e essa criança veio se apresentar. O menino nos mostrou o celular que usou para ligar para o 190 e a faca usada pelo pai, que foi apreendida. A todo momento, tentamos acalmá-lo e aos irmãos, que presenciaram toda aquela cena. Espero que ele saiba que realizou um ato heroico ao nos acionar", disse o cabo Marcelo Florio, que atendeu a ocorrência.
O suspeito foi conduzido para uma Delegacia de Defesa da Mulher.
FEMINICÍDIOS
Outros casos com o uso de faca resultaram em mortes de duas mulheres na zona sul de São Paulo na terça-feira (22).
Em Cidade Ademar um homem esfaqueou a sogra e a namorada. O suspeito da ação foi preso.
A sogra de 71 anos não resistiu aos ferimentos e morreu no local. A companheira do agressor de 42 anos foi encaminhada para um hospital. Ainda de acordo com a PM, ele tentou se matar e também foi levado para uma unidade de saúde.
O caso foi registrado no 98º DP (Jardim Miriam).
Horas antes, uma outra mulher foi esfaqueada na mesma região. Seu estado de saúde não foi divulgado. O autor do crime fugiu antes da chegada de policiais militares.
Os dois casos não têm ligação.
Na noite de quinta-feira (17) a estudante de enfermagem Yasmin de Souza Macedo, 26, foi morta com um tiro dentro de um carro no Jardim Cachoeira, na zona norte de São Paulo. O suspeito do feminicídio é o ex-namorado dela, Wesley dos Santos Gomes, 26. Ele se matou após o disparo contra Yasmin.
Conforme familiares de Yasmin, o casal namorou por cerca de um ano e, nos últimos tempos, brigava com frequência, o que levou ao rompimento. Em depoimento na 4ª Delegacia da Mulher Norte, uma irmã dela disse que Gomes ameaçava se matar caso os dois não voltassem a namorar.
Os feminicídios no estado e na capital seguem como um desafio na segurança pública paulista. De janeiro a julho, foram registradas 151 ocorrências, sendo 27 delas na capital. No mesmo período do ano passado houve o registro de 153 casos no estado e 39 na cidade de São Paulo.
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