Augusto Cury afirma que pretende reajustar salário mínimo pela inflação e mais 1% ao ano
O candidato à Presidência pelo partido Avante, Augusto Cury, negou ter vínculo atual com uma empresa de telemedicina da qual já foi sócio. Durante a sabatina, ele disse que não é mais embaixador do programa da companhia. Questionado sobre eventual conflito de interesse ao propor a ampliação da telemedicina no Sistema Único de Saúde (SUS), Cury disse que sua experiência com a empresa lhe permite afirmar que o modelo pode ser aplicado de forma "barata" e "eficiente".
Cury afirmou que uma telemedicina estruturada pelo governo poderia resolver 80% dos casos de atendimento no SUS. Segundo ele, o serviço teria médicos disponíveis 24 horas por dia e uso de inteligência artificial. Questionado sobre a compatibilidade da proposta com as regras do Conselho Federal de Medicina (CFM), que preservam a assistência presencial, Cury disse que o órgão "precisa ser atualizado" diante do avanço tecnológico.
Na educação, Cury negou que pretenda comercializar para escolas públicas os programas de ensino e desenvolvimento emocional que criou. Ele afirmou que ofereceria gratuitamente às escolas públicas um programa baseado em métodos que desenvolveu, mas disse que não está propondo a adoção obrigatória de seu modelo. Segundo o candidato, eventuais mudanças deveriam envolver a revisão da Base Nacional Curricular e a participação de especialistas e do Conselho Nacional de Educação.
Previdência
Augusto Cury afirmou que não é favorável a uma nova Reforma da Previdência "em hipótese alguma". Para enfrentar o déficit previdenciário, defendeu o aumento da produtividade das empresas, com uso de inteligência artificial e robótica, além do estímulo ao empreendedorismo. Em sabatina promovida pela TV Globo na noite desta sábado, 29, o candidato apontou que uma nova reforma penalizaria pessoas próximas da aposentadoria.
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