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Tuesday, October 20, 2026

PGR rejeita acusação de abuso de autoridade contra Mendonça feita por Moraes

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O material, cujo teor foi revelado pelo Estadão, demonstra, entre outros fatos, que o ministro editou minuta de um contrato de R$ 131 milhões firmado entre o escritório de sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o Master. Também mostra que Vorcaro pediu dicas de defesa ao ministro, a quem perguntou, na antevéspera de sua prisão, se deveria sair do País.

Também expôs conversas do banqueiro com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por intermédio do advogado Ciro Soares, que viabilizou uma conversa entre eles por ligação telefônica. Foi Soares também que repassou a Vorcaro mensagens em que o chefe do Ministério Público Federal dizia sentir saudades do dono do Master e lhe chamava de "máquina" em tom elogioso.

Esses diálogos mostram também a participação do advogado para incluir o procurador-geral na lista de autoridades que participaram da degustação de uísque e charutos promovida por Vorcaro em Londres.

Em agosto, o ministro Alexandre de Moraes, adversário de Mendonça no tribunal, se valeu de um relatório apócrifo e sem valor probatório para lhe acusar de direcionar as investigações no caso Master. Chegou a pedir a inclusão do colega no inquérito das fake news, sob sua relatoria.

As acusações incluíam "usurpação da direção das investigações das autoridades policiais", "condução irregular das tratativas de eventual colaboração premiada" e "direcionamento de determinados alvos para investigação".

Moraes se disse vítima de perseguição junto com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O documento usado para sustentar essa versão não tinha cabeçalho oficial da PF nem assinatura de nenhum delegado. Cita relatos anônimos de que André Mendonça teria tentado interferir indevidamente no andamento de acordos de delação premiada da PF na investigação sobre desvios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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