9h. SNS. Governo quer criar novas parcerias público-privadas
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Jornal das 9 com a edição do Miguel Gato. Miguel, Flávio Bolsonaro diz que houve fraude eleitoral na segunda volta das eleições presidenciais no Brasil. O candidato derrotado por Lula da Silva explica ainda por que fugiu para os Estados Unidos.
Flávio Bolsonaro diz que não queria que lhe acontecesse o mesmo que aconteceu ao pai, que está preso preventivamente por alegada tentativa de golpe de Estado. O filho do antigo presidente brasileiro entende, por isso, que só pode fazer oposição a Lula da Silva fora do Brasil. Flávio Bolsonaro fala ainda em perseguição política e diz que pode agora começar a preparar uma nova candidatura à presidência brasileira e, sem apresentar provas, diz ainda que os resultados da segunda volta da eleição não batem certo com a realidade.
Muitas coisas estão sem explicação nessas eleições, matematicamente impossíveis de terem ocorrido no mundo real, sem que houvesse, como eu falei, algum gol de mão. Esses quase 60 milhões de votos que vocês me deram, pra mim significa demais. É uma honra, ainda mais coragem pra enfrentar o que tiver que enfrentar, se preciso for, pra resgatar, pra salvar o nosso país, pra disputar mais uma eleição para presidente da República. Eu não tô falando de 2030, não. Eu tô falando de antes disso. A saída, eu digo que eu não saí do Brasil, eu saí pelo Brasil. E eu sei que daqui eu vou continuar tendo uma voz ativa.
Flávio Bolsonaro, num vídeo publicado nas últimas horas nas redes sociais, o candidato derrotado por Lula da Silva fugiu para os Estados Unidos com a família depois de ter sido notificado pela Justiça brasileira para entregar os passaportes que detém, brasileiro e italiano, isto para não fugir do país. Acabou por acontecer, Flávio Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos e isto tudo aconteceu após conhecidos os resultados da segunda volta das presidenciais no Brasil, que deram a vitória a Lula da Silva.
E por cá, Miguel, hoje continuam os protestos pela habitação um pouco por todo o país.
E com destaque para as manifestações que são esperadas em Lisboa e no Porto a partir das 16h. Na cidade Invicta, a concentração vai começar na Batalha e depois realiza-se uma marcha em direção à Praça Dom João I. Na capital, a manifestação começa no Largo Luís de Camões, no Chiado, e termina, como é habitual, na Praça Dom Pedro IV, no Rossio. O movimento Da Acampada já avisou que tem a intenção de voltar a montar tendas no Rossio para que os manifestantes passem hoje a noite na Praça do Rossio. Ao Observador, o Comando Metropolitano da PSP de Lisboa garante que a instalação de tendas só vai ser tolerada como elemento simbólico e avisa também que depois da 00:30 os manifestantes têm mesmo de retirar as tendas e sair do local. A PSP diz ainda que vai privilegiar o diálogo na manifestação de hoje.
E um dos porta-vozes do movimento Acampada, João Veloso, critica as declarações de ontem do ministro da Administração Interna no Parlamento.
Luís Neves saiu em defesa da ação policial da PSP na passada madrugada de domingo. João Veloso, porta-voz do movimento Acampada, não gostou e acusa o governo de não querer discutir os problemas na habitação.
É bastante revelador. Ou seja, ele assumir que esteve em contacto com a polícia, e tendo em conta a atuação que a polícia teve, acho que isso é bastante revelador da política do governo pra quem defende o direito à habitação. Este governo prefere as bastonadas a resolver o problema da crise da habitação e a dialogar com pessoas que legitimamente lutam pelo direito a estar no espaço público e a exigir medidas do governo pra crise da habitação.
João Veloso, o porta-voz do movimento Acampada, em declarações ontem na Praça do Rossio. Ainda sobre a manifestação de hoje em Lisboa, a PSP recuou na proibição de drones na manifestação. Num comunicado enviado às redações, a Polícia de Segurança Pública explica que os órgãos de comunicação social devidamente autorizados vão poder, sim, utilizar estes dispositivos aéreos. Este comunicado surge depois de ontem a Autoridade Aeronáutica Nacional ter alegado falta de condições de segurança pra utilização de drones na Praça Dom João IV. Pra este fim de semana, além das manifestações em Lisboa e no Porto, estão marcadas várias iniciativas espalhadas pelo país, nomeadamente hoje em Viana do Castelo, Braga, Faro e Beja e amanhã no Funchal, na Madeira.
E há manifestações, Miguel, também previstas para vários países europeus.
Sim, preveem-se grandes protestos em toda a França. O ministro francês do Interior alerta para um dia com risco muito elevado de perturbações da ordem pública e por isso o governo francês mobilizou mais de 70 mil agentes da polícia para estas manifestações de luta pela educação e pelo aumento do custo de vida. Na Alemanha, os manifestantes também vão sair à rua em 30 cidades. Os motivos: falta de condições nas escolas, alterações climáticas, habitação e o possível regresso do serviço militar obrigatório no país.
Por cá, o governo tem a intenção de criar mais parcerias público-privadas no SNS. É o que avança a ministra da Saúde.
Ana Paula Martins esteve ontem à noite na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, no Parlamento, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para o próximo ano. A ministra da Saúde não adianta muitos detalhes, mas diz que o governo tem a intenção de criar mais PPPs na saúde.
Somos capazes de levar cinco a sete anos pra conseguir fechar o concurso e iniciar a obra. E não podendo adiantar-lhe muito nesta fase, porque isso tem que ver com a reforma do Estado, sim, nós temos, de fato, um processo, se quiser, para poder ser mais velozes a lançar as parcerias público-privadas, que também lhe deixo te dizer que serão em número limitado e serão em ULS que nós consideramos que haverá maior disponibilidade do Estado e dos parceiros poderem fazer esse acordo.
Ana Paula Martins, ministra da Saúde, que critica ainda os governos do PS por falta de regulação do setor privado da saúde.
Os privados abriram clínicas e hospitais em frente aos hospitais do Serviço Nacional de Saúde. Não houve regulação. Quem mais defendeu o SNS, quem rasgava as vestes, quem batia no peito, a verdade é que não regulou. E nós temos uma entidade reguladora da saúde que aplica a legislação feita pelos governos. Claro que agora, aquilo que eu não vou dizer nos resta, porque eu acho que há muita coisa que se pode fazer, é que em vez de os tornar adversários, mais vale torná-los parceiros
A ministra da Saúde revelou ainda no Parlamento ontem à noite que o novo quadro de referência para o Serviço Nacional de Saúde vai ser assinado nos próximos dias.
E no desporto, o Sporting regressou ontem às vitórias no campeonato nacional. Os Leões venceram o Casa Pia por 2 x 0.
Golos de Pedro Lima e Geny Catame. Esta vitória surge depois da derrota do Sporting em Alvalade, na jornada passada, diante do Académico de Viseu. Rui Borges tem estado debaixo de fogo pelos maus resultados esta temporada. O treinador do Sporting, em conferência de imprensa, volta a falar em ruído e disse que a vitória dos Leões ontem em Rio Maior foi mais do que justa.
Equipa muito bem, bom jogo, dentro daquilo que era esperado. Não viemos para aqui tocar ópera, viemos jogar um jogo de futebol contra outra equipa competitiva e foi uma boa vitória, e mais do que merecida, e poderíamos ter feito 2 x 0 muito mais cedo. Era importante a vitória, sim, porque vínhamos de um resultado negativo, porque já estamos a muitos pontos que não queríamos do primeiro classificado e era importante voltar às vitórias. Mais do que isso, tudo o resto é ruído.
Os Leões, que somam agora 21 pontos na tabela classificativa, aproximam-se de forma provisória de Benfica e Floco do Porto. O Sporting está a um ponto das Águias e a seis dos Dragões, sendo que os rivais do Sporting ainda não jogaram esta jornada. O Floco do Porto entra hoje em campo frente ao Estoril, no Estádio do Dragão, às 20h30, e o Benfica joga apenas na segunda-feira, recebe o Alverca no Estádio da Luz.
E esse Futebol Clube do Porto, Estoril-Praia, vai ter relato em direto aqui na Rádio Observador. Relato do Ricardo Loureiro, comentários de Augusto Inácio, Luís Pinto Coelho e também Pedro Henriques, numa emissão conduzida em estúdio pelo Vicente Figueira.
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