Fachin e Andrei Rodrigues falam sobre menções a ministros do STF nas investigações do caso Master

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, chegou ao Supremo no fim da tarde acompanhado do diretor-executivo da PF e do diretor de combate ao crime organizado. A reunião foi marcada depois que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, pediu à Polícia Federal no início de outubro informações detalhadas sobre a citação de ministros da Corte nas investigações do caso Master.
À época, Fachin pediu à PF que mandasse à presidência do Supremo relatório, expediente ou conjunto de informações onde tenham sido apresentados integralmente, sem exceção de pessoa, os fatos correlatos relacionados aos ministros e que daria os encaminhamentos devidos. Fachin assumiu a relatoria da análise sobre a suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro em setembro, em meio à escalada da crise no Supremo Tribunal Federal.
Na reunião, ficou combinado que a PF vai fazer um relatório com todas as menções a ministros do Supremo, sem exceção, e esse relatório - que deve apenas descrever as condutas encontradas, sem apontar crimes - deve ser entregue ao ministro Edson Fachin no fim de outubro ou no começo de novembro. Com ele em mãos, o presidente do Supremo pretende dar andamento aos casos: pedir um parecer da PGR e levar ao plenário. Só o plenário pode abrir uma investigação contra um ministro do Supremo.
Fachin e Andrei Rodrigues falam sobre menções a ministros do STF nas investigações do caso Master — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Depois do encontro, STF e PF divulgaram uma nota conjunta. Sobre as investigações relacionadas ao Banco Master, Fachin esclareceu que a eventual realização de atos de investigação de ministro depende de autorização do plenário da Corte, e que a PF tem o dever de encaminhar todas as menções encontradas sem exceção, acompanhadas de seu contexto, em caráter estritamente descritivo.
Fachin e Andrei Rodrigues também trataram sobre ameaças a ministros da Corte. O presidente do STF ressaltou a importância da atuação preventiva e coordenada dos órgãos competentes para proteger a integridade dos magistrados, a preservação da independência judicial e o regular funcionamento das instituições. E a PF reiterou seu compromisso de colaborar com a segurança em termos de prevenção e na adoção das respectivas medidas de sua competência.
O presidente do STF também pediu celeridade da Polícia Federal para analisar as diligências pendentes do inquérito das fake news. Edson Fachin já afirmou que vai arquivar o inquérito.
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