Cobrar deputados de fora por recursos

Foto: Adriany Freitas/TNOnline
Uma avalanche de candidatos de fora a deputado estadual e federal tomou conta das ruas de Apucarana durante a campanha eleitoral. Alguns deles foram até bem votados na cidade e se elegeram, outros ficaram pelo meio do caminho. Agora, as lideranças que apoiaram esses candidatos de outras regiões têm a obrigação de fazer com que eles tragam recursos para Apucarana. Não se pode mais aceitar que esse povo venha de quatro em quatro anos na cidade buscar votos e depois simplesmente desapareça. Tem deputado eleito que ignora a cidade por entender que pagou pelos votos recebidos, dando grana alta às tais lideranças que para ele trabalharam. Aliás, já existe um movimento de senhoras católicas no sentido de cobrar esses parlamentares para que demonstrem o mínimo de respeito pelo cidadão apucaranense, compensando os votos aqui recebidos através de recursos, seja por emendas, seja intermediando melhorias e obras dos governos estadual e federal. Esses deputados que aportam em Apucarana, levam alguns milhares de votos e simplesmente desaparecem após a eleição, têm que figurar em uma lista negra para que no futuro, na hora de usar cabos eleitorais pagos a peso de ouro, sejam escorraçados, eleitoralmente falando, pela população da cidade.
Filipe em Apucarana
O deputado federal e senador eleito Filipe Barros (PL) deve vir a Apucarana nos próximos dias, não só para fazer campanha para o candidato do partido à presidência da República, Flávio Bolsonaro, como também para manter contato com alguns correligionários políticos que com ele estiveram nesta eleição. Filipe Barros, eleito com mais de 3 milhões de votos no Paraná, vai ter muita força com Flávio Bolsonaro, se for presidente.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Maioria na Assembleia
O governador eleito Sérgio Moro (PL) acredita que não terá dificuldades em ter maioria na Assembleia Legislativa, já que sua coligação elegeu 20 deputados estaduais. Para atrair pelo menos mais oito para formar maioria, Moro conta com o aceno de vários parlamentares eleitos pelo PSD que se mostram dispostos a fazer parte de sua base, bem como deputados do União Brasil e do PP, entre outros partidos. Vai ter pouca oposição.
Sidnei perde cargo
O vereador apucaranense Sidnei da Levelimp (MDB) está na alça de mira do deputado estadual Anibelli Neto (MDB), após o fiasco que foi a votação do parlamentar nas urnas em Apucarana. E a primeira medida que já se tem como certa é a demissão da esposa de Sidnei da Assembleia Legislativa, onde ocupava ou ocupa um cargo bem remunerado no gabinete de Anibelli. A bronca é que o vereador Sidnei, ao invés de apoiar Anibelli teria trabalhado para o deputado estadual do Carmo a pedido do prefeito Rodolfo Mota, já que na Prefeitura conseguiu empregar uma cunhada.
Presidência da Câmara
Entre os vereadores apucaranenses, não se fala em outra coisa a não ser a eleição do novo presidente da Casa, prevista para o mês de dezembro, antes do fim do período legislativo. Além do atual presidente, Danylo Acioli (MDB), que tenta a reeleição, e Tiago Cordeiro (PDT), que tem o apoio do prefeito Rodolfo Mota, outros vereadores também estariam se articulando tentando construir uma terceira via para ser alternativa no pleito. Parece dificil.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Moro sem ressentimento
O senador e governador eleito Sérgio Moro (PL), em entrevista aos mais diversos órgãos de comunicação do Estado, tem demonstrado ser um estadista. Aos que outrora eram considerados adversários e até inimigos, ele tem dito que a política passou e com ela os ressentimentos também e que é hora de se unir para o bem do Paraná. Mas com a ressalva que perdoa o pecador, mas não o pecado. Em outras palavras, não vai aceitar nada que não seja republicano.
DIVISÃO POLÍTICA SÓ ATRAPALHA
Enquanto as principais lideranças políticas de Apucarana não se unirem em tomo do bem da cidade, não há como avançar em desenvolvimento socioeconômico e em outras frentes que atendam ao interesse da população. O atual prefeito Rodolfo Mota cada vez mais busca se afastar do deputado federal Beto Preto, criando uma barreira que em nada contribui para o que realmente interessa ao povo apucaranense. Uma entrevista do alcaide a uma emissora de rádio dias atrás, onde criticou veementemente o deputado federal Beto Preto e sua gestão como prefeito municipal, entornou o caldo de vez. Beto é deputado federal e pode, através de emendas, trazer recursos para Apucarana. Para tanto, precisa que o prefeito encaminhe suas demandas e projetos para o parlamentar buscar a viabilidade de suas execuções. Não importa que o prefeito tenha outros deputados, porque quanto mais recursos vierem para Apucarana, melhor para a cidade. Política tem que ser deixada de lado fora da campanha eleitoral. A cidade de Apucarana tem sido castigada há muitos e muitos anos por falta de harmonia entre suas lideranças, tipo cabo de força: cada um puxando para um lado. Enquanto isso, a cidade vizinha Arapongas avança a passos largos porque as forças políticas de lá, mesmo adversárias, trabalham unidas pelo desenvolvimento da cidade.
Vapt Vupt
* Antes de viajar para lugar incerto e não sabido para uns dias de descanso após a exaustiva maratona eleitoral, o governador Ratinho Junior manteve uma longa conversa telefônica com seu sucessor, o senador Sérgio Moro, para tratar da transição de governo, que deve começar logo após o fim do segundo turno da eleição para presidente da República.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
* O empresário Paulo Grassano, que ocupa uma cadeira de vereador na Câmara Municipal de Arapongas, é tido desde já como provável candidato a prefeito da cidade, em 2028. Um grupo de vereadores, enciumados, tem feito de tudo para cassar seu mandato. Paulo é neto de uma das maiores lideranças que Arapongas já conheceu, Colombino Grassano.
* O prefeito de Cambé, Conrado Scheller (PSD), está liderando um grupo de políticos e empresários da região em torno da campanha de Flávio Bolsonaro neste segundo turno. Reunidos nesta sexta-feira com o empresário Alfons Gardemann, as primeiras estratégias de campanha já foram traçadas, buscando envolver o engajamento de muitas lideranças.
* Pelo lado do PT partido do presidente Lula, que disputa o segundo turno com Flávio Bolsonaro, não se nota movimento algum na região de seus aliados políticos. Mas o deputado federal eleito Arilson Chiorato, presidente do PT no Paraná, estaria aglutinando forças nesse sentido, buscando em especial o apoio do jovem eleitor, ou seja, a classe estudantil.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.