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Wednesday, September 30, 2026

China promete resposta "firme" contra União Europeia

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A China advertiu que “responderá com firmeza” para defender os “direitos e interesses legítimos” das suas indústrias caso a União Europeia (UE) adote novas medidas restritivas contra empresas ou produtos chineses, afirmou o Ministério do Comércio.

O ministério reagiu assim a informações segundo as quais vários Estados-membros da UE estarão a preparar um documento conjunto para pedir à Comissão Europeia que acelere a criação de um instrumento semelhante à secção 301 da Lei do Comércio dos Estados Unidos e adote medidas mais duras contra o comércio chinês.

Num comunicado divulgado na terça-feira à noite, um porta-voz do Ministério do Comércio chinês afirmou que o eventual instrumento constitui uma medida “tipicamente protecionista e unilateral”, que “não só não contribui para resolver os problemas, como acabará por se virar contra a própria União Europeia”.

“A UE também já foi vítima deste tipo de instrumentos: não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti“, afirmou o porta-voz, acrescentando que a iniciativa poderá perturbar a estabilidade do comércio entre a China e a Europa e das cadeias industriais e de abastecimento mundiais.

Segundo Pequim, se Bruxelas mantiver o diálogo com a China ao mesmo tempo que “intensifica as demonstrações de força” contra o país, poderá prejudicar gravemente a confiança mútua, interferir nas consultas entre as duas partes e “afetar o conjunto da cooperação económica e comercial”.

“A China insta a parte europeia a manter-se no caminho correto de gerir as divergências através do diálogo”, afirmou.

[Annie está de volta a Havana. Apesar das relações privilegiadas com altas figuras do regime, quer viver como os cubanos, divertir-se como os cubanos e… sofrer como os cubanos. Mas continua a ser filha do diretor da PIDE. E Fernando Silva Pais e Armanda Palhota não estão dispostos a deixá-la passar tão facilmente para o lado do inimigo. Já pode ouvir o terceiro episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]

“Se a parte europeia insistir em introduzir medidas restritivas discriminatórias contra empresas ou produtos chineses, a China responderá sem dúvida com firmeza para defender os direitos e interesses legítimos das suas indústrias“, acrescentou.

O jornal oficial Global Times relacionou a reação com um artigo recente de Noah Barkin, conselheiro sénior para as relações entre China e Europa, da consultora Rhodium Group, segundo o qual Alemanha e França estariam a finalizar um documento conjunto para instar a Comissão Europeia a acelerar o desenvolvimento de um instrumento que atribua a Bruxelas novos poderes para restringir o acesso da China ao mercado comunitário.

A resposta de Pequim surge antes da visita à capital chinesa do comissário do Comércio europeu, Maros Sefcovic, prevista para 8 e 9 de outubro, durante a qual deverá discutir com responsáveis chineses o estado das relações económicas e comerciais bilaterais.

Sefcovic afirmou na semana passada que Bruxelas pretende “reequilibrar” o comércio com Pequim, abordando o futuro das exportações chinesas para a UE e o acesso das empresas europeias ao mercado chinês.

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