Toledo: Eleição reforça direita mais forte nas urnas do que nas pesquisas

Na projeção do comentarista, o cenário caminha para um segundo turno com Flávio Bolsonaro na frente. Ele citou o placar de 48% a 44% e disse que a maior parte dos votos restantes vinha de regiões onde Lula tinha desempenho melhor, especialmente o Nordeste.
48 a 44, estou projetando aqui, se a gente considerar que a maior parte dos votos que tem para entrar são de regiões onde o Lula está sendo mais bem votado, principalmente o do Nordeste. É muito difícil você ter um candidato que chega a 1,5% da vitória no primeiro turno, perder a eleição. É muito raro. Então você vai precisar ter algum fato muito extraordinário para que o Lula consiga superar essa diferença.
José Roberto de Toledo
Toledo também apontou que a força eleitoral do PL pode se traduzir em peso institucional, com impacto no Congresso. Ele disse que o partido deve eleger 18 senadores e chegar a uma bancada de 26.
O PL, partido do Flávio e do Valdemar da Costa Neto, deve eleger 18 senadores. Com isso, ele vai a uma bancada de 26 no Senado, que é 32% do Senado. Vai ter a maior bancada, vai ter um terço dos votos no Senado. As bancadas para a Câmara vão ser muito grandes.
José Roberto de Toledo
Na análise do comentarista, a economia pesou mais do que a ausência de debates na campanha de Lula. Para ele, a sensação de preços altos mesmo com inflação controlada influenciou a percepção do eleitor.
Eu acho que o problema é econômico. O governo não conseguiu melhorar, ter um saldo de avaliação positiva ao longo da campanha. Claramente, o que pesou foi a carestia. Estavam 'sobrando dias' no final do mês e faltando dinheiro. Embora a inflação estivesse controlada, ela já tinha subido muito no passado e os preços estacionaram em um patamar muito alto.
José Roberto de Toledo
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