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Tuesday, September 15, 2026

2h. Escolas alargam turmas para acomodar alunos sem vaga

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Duas horas. As notícias com Teresa Freire.

Boa noite. Os mais de 600 alunos do Conselho de Lisboa que ainda não tinham vagas nas escolas, já foram colocados em diferentes turmas. Em causa, as notícias dos últimos dias que revelam que há alunos que não foram colocados em nenhuma escola pública, apesar do arranque do ano letivo. A CNN adiantou que só em Lisboa eram 613. Perante isto, cerca de 30 diretores dos agrupamentos de escolas de Lisboa e a Agência para a Gestão do Sistema Educativo e o Ministério da Educação estiveram reunidos até perto das 10 da noite. O jornal "Público" e a CNN avançam que para resolver esta situação, as turmas das escolas de Lisboa vão ser alargadas para os alunos que ainda não tinham sido colocados. A reunião durou sete horas, nas quais foram colocados administrativamente os alunos em diferentes turmas dessas diferentes escolas. No entanto, a FENPROF adiantou à CNN que a situação afeta outros conselhos do país, como o de Sintra, onde 700 alunos ainda estão sem aulas. O Partido Socialista continua sem descartar uma comissão parlamentar de inquérito ao Ministro da Educação. José Luís Carneiro anunciou já que Fernando Alexandre chegou a dar satisfações ao PS sobre estes problemas. Para uma primeira análise, o deputado socialista Porfírio Silva diz que estas satisfações foram insuficientes e propagandísticas.

Numa primeira, numa segunda, numa terceira leitura, as respostas são claramente insatisfatórias. São pouco mais do que as traduções de repetição propagandística que o senhor ministro tem feito publicamente. Eu acho que as comissões parlamentares de inquérito não devem ser para gerir escândalos, devem ser para apurar o funcionamento do Estado naquilo que são as suas próprias responsabilidades.

Porfírio Silva, o deputado socialista no explicador da tarde política, sublinha ainda que o PS pede esclarecimentos e não demissões. O diretor nacional da Polícia Judiciária está a ser investigado pelo Ministério Público por abuso de poder e falsas declarações em tribunal no caso de Rui Pinto. A notícia é avançada pelo "Expresso", que cita a Procuradoria-Geral da República. O gabinete de Amadeu Guerra confirma a abertura de um inquérito depois de uma denúncia apresentada por um coordenador da PJ contra o atual diretor, Carlos Cabreiro, em causa alegada prática dos crimes de falsas declarações, por ter referido no julgamento do Rui Pinto que não foram feitas escutas na investigação. É suspeito também do crime de abuso de poder, que estará relacionado com o fato de Carlos Cabreiro ter ordenado uma escuta que tinha sido proibida pelo Ministério Público. Na análise, o redator principal do Observador, Luís Rosa, explica que esta notícia é retrato de uma grave crise interna na Polícia Judiciária.

Este caso é mais um exemplo de como a Polícia Judiciária, neste momento, está a atravessar uma crise interna nunca vista. Esta notícia e este caso é um excelente exemplo disso mesmo, de como há uma guerra interna dentro da PJ e que está a ter repercussões públicas e obviamente que isso também coloca em causa o funcionamento da Polícia Judiciária. Portanto, acho que não só este caso, como outros casos, vão continuar a dar muito que falar, porque a Polícia Judiciária precisa de paz para fazer o seu trabalho e neste momento essa paz não existe. Portanto, vamos ver quando os comados se zangam, saem as três verdades. Vamos lá ver que mais verdades é que se vão descobrir no decorrer das próximas semanas.

Comentário do jornalista Luís Rosa à abertura de um inquérito por parte do Ministério Público ao atual diretor da PJ por abuso de poder e falsas declarações em tribunal. A presidente da Iniciativa Liberal está muitíssimo satisfeita por ver Pedro Passos Coelho a vincar a necessidade de fazer reformas em Portugal. Em Famalicão, no âmbito das jornadas parlamentares do partido, que arrancaram esta segunda-feira, Mariana Leitão defende ainda que Luís Montenegro tem a obrigação de ouvir os partidos. A Iniciativa Liberal tem acusado sucessivamente o governo de hipocrisia e de um atraso nas reformas prometidas no início do mandato. Quando questionada sobre a opinião de Pedro Passos Coelho, que considera que o governo está a ficar sem tempo para fazer reformas estruturais, Mariana Leitão concorda, vinca que estas são uma necessidade que o país tem e reforça que o partido está focado nessas reformas estruturais.

Se nós não começarmos não só a pensar a 10 anos ou a 20 anos, se andarmos sempre a correr atrás do prejuízo e a resolver o problema que nos aparece à frente, em vez de pensarmos em quais é que serão os desafios do futuro e prepararmos o país para isso, enquanto isso não se fizer, nós vamos só andar aqui a gerir o dia a dia sem conseguir resolver os problemas de fundo e os problemas estruturais. E não sou só eu que digo isto, a Comissão Europeia alerta todos os anos pra nossa incapacidade de resolver os problemas estruturais e por isso é que insistimos tanto e vamos continuar a insistir.

Em Famalicão, a líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, diz ainda que não quer especular sobre as palavras de Passos Coelho e quer apenas focar-se na mensagem política. Os dois incêndios que lavram em Proença-a-Nova, distrito de Castelo Branco, continuam a lavrar com intensidade. Por esta hora mobilizam juntos mais de 800 bombeiros e 260 meios terrestres, de acordo com o site da Proteção Civil. O incêndio em Alvito de Abeira começou pelas 16h e mais tarde, às 19h, outro incêndio começou a lavrar na zona de Cerejeira, na Atalaia. A MEO foi alvo de um ataque em massa que provocou congestionamentos e a degradação da rede internacional. Em comunicado enviado à Agência Luz, garante ainda assim que não houve acesso a dados de clientes e explicam que conseguiram controlar rapidamente a situação. A operadora refere que assim que o ataque começou, ativaram todas as medidas de mitigação e recuperação, que permitiram controlar rapidamente a situação e restabelecer a estabilidade do serviço. Dar conta de que o portal Down Detector, a plataforma que fornece as informações em tempo real sobre vários serviços, registou no final desta segunda-feira vários relatos de avaria em serviços da MEO, Vodafone, NOS e Digi O pedido de abrandamento no desenvolvimento de inteligência artificial foi tema de conferência de imprensa na China e conta já com o chumbo do governo. Sobre o pedido do CEO da Anthropic, Donald Trump já se tinha posicionado contra, falou mesmo numa conspiração doentia. Agora, do lado de Pequim, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros afirma que fomentar narrativas de ameaças só perturba o processo de governação global da inteligência artificial. Mas Washington e Pequim concordam numa coisa: a inteligência artificial não pode abrandar. Maria Miguel Marques.

Sem surpresas, a China não está de acordo com os pedidos do CEO da Anthropic, que Donald Trump acusa estar a fingir de ser um anjinho perfeito. O governo chinês diz que esta foi uma tentativa de dar o amoedeio e travar o desenvolvimento de inteligência artificial da China, através de barreiras tecnológicas e monopólios regulatórios. A China acusa ainda os alertas de promoverem a hegemonia monopolista de Washington no domínio da tecnologia de ponta e de querer excluir a China do sistema global de governação da inteligência artificial. Uma das grandes questões sobre o abrandamento na inteligência artificial é se as empresas da área estão dispostas a chegar a um acordo para pôr o pé no travão. Para já, os líderes da Anthropic, OpenAI e da xAI mostraram disponibilidade para isso. Na China, os apelos dos rivais norte-americanos foram recebidos com ceticismo. É o que avança o jornal South China Morning Post. "Quem já dispõe de recursos pode dar-se ao luxo de fazer uma pausa. Quem ainda está a construir a carreira, não pode." É o que afirma o investigador Zhang Xuanming. Para os especialistas que seguem de perto a relação entre a China e os Estados Unidos, um entendimento entre os dois polos no que toca à inteligência artificial é quase impossível. Mas o facto de haver algum ponto de encontro entre os riscos de fronteira por parte dos governos chinês e norte-americano, pode até ser um sinal positivo.

A jornalista Maria Miguel Marques, com a posição chinesa sobre o regulamento da inteligência artificial. Isto numa altura em que vários especialistas alertam que a cooperação internacional é essencial para regular a inteligência artificial. Ponto final neste jornal das 02:00. A informação está de regresso com a síntese das 02:30.

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