Longevidade: sabe qual é o ingrediente invisível?

A longevidade constrói-se ao longo da vida. Garantir um envelhecimento saudável não começa aos 60 ou 70 anos: começa muito antes, nas escolhas que repetimos todos os dias. A alimentação de hoje pode ajudar-nos não apenas a viver mais anos, mas a vivê-los com mais saúde, autonomia e qualidade de vida.
Se pensarmos que envelhecer é privilégio reservado apenas a quem está vivo, rapidamente percebemos que não há outra postura a adotar que não seja a do copo meio cheio e celebrar a vida. Afinal, que bom que é podermos estar cá. Apesar disso, há quem continue a conjugar o verbo envelhecer com conformismo, como se não pudesse fazer nada para impedir a perda de capacidades e de autonomia à medida que a idade avança.
Felizmente, a ciência tem vindo a demonstrar que não é bem assim. A forma como nos alimentamos, movimentamos e cuidamos do corpo e das nossas relações pode fazer uma diferença decisiva, não apenas na esperança de vida, mas sobretudo nos anos que vivemos com qualidade, energia e independência. Envelhecer é inevitável, sim, mas envelhecer bem é uma escolha que se faz todos os dias.
A chave para um envelhecimento saudável
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“Longevidade” é o tema do segundo episódio do videocast “O Ingrediente Invisível”, um projeto desenvolvido pelo Observador em parceria com a Nestlé Portugal. Mafalda Quelhas, Medical & Scientific Affairs Manager da Nestlé Portugal, é a convidada de Maria João Simões, host da Rádio Observador, com quem falou sobre os pilares do envelhecimento saudável. A responsável destacou a importância da alimentação, do exercício físico e das relações sociais satisfatórias, revelando ainda aquela que considera ser a chave para uma vida longa e com saúde: a ingestão da quantidade adequada de proteína. Este episódio já está disponível no site do Observador e nas principais plataformas de podcast.
Viver mais e com saúde
Quem nasce hoje, em Portugal, pode esperar viver, em média, 81,75 anos, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística para o triénio 2023-2025. Uma fasquia elevada e que continua a confirmar a tendência histórica do nosso país, de crescimento quase contínuo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, em 2050, existirão no planeta 2,1 mil milhões de pessoas com 60 anos ou mais, e 426 milhões com 80 ou mais.
Mas será que este prolongamento é acompanhado de qualidade de vida e saúde? É disso que trata o conceito de envelhecimento saudável, definido pela OMS como o processo de desenvolvimento e manutenção da capacidade funcional, que permite o bem-estar na idade avançada.
De facto, apesar da elevada esperança de vida na União Europeia (84 anos para as mulheres e 78,7 para os homens), o número de anos de vida saudável à nascença, em 2023, ficou-se apenas pelos 63,3 anos para as mulheres e 62,8 anos para os homens. O que significa que muito há ainda a fazer para garantir que todos estes anos são vividos com qualidade, autonomia e dinamismo.
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