Miguel Pinto Luz diz que governo "tem de melhorar"

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Abrimos agora a conferência de imprensa na Rádio Observador. Nos próximos minutos passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional. Eu sou a Teresa Freire, a edição de hoje é da jornalista Maria Miguel Marques. Bom dia, Maria.
Bom dia, Teresa.
Começamos com o Expresso, que destaca uma grande entrevista ao Ministro das Infraestruturas. Miguel Pinto Luz diz que o governo tem de saber explicar melhor as reformas na habitação que estão em curso.
O Ministro das Infraestruturas admite que o Executivo tem responsabilidade na percepção pública de que não está a fazer reformas e defende que é preciso explicar melhor o trabalho desenvolvido. Miguel Pinto Luz afirma que o governo tem de se abrir mais à comunicação social. O ministro aponta as medidas na habitação como uma das principais apostas para recuperar a confiança dos portugueses e espera que os efeitos destas políticas se tornem mais visíveis a partir do próximo ano. Perante as sondagens mais desfavoráveis ao PSD, Miguel Pinto Luz defende que o governo deve manter o rumo e esperar pelos resultados das reformas. O governante mostra-se confiante quanto ao futuro eleitoral e garante que o objetivo é vencer as próximas eleições.
Seguimos com o Correio da Manhã, que dá destaque ao tema da privatização da TAP. Na capa lê-se que a Lufthansa fica com a companhia aérea portuguesa de borla.
Isto tendo em conta a liquidez e os prejuízos fiscais da companhia aérea portuguesa. A companhia alemã prevê pagar 1201 milhões de euros por 49,9% do capital da TAP. No entanto, a empresa portuguesa dispõe de 1222 milhões de euros em caixa e depósitos, além de 1042 milhões de euros em prejuízos fiscais, que poderão ser deduzidos a lucros futuros. No total, estes dois valores ultrapassam os 2200 milhões de euros, quase o dobro do montante previsto para aquisição da participação. Quanto aos prejuízos fiscais, a legislação permite à TAP deduzir até 65% dos lucros anuais para efeitos de cálculo do imposto sobre o rendimento das empresas e esta possibilidade poderá reduzir significativamente a fatura fiscal da companhia nos próximos anos.
Olhemos para a capa do Jornal de Notícias, que após mais uma noite de protestos no Porto, diz que na noite anterior a carga policial contra os manifestantes na cidade causou mais de 30 feridos.
A última madrugada ficou marcada por tensão e confrontos entre a PSP e manifestantes na Praça D. João I, onde há vários dias decorre um protesto pelo direito à habitação, uma intervenção desproporcional dos agentes. É uma garantia que o JN dá conta. Agentes da força de intervenção munidos com escudos e cassetetes agiram sobre os manifestantes que tentavam impedir que as tendas e pertences fossem levados, causando pelo menos 37 feridos, dois deles foram hospitalizados com fraturas, é o que diz o JN, citando a CNN.
Passamos agora à imprensa internacional, a começar pelos Estados Unidos. O jornal The Washington Post destaca um tiroteio numa escola primária que matou três crianças e um professor em Oregon.
Um jovem de 16 anos abriu fogo numa escola de ensino primário na cidade de Bend. O jovem foi depois morto a tiro por um membro da comunidade, que o seguiu até ao interior da escola. São informações que entretanto foram reveladas pela polícia local. O suspeito entrou na escola Silver Rail após atirar contra uma porta trancada. A escola entrou em protocolo de confinamento à 13h e a polícia chegou um minuto depois para se deparar com um atirador já sem vida. As três crianças que morreram tinham cinco, oito e 11 anos, informaram as autoridades. Também uma criança de sete anos e um professor de 54 anos ficaram feridos e foram levados ao hospital. O diretor do FBI, Kash Patel, informou que agentes do escritório do FBI em Portland estiveram no local e estão a auxiliar nas investigações.
Olhemos ainda para a Folha de São Paulo. Na contagem crescente para a segunda volta das eleições presidenciais brasileiras, uma nova sondagem da Datafolha aponta para mais um empate técnico.
A 10 dias do segundo turno da eleição presidencial, Flávio Bolsonaro leva a vantagem com 51% das intenções de voto e Lula da Silva fica nos 49%. A movimentação na rua a favor de Lula, registrada nesta última semana, não se reflete em intenção de voto no geral. Resta saber se funcionará para levar a abstenção do primeiro turno para o voto no dia 25. Isto porque esta última abstenção foi de cerca de 33 milhões de eleitores e o petista perdeu por apenas dois milhões. Flávio Bolsonaro lidera no sudeste brasileiro, que concentra 42% da amostra do Datafolha e é foco de ambas as campanhas. Também tem uma vantagem mais expressiva na classe média. Já o presidente Lula da Silva compensa com a força usual entre os 47% mais pobres e entre os 48% de católicos. O petista também tem vantagem de 40% entre as mulheres, enquanto Flávio ganha por 52% a 40 entre os homens.
Estão vistos os destaques da imprensa nacional e internacional de hoje com a jornalista Maria Miguel Marques. A conferência de imprensa está de regresso para a semana.
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