Entenda por que o Cruzeiro contratou lateral do Flamengo no fim da janela

O Cruzeiro perdeu, de uma só vez, os dois laterais-esquerdos que tinha no elenco: Kaiki Bruno e Kauã Prates foram vendidos. Com isso, uma lacuna importante foi aberta no grupo. A Raposa, então, foi ao mercado e contratou Gabriel Rojas, do Racing, por cerca de R$ 30 milhões.
Enquanto o reforço se adaptava aos novos companheiros e ao futebol brasileiro, Villalba e Kauã Moraes foram testados na posição como alternativas. O mais jovem chegou a atuar pelo lado esquerdo em uma partida após a Copa do Mundo, mas não voltou a ser utilizado por ali e perdeu espaço também na direita, sua posição de origem.
Matias Viña, lateral do Cruzeiro — Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro
Villalba, por sua vez, deixou de ser apenas opção na zaga e passou a ser o reserva imediato de Rojas. Os dois se revezaram em jogos importantes do segundo semestre. Gabriel foi titular nas partidas contra o Flamengo, pela Libertadores, enquanto Villalba foi o escolhido diante do Atlético-MG, pela Copa do Brasil.
Segundo Artur Jorge, as escolhas eram feitas de acordo com as características de cada jogador. O treinador recorria a Villalba quando buscava maior segurança defensiva e a Rojas quando pretendia dar mais força ofensiva ao setor.
Sem um titular absoluto para ocupar a vaga deixada por Kaiki Bruno, o Cruzeiro decidiu, na reta final da janela, buscar outro lateral-esquerdo em uma oportunidade de mercado, já pensando também na montagem do elenco para a próxima temporada.
Viña chega ao clube após alguns dias de negociação entre Cruzeiro, Flamengo e River Plate, em busca de mais minutos em campo e da possibilidade de construir um vínculo mais longo no futuro. O jogador fica na Raposa até o fim de 2026, com opção de compra de cerca de R$ 23 milhões.

Viña faz primeiro treino no Cruzeiro
A contratação também ajuda o Cruzeiro a resolver outro problema: a falta de opções na zaga. Com Jonathan Jesus machucado nas últimas semanas, João Marcelo passou a ser o substituto direto no setor, enquanto Villalba também poderia ser utilizado como alternativa caso não estivesse atuando na lateral.
O argentino, inclusive, jogou como zagueiro durante 2025 e foi titular absoluto da equipe comandada por Leonardo Jardim ao lado de Fabrício Bruno. O contrato de Villalba também termina no fim deste ano, e o defensor terá os próximos três meses para ser observado antes de uma eventual negociação por renovação.
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