Os 15 melhores álbuns de todos os tempos, segundo Bruce Dickinson, do Iron Maiden

De Deep Purple a AC/DC, o vocalista britânico compartilhou, ao longo dos anos, as obras que moldaram sua relação com o rock e o heavy metal
Kadu Soares (@kadusoares__)
Bruce Dickinson entrou no Iron Maiden em 1981 e, em poucos anos, ajudou a banda a lançar alguns dos discos mais importantes da história do heavy metal — The Number of the Beast (1982), Piece of Mind (1983) e Powerslave (1984) estão entre eles. Mas, antes de se tornar uma das vozes mais reconhecíveis do rock britânico, Dickinson era um adolescente em um internato inglês quando, ao ouvir uma música “vazar” por baixo de uma porta, teve a vida transformada.
“Eu estava andando pelo corredor e ouvi aquela barulheira vindo de trás de uma porta”, contou ao programa australiano Double J, em 2018. “Bati na porta, um cara mais velho abriu e me olhou com uma cara de deboche. Perguntei: ‘O que é isso?’. Ele disse: ‘É o Deep Purple, se você precisa saber, Speed King’. E fechou a porta. E foi isso — eu fiquei viciado”.
Ao longo de décadas de entrevistas e dos programas de rádio que apresentou na BBC, incluindo o Masters of Rock, na BBC Radio 2, Dickinson foi compartilhando as obras que moldaram seu gosto musical e sua abordagem ao rock. A lista revela um ouvinte que valoriza energia crua, performances ao vivo descomunais e a sensação de que a música pode elevar quem a escuta.
“Metal não é uma forma de música completamente pura e definível”, disse certa vez. “Tudo que ouço é: ‘Essa é uma faixa foda?’. Tudo que penso é: ‘Essa música me move de alguma forma?’. É isso”.
A seleção que Dickinson montou para o Masters of Rock — ampliada com outras escolhas que ele mencionou ao longo dos anos, em entrevistas ao Loudwire, Metal Hammer (via FarOut Magazine) e no vídeo para a Qobuz — vai de 1967 a 1982 e revela um ouvinte guiado por energia, performance e pela sensação de que uma gravação pode mudar uma vida.
In Rock (1970), do Deep Purple, foi o primeiro disco que ele comprou, em um leilão no internato, arranhado, por cinquenta centavos australianos. “Eu ouvi tanto que acho que explodi o aparelho de som dos meus pais”, disse ao Double J em 2018.
Are You Experienced (1967), de Jimi Hendrix, e Aqualung (1971), do Jethro Tull — cujo entusiasmo pelo álbum convenceu o Iron Maiden a gravar um cover de “Cross-Eyed Mary”, completam a abertura da lista.
Sobre Led Zeppelin IV (1971): “A fase inicial do Robert Plant, o Zeppelin bem no começo, era inacreditável. Cru como era, é simplesmente assombroso, é primitivo”, disse ao Loudwire em 2015.
Já Vol. 4 (1972), do Black Sabbath, rendeu um dos comentários mais improváveis: “Eu era criança quando comprei e ainda era virgem, o que me fez abrir o encarte e dizer: ‘Meu Deus, olha essas mulheres!’. Mas que grande disco, que grande álbum.”
Sobre Rising (1976), do Rainbow, e Live and Dangerous (1976), do Thin Lizzy, Dickinson sempre citou Ronnie James Dio — vocalista do Rainbow naquele álbum — como uma de suas maiores referências vocais, ao lado de Ian Gillan e Paul Rodgers.
Van Halen (1978), Live Bootleg (1978), da Aerosmith, e Strangers in the Night (1979), do UFO, representam a era de ouro do hard rock ao vivo.
British Steel (1980), do Judas Priest, entrou na lista mesmo com Dickinson admitindo que não era grande fã da banda antes de sair em turnê com eles: “As capas me confundiam. Mas British Steel, você já sabe o que é só de olhar. Aquilo obviamente é um disco de metal”, disse no vídeo para a Qobuz.
Blizzard of Ozz (1980), de Ozzy Osbourne, e Back in Black (1980), do AC/DC, dispensam maiores justificativas.
Come an’ Get It (1981), do Whitesnake, completa a lista antes do encerramento inevitável: o próprio The Number of the Beast (1982), do Iron Maiden, “o álbum que realmente lançou a banda de verdade no mundo”, nas palavras do próprio Dickinson ao Irish Times em 2017.
Confira a lista completa dos 15 álbuns favoritos de Bruce Dickinson
Deep Purple — In Rock
Jimi Hendrix — Are You Experienced
Jethro Tull — Aqualung
Led Zeppelin — Led Zeppelin IV
Black Sabbath — Vol. 4
Rainbow — Rising
Thin Lizzy — Live and Dangerous
Van Halen — Van Halen
Aerosmith — Live Bootleg
UFO — Strangers in the Night
Judas Priest — British Steel
Ozzy Osbourne — Blizzard of Ozz
AC/DC — Back in Black
Whitesnake — Come an’ Get It
Iron Maiden — The Number of the Beast
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Kadu Soares é formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, possui um perfil no TikTok e um blog no Substack, onde faz reviews de projetos musicais.
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