O verdadeiro significado de ‘punk’, segundo Joey Ramone

Vocalista dos Ramones mencionou alguns músicos que foram verdadeiros punks: ‘Faziam música que evocava essas emoções nas pessoas’
Redação
Lester Bangs, influente jornalista e crítico musical que escreveu para a Rolling Stone em 1969, foi um dos primeiros a utilizar o termo “punk” para descrever o rock n’ roll. Em uma resenha do álbum de estreia do MC5, Kick Out the Jams, Bangs afirmou que eles eram “um bando de punks de 16 anos em uma viagem de poder sob efeito de metanfetamina”.
A palavra “punk” tinha conotação negativa, mas, depois de ser utilizada por Bangs, começou a definir outra coisa: sons ou atitudes ousadas, transgressoras ou polarizadoras. O termo foi usado com diversos músicos — Jim Morrison já foi descrito como tendo uma “voz de menino de coral de punk de rua” no jornal Cincinnati Enquirer —, e se tornou um rótulo, ao mesmo tempo, odiado e intrigante.
Em 1975, Bangs escreveu uma carta a um amigo na qual reconhecia ter “influenciado uma certa subcultura de adolescentes desajustados com fanatismo pelo rock ‘n’ roll e, às vezes, aspirações literárias, que gostam de se considerar ‘punks'”.
O punk é hoje considerado um importante movimento de contracultura da década de 1970. A palavra não descreve apenas um gênero musical, mas um conjunto de valores.
Joey Ramone (1951-2001), vocalista e principal letrista da banda Ramones — considerado uma das maiores vozes do punk — descreveu, em uma antiga entrevista, o que para ele era o verdadeiro significado de “punk” (via Farout Magazine).
Para mim, punk é sobre ser um indivíduo, ir contra a corrente, levantar-se e dizer: ‘Este sou eu.’
Joey buscava criar uma música que soasse autêntica, acima de tudo. “Para mim, John Lennon e Elvis Presley eram punks”, continuou, “porque faziam música que evocava essas emoções nas pessoas. E enquanto houver pessoas fazendo música que faça isso, o punk rock estará vivo e bem.”
O baixista da banda, Dee Dee Ramone, já elogiou a autenticidade do vocalista. “Todos os outros cantores [em Nova York] estavam copiando David Johansen (do New York Dolls), que estava copiando Mick Jagger… Mas Joey era único, totalmente único.”
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