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Tuesday, September 15, 2026

10h. Solução para alunos sem vaga é "bastante positiva"

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Observador 10 e um.

As notícias com Carla Jorge Carvalho. A Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas considera a solução encontrada para os alunos sem vagas nas escolas bastante positiva. Em causa, o acordo para o alargamento das turmas no Conselho de Lisboa.

Foi a decisão que saiu ontem da reunião entre o Ministério da Educação e cerca de 30 diretores escolares. Durou cerca de sete horas. Os alunos sem vaga vão ser integrados em turmas que já estão formadas. Em declarações esta manhã aqui na Rádio Observador, o presidente da Associação dos Diretores, Filinto Lima, destaca que a estratégia decidida ontem na reunião resolveu rapidamente a situação de centenas de alunos. Fala, por isso, numa boa estratégia.

A estratégia penso que foi bastante positiva por parte do Ministério da Educação e da Agência de Educação, a Agência E. No caso de Lisboa, que é um grande conselho, eu diria que é o conselho no epicentro deste problema se situa, cerca de 500 alunos, palavras do Ministro da Educação, não tinham até ontem colocação nas escolas. E, portanto, e muito bem, o Ministério da Educação convocou cerca de 30 diretores do Conselho de Lisboa e resolveram o problema. Claro que foram sete horas de reunião, mas também percebemos que são muitos alunos.

Filinto Lima, no entanto, reconhece que o governo e os diretores escolares podiam ter reunido mais cedo para evitar a situação destes alunos. O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas avança que são, sobretudo, alunos do primeiro ciclo e que vão ser contactados ainda hoje pelas escolas.

Esta falha de vagas foi mais ao nível do primeiro ciclo. Também do secundário, com certeza, embora o secundário as aulas começam mais tarde, só segunda-feira, mas mais ao nível do primeiro ciclo, mas a situação foi resolvida. Diria que mais vale tarde do que nunca e os nossos alunos a partir de hoje serão contactados pelas escolas para que, de facto, efetuarem a respetiva transferência e começarem com as suas aprendizagens.

É a reação depois da reunião de ontem entre governo e diretores escolares. Tudo aparentemente resolvido no Conselho de Lisboa, sendo que haverá ainda questões por resolver em escolas de outros conselhos mais populosos, como é o caso de Sintra.

E continua sem ser publicada a portaria com os novos valores a pagar aos médicos tarefeiros, os prestadores de serviço ameaçam parar de trabalhar para o SNS.

Estes profissionais aguardam pela portaria que vai definir os novos valores hora a pagar pelo trabalho à tarefa, o que terá de acontecer até o dia 30 de setembro. Mas em cima da mesa está já uma ameaça. Se houver uma redução efetiva dos honorários, os tarefeiros podem optar por uma paralisação massiva. Carlos Pedro.

E isso levará a constrangimentos nos hospitais públicos, nomeadamente nos serviços de urgência. A ameaça é deixada em declarações ao Observador pelo presidente da Associação dos Médicos Prestadores de Serviço. Diz que qualquer cêntimo abaixo dos valores hora atuais é negativo e isso vai resultar na paralisação destes médicos. O Observador sabe, desde logo, que a portaria em causa vai mesmo reduzir os honorários recebidos pelos prestadores de serviço, que, de resto, já não estão a assinar contratos de trabalho com os hospitais ao abrigo de um regime recentemente criado pelo governo. E por quê? Porque esta opção é desvantajosa em termos salariais, salienta Nuno Figueiredo e Sousa ao Observador.

Não é a primeira vez que os médicos tarefeiros ameaçam com uma paralisação generalizada. Em maio, estivemos perto de assistir a uma debandada dos prestadores em direção aos privados.

E é precisamente isto que preocupa Xavier Barreto, o presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares. Ao Observador, o responsável diz esperar que os tarefeiros percebam que o SNS precisa do seu trabalho, ao mesmo tempo que espera que sejam criadas condições por parte da tutela, isto para que os médicos aceitem, de facto, os contratos de trabalho.

Carlos Peters, com a nova pressão dos médicos tarefeiros, ainda não sabem quanto é que o governo quer pagar pelos contratos de trabalho com os hospitais. O Observador questionou o Ministério da Saúde sobre se a portaria com os valores hora está, de facto, em fase final de elaboração, se a ministra da Saúde pretende reunir-se com os médicos prestadores de serviço e também um balanço sobre a vinculação dos tarefeiros ao SNS, mas não foi enviada uma resposta em tempo útil.

O combate aos incêndios em Proença-a-Nova foi reforçado nas últimas horas com meios aéreos. No terreno continuam também mais de 800 operacionais.

O fogo em Alvito da Beira, que deflagrou por volta das 16h de ontem, é o que neste momento preocupa mais as autoridades. Estão sete meios aéreos no combate às chamas. Já o incêndio de Atalaia está a evoluir favoravelmente, com 90% do perímetro controlado. Foi isso que deu conta à Rádio Observador, o comandante sub-regional da Proteção Civil da Beira Baixa, Pedro Nunes, que afirma que as próximas horas vão ser de muito trabalho.

Eu julgo que o dia vai ser de muito trabalho, até que pelo menos consigamos ter o incêndio, eu diria, estabilizado. Esse é o nosso primeiro objetivo, é termos o incêndio estabilizado e depois para podermos passar a uma fase de domínio ou de resolução. Não conseguimos alcançar ainda esse estágio, chamemos assim, ter o incêndio estabilizado. Temos 40% do seu perímetro aberto, é uma área muito grande ainda e é nesta zona que nós temos que investir.

O balanço feito pelo comandante sub-regional da Proteção Civil da Beira Baixa, o combate às chamas está a ser condicionado pelas dificuldades no acesso ao terreno e também pelas condições atmosféricas. São mais de 800 bombeiros a esta hora nos dois incêndios em Proença-a-Nova, onde estão também nove meios aéreos. 10h07, antes do contracorrente, Carla, que outras notícias marcam esta manhã? O secretário-geral da Federação dos Sindicatos da Administração Pública apela ao governo para que a função pública continue a ser aumentada nos próximos anos para fazer face ao aumento do custo de vida. Em declarações à Agência Lusa, José Abrão avisa, no entanto, que mesmo que o salário mínimo no setor público suba para os €1.030 no próximo ano, esse aumento seria insuficiente. A Ministra do Trabalho ainda não confirmou se vai ou não haver um aumento do salário mínimo em 2027, como tem acontecido nos últimos anos. O Irão diz que só vai voltar a negociar com os Estados Unidos quando as condições de Teerão forem cumpridas. É uma reação às declarações de Donald Trump, que ontem afirmou estar disposto a dialogar com o Irão. Numa mensagem publicada nas redes sociais, o secretário do Conselho de Segurança Iraniano pediu ainda para que ninguém se deixe distrair pelos sinais contraditórios do presidente dos Estados Unidos. A Coreia do Norte promete continuar o apoio inabalável à Rússia, no que diz ser uma guerra sagrada contra a Ucrânia. Numa carta enviada a Vladimir Putin e divulgada pelos meios oficiais de Pyongyang, o líder norte-coreano admite estar convencido de que a Rússia vai vencer. Nas últimas horas houve uma nova vaga de ataques russos. Uma pessoa morreu, várias partes da cidade de Zaporízhia, no sudeste da Ucrânia, está sem eletricidade. E voltamos à história de escândalos, rebeldia, revolução e liberdade. É o novo podcast Plas do Observador, que já estreou. Desta vez revela a história de Annie Silva Pais, a filha de Fernando Silva Pais, o último diretor da PIDE. Em 1965, quando vivia em Havana, fugiu do marido diplomata com a ajuda de Fidel Castro e juntou-se aos cubanos, mas no início, as autoridades de Havana negaram qualquer envolvimento no caso.

Garante que a Annie nunca falou com Fidel Castro e que só foi apresentada a Che Guevara depois de muita insistência, no dia da Festa Nacional da Suíça de 1964. "É uma mulher perigosa", diz o chefe de protocolo de Fidel. Alguém que aborrece as autoridades com loucos e comprometedores entusiasmos revolucionários. Luiz Gonzaga Ferreira ouve tudo com atenção. Intui imediatamente o que se está a passar, mas não o interrompe. Mais tarde, num telegrama que há de enviar para Lisboa, vai escrever: "Era flagrante que o diretor do protocolo estava a representar". Gonzaga Ferreira sabe que a Annie conhecia Che Guevara há mais tempo, e sabe também que os revolucionários cubanos não tinham quaisquer reservas em relação à portuguesa.

Um excerto do episódio de estreia do novo podcast Pluz do Observador, "Os Escândalos de uma Revolucionária". É uma série em podcast e acabamos de ouvi-lo aqui no Espectador. É narrada pela atriz Bárbara Branco e com a música original de Frankie Chaves. Há um novo episódio todas as terças, mas se for assinante Standard ou Premium do Observador, já sabe que tem acesso antecipado à série completa, ou seja, aos seis episódios.

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