Sobre ter gatos e ir de viagem c/ O Gato Fica
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Olá, bem-vindos a mais um "Terapia de Casal". Meu nome é Rita Da Nova, estou aqui com meu marido, Guilherme Fonseca.
Está sim, senhora. Olá, pessoas.
Que não fechou as janelas, mais uma vez.
Mas vou fechar.
Não, eu vou lá.
Não, tu estás a fazer a apresentação.
Guilherme, é inacreditável.
Fala.
É inacreditável.
Só falta esperarmos que temos aqui convidados.
Todos os episódios e não fechas as janelas, ouvem-se as motas, ouvem-se os carros. Olha agora, uma maravilha. Melhorou muito.
A nossa qualidade de vida subiu muito.
Subiu agora.
Nós tínhamos que repetir a entrada, porque ali apenas estávamos a fechar janelas, que poderíamos ter repetido a entrada.
Não, é muito mais interessante. Fechando as janelas. Pronto, não interessa. Como é que estás?
Eu estou muito bem, muito obrigado. Estou muito contente de termos aqui um episódio...
Com uma convidada muito especial.
As pessoas já viram no título.
As pessoas já viram e por isso eu tenho uma curiosidade pra ti, Guilherme. Sabes que se diz que os gatos não têm clavícula?
Sim, senhora.
Sabias disso?
Por isso é que eles passam em espaços muito pequenos.
É mentira. Os gatos têm clavícula.
Ok.
É um osso que está quase junto ao músculo, não está preso a mais nenhum osso.
Ok.
Portanto, eles têm, mas é um osso muito especial. Não está ligado a mais nenhum osso.
É um osso que está bambo, está solto.
Está semi-bambo, sim, porque está preso ao músculo.
Muito bem.
E então eles têm clavícula. Vamos desmistificar aqui esta questão dos gatos.
Para todas as pessoas que andam aí na comunicação social e na internet a dizerem que os gatos não têm clavícula.
A dizerem que os gatos não têm clavícula, eles têm.
Está aqui o Bernardo Ferrão pra fazer este fact-checking.
É verdade, estou aqui, contem sempre comigo, que também está conosco Joana Soares, fundadora do Gato Fica, pessoa que nos salva em altura de viagens. Que é o que está a acontecer neste momento, as pessoas não sabem, quer dizer, sabem agora, mas se tudo correu bem, estamos no Japão.
Isso não se diz. Não se diz nunca que não estamos.
Pois é. Eu não queria nada que a Rita fosse por aí, mas a Rita foi, mas não tem mal.
Denunciou-me.
As pessoas vão ver que nós estamos no Japão, não é?
Pois é, nós vamos por posts, as pessoas têm de ver.
Portanto, à partida, sim. Essa é uma das primeiras coisas que se calhar podemos depois falar, que é questões de segurança.
Questões de segurança.
Exatamente.
Guilherme, a primeira pergunta que eu queria fazer, a Joana, o Gato Fica trabalha conosco há nove anos e...
Dois meses.
Nove anos e dois meses.
Parece que foi ontem que fiz a pergunta. Nós já trabalhamos com o Gato Fica há nove anos que nós pedimos pra vocês virem ver os nossos gatos quando nós não estamos, seja nos trajetos, seja cá. Nove anos.
Nove anos.
Nove anos é muito tempo.
É muito tempo.
Porque, na verdade, a Guina e a Bibi têm 10 anos, portanto, elas deviam ter uns seis, oito meses quando começaram.
Quando começamos a visitá-las.
Sim, foi logo assim. Lembro-me que foi a Susana Romana, que também já foi convidada deste podcast, que nos sugeriu o Gato Fica.
Pois foi.
Exato. Também nossa cliente há muito tempo.
Exato. E entretanto, nunca mais paramos.
Exatamente.
Nunca mais paramos.
É verdade.
Muitas férias.
Muitas férias.
Vou começar com as perguntas mais chatas e mais programa da manhã, mas eu acho que só pra começarmos por aí, que é, acredito que sempre gostasses de gatos, mas como é que nasceu a ideia de "Não, eu quero ir ver os gatos das pessoas à casa delas e tratar dos gatos quando as pessoas não estão"?
Foi porque não tinha ninguém pra ir ver os meus. Isto começou porque eu estava a tirar medicina veterinária e ao estagiar no hospital da faculdade, percebi que os gatos eram os primos pobres dos cães. E ou a pessoa compreende a linguagem dos gatos ou então interpreta mal tudo aquilo que eles fazem. São maus, são ciumentos, são isso, são aquilo. E então são tratados nos hospitais como se fosse preciso conter aquela reatividade sem se perceber de onde é que a reatividade vem e que se alterarmos uma série de fatores, essa reatividade não existe ou pelo menos é atenuada. E isso frustrou-me muito, porque, coitadinhos, sentia pena deles. E descobri na altura que existia o hospital do gato, que também era muito recente e comecei a ter esse fascínio. Depois tive uma gata que infelizmente foi envenenada por um vizinho e que ficou internada. E portanto foi: "Ok, isto tem mesmo de mudar, tem de haver mais cuidado e mais empatia com eles". E foi aí que me comecei a especializar. E depois nessas férias, precisava de alguém pra eu as ir visitar e como não sou de Lisboa, conhecia pessoas, mas que não adoravam gatos. E portanto, era pedir aquele favor que muitos clientes que vêm ter conosco dizem: "Pronto, é que antes vinha o meu vizinho ou vinha o meu primo, mas depois é chato estar a mandar mensagens, a perguntar 'Já lá foste? Estava tudo bem?'". E então as pessoas sentem: "Ok, se eu chamar um serviço, eu posso pedir-lhes, porque eu estou a pagar, portanto, eu posso perguntar o que eu quiser e posso cobrar, etc".
Pois, verdade, exato. E quando é um serviço que tu estás a cobrar ou a pagar, tu podes dizer: "Já lá foram? Que horas é que foram? Como é que estava tudo?" Exato. É chato estar sempre a dizer.
E podes pedir todas aquelas coisinhas pequeninas que tens vergonha, às vezes, de pedir a outras pessoas.
Já lá vamos. Eu adoro uma trend que há agora no TikTok, que é pessoas a mostrar hábitos estranhos dos gatos ou dos cães e a dizer: "Como é que eu vou explicar isto ao pet sitter?"
Exato.
Que é, por exemplo, gatos que só comem o patê se o dono fingir que aqueceu no micro-ondas, por exemplo, coisas assim do gênero.
Sim.
E acho muito engraçado, porque eu acho que nós, donos de gatos, tutores de gatos, pessoas de gatos, na verdade, achamos sempre que aquilo que vamos pedir é a coisa mais esquisita que o pet sitter já ouviu e provavelmente não, não é?
E provavelmente não.
Pois.
Já agora, deixa-me só, a propósito de coisas esquisitas que se pedem, nós tínhamos uns gatos que conheciam quatro frases. Era: queres surpresas?, que era snacks, vamos à janela, vamos comer e quero bananas. E depois tinha de te dar uma banana, porque o gato comia bananas.
Bananas?
Bananas. Nunca tinha ouvido tal coisa, nunca tinha conhecido um gato que comesse bananas, mas efetivamente se costumava.
Banana?
Bananas. É estranho.
Mas descascando?
Sim, claro.
Não sei, o gato podia querer.
É um gato. Claro, tu vais descascar a banana.
Podia não ser, há gatos que gostam de lamber cenouras com casca, portanto, tudo é possível.
Pois, nós descobrimos, é engraçado estas coisas, nós descobrimos na altura do Covid, quando nós íamos levar as vacinas do Covid, davam-nos sempre assim umas bolachinhas de água e sal. Pronto, aquela coisa normal.
E a maçã e a água.
Exato. E nós descobrimos, porque eu fui levar uma vacina aqui ao pé de casa e vim com as bolachinhas de água e sal e comi cá em casa.
O que é que estás a ser mentiroso? Isso aconteceu tudo comigo. Estás a contar a história como se tivesse acontecido contigo.
É igual, o sentido passa a mesma.
Não, mas é que estás a apropriar-te da minha história, mas conta, vá. O que é que aconteceu, Guilherme?
Direitos de autor no final, após tradução.
O que é que aconteceu com as tuas bolachas de água e sal, Guilherme, que tu comeste?
Eu cheguei a casa e a Bagairinha vem cheirar, é um dos nossos quatro gatos, pra quem não conhece. A Bagaira vem cheirar e começou a lamber e começou a morder a bolacha de água e sal.
Tentar trincar. Louca!
Pronto. Olha, nós temos uma gata que gosta de bolachas de água e sal, uma coisa específica.
Eu uma vez estava a comer um pacote de Cheetos, que não era uma coisa que eu comesse, não sei porque tinha lá aquilo, e a minha gata veio e começou a comer bolinhas de Cheetos. E eu tipo: "What? Isso faz-te mal, sabes? Faz-me a mim, faz-te a ti".
Exato. Vamos parar as duas já de comer.
Exato, vamos.
Sim, uma coisa estranha. E ela nunca foi de comer comida, ou seja, ter aquele fascínio pela comida das pessoas. Mas de repente, naquele dia, os olhos dela brilharam. Ela cheirou a bolacha de água e sal à distância. Eu estava aqui sentada e ela estava ali ao fundo.
Veio a correr, saltou e disse: "O que é isso que tu traz aí, que sabe bem?"
Só coisa boa.
Mas isso das bananas é engraçado. Vocês que conhecem o "O Gato Fica", porque nós quando mandamos mensagem a dizer: "Obrigado por virem tratar dos nossos gatos. X e Y precisam disto", mas há hábitos muito específicos dos gatos. Os gatos são animais de rotina. Há rotinas que se criam com os gatos. O Risotto tem fontes espalhadas pela casa e adora beber água pela casa, mas tem que ir ao lavatório com a torneira aberta para beber água. Como é que se explica isto às pessoas? Do gênero: "Olha, o Risotto vai saltar para o lavatório e precisa de um bocadinho de água na torneira, porque ele vai beber". Eu acredito que vocês tenham sempre com cada gato instruções muito especificas.
Por isso é que é muito importante termos a informação toda nas fichas e às vezes as pessoas perguntam: "Quer que eu envie a informação?" "Não, está cá tudo, só se houver alguma questão nova é que é preciso enviar", porque realmente temos que ter tudo detalhado, porque é tudo tão específico de cada gato. Por exemplo, uma questão que nos acontece muito e que tem mais a ver com os tutores do que os gatos, é a questão da areia e do nível da areia. Nós recebemos, não vou dizer reclamações, mas queixas sobre: "tinha demasiada areia" ou "tinha pouca areia", porque todas as pessoas fazem isso de forma diferente e portanto é preciso ajustar quer os interesses dos gatos e quer aquilo que eles gostam de fazer, quer a forma como os tutores gostam de ter as coisas.
E acredito que o mais difícil muitas vezes até seja os tutores. Gerir, em geral.
Ai, tal.
Sim. Eu queria perguntar uma coisa. Imaginando que numa escala de zero a 10, em que zero é a pessoa mais relaxada do mundo e 10 é a pessoa mais estressada do mundo.
Com os seus próprios gatos.
Com os seus próprios gatos, exatamente, onde é que eu e o Guilherme nos encontramos?
Depende do momento em que eu olhes, porque tu tens tutores que são muito estressados antes de viajar e que depois entregam. E a partir do momento em que sentem que está tudo bem, às vezes nem leem os feedbacks, nem veem as fotografias. E tens outros que não, que estão mesmo em cima. Vocês são super cuidadosos com as indicações que dão, que nem todos os tutores o fazem, e às vezes por déficit, e depois há coisas que nós precisamos saber e não conseguimos, e eles não respondem às mensagens, mas depois durante o período são super tranquilos.
Sim, verdade.
E a sensação dessa confiança que têm conosco é uma coisa que também nos permite fazer um melhor trabalho e estar mais à vontade, porque às vezes sentimos um bocado a pressão da performance, que é este tutor estar à espera que uma série de coisas aconteçam e acabamos a ir contra aquilo que sabemos e em que acreditamos e a tentar forçar. "Ok, eu tenho que conseguir brincar com o gato, eu tenho que conseguir dar-lhe festinhas". Não, se o gato não quer festinhas, está tudo bem. O que é importante é respeitar e fazer o gato sentir-se bem com a tua presença. E se os tutores e as famílias não estiverem, entre aspas, em cima de nós em relação a isso, fazemos um trabalho muito melhor, porque estamos mais à vontade para ouvir aquilo, ler os sinais deles e fazer aquilo que eles querem.
Eu acho que é muito engraçado que passe essa sensação de tranquilidade, porque há uma pessoa neste casal, que eu não vou dizer quem é, não vou dizer nomes.
Foi a pessoa que deu bolachas de água e sal à Vágueda, só para vocês saberem.
Qual delas? A que deu mesmo ou a que acha que deu? Que é muito estressada quando estamos fora, não é, Guilherme?
Vou ser honesto, já fui muito mais do que sou agora. Já fui bastante mais, mas havia sempre aquela coisa no fundo da cabeça de: "Ainda não foram lá. Será que está tudo bem? Será que eles estão bem?" É sempre aquela coisa de só para ver se está tudo bem, mas a partir do momento em que recebemos a mensagem, e para quem não conhece o "O Gato Fica", o que vocês fazem é: vocês têm uma visita diária, contratada conosco, vêm cá uma vez por dia.
Sim, só para explicar, tem vários regimes de visitas.
Sim, acho que isso é bem importante explicar.
Basicamente, varia a duração e pode variar o número de vezes que vamos por dia. Há situações em que os tutores preferem que vamos mais do que uma vez. Muitas vezes tem a ver com medicação ou gatos que só comem comida úmida e precisam mesmo que se vá lá. Mas regra geral, uma visita por dia.
Sim, e que varia a duração da visita.
Varia a duração.
E o momento no dia das férias em que nós já recebemos a mensagem, temos os vídeos.
Respiras fundo.
Exato. Já ok, este dia está melhor. Agora estou bastante mais relaxado, mas eu acho que é normal as pessoas estarem a pensar: "Será que está tudo bem lá em casa?" Ainda por cima quando havia gatos que nós tínhamos aqui em família de acolhimento.
Sim, já ficaram a cuidar. Não foi muitas vezes, foi acho que duas. Foi com a Semi e com a Clarina.
Sim, às vezes até quando os nossos gatos estão a fazer medicações e têm a chatice disso, será que já lá foram, ou será que está tudo bem? Para uma coisa muito específica, mas nós temos um gato que pode estar doente ou achamos que está doente e convém ver os cocós e do gênero já lá foram. Ok, o cocó está tudo bem. Está tudo bem, ninguém vomitou, etc. Eu acho que isso é normal, tu estares de férias.
E a pensar nos gatos.
E a pensar: "Será que está tudo bem? Será que eles estão bem?" E depois recebemos aquela mensagem do gênero: "Já está tudo bem".
Principalmente porque estamos habituados. Ia dizer nós acordamos e é a primeira interação que temos, mas muitas vezes nós somos acordados pelos gatos, forçados a ter essa primeira interação. E então a sensação de que estamos longe e eles não vão ter aquela primeira interação da manhã e não vão receber logo a comida quando estão habituados a isso, nos casos em questão. Nós percebemos que seja muito ansiogênico e é uma questão que às vezes é difícil de passar e de conseguirmos tranquilizar as famílias, que é nós não termos uma visita por dia e é difícil para quem está do outro lado às vezes ter essa noção. Eu lembro uma vez numa entrevista com uma pessoa para integrar a equipa, que perguntávamos: "Ok, tens alguma ideia da dimensão?" E ela: "Pronto, eu não sei se vão visitar mais do que um gato por dia. Não sei, têm o quê? 20 clientes?" E nós estamos a falar, só para vos dar uma ideia.
Pois, devem ser.
Nós neste momento estamos quase em 2000 clientes. E portanto, nós em todo o nosso tempo de vida, foram quase 1 milhão de visitas, estamos para aí nas 900 mil visitas. É muita coisa. Num dia, acho que podem acontecer 100 visitas. Temos uma equipa grande espalhada pela cidade e não podemos ir ver todos de manhã. Tentamos manter alguma coerência dentro dos limites que são possíveis, mas percebemos que os gatos que vão ser vistos à tarde pode criar alguma ansiedade nas famílias.
Nos donos. Isso é muito engraçado, porque vocês tecnicamente-
Sim, provavelmente nem nos gatos, os gatos estão-se a marimbar
...vocês são um serviço de pet sitting
Cat sitting, porque nós lá só vimos gatos
Exatamente. Por acaso eu depois queria perguntar outra coisa sobre os animais, mas vocês são um serviço de cat sitting, vocês vão à casa das pessoas ver se está tudo bem com os gatos. 99% das vezes os gatos estão na sua casa-
Estão tipo a dormir.
"Ah, chegaram pessoas, bora lá fazer coisas".
Mas na verdade, vocês são um serviço de tutor sitting, porque na verdade, vocês quando mandam a mensagem, estão a relaxar as pessoas que estão fora de casa, do género: "Está tudo bem, continuem as vossas férias", porque os gatos continuam a vida deles, não é?
Exato, sim. Regra geral, há obviamente exceções. Há gatos que ficam ansiosos quando estão sozinhos. Temos situações em que às vezes entramos no prédio e já estamos a ouvir o gato a miar e isso realmente é aflitivo e aí há situações em que não há grande coisa a fazer. São gatos que precisavam mesmo de ficar acompanhados mais tempo. Felizmente, são mesmo uma exceção e a maior parte dos gatos é como diziam, que estão completamente tranquilos. Nós chegamos e eles adaptam o seu ritmo durante aquele período ao ritmo que nós transmitimos com a nossa presença.
Sim. E eu acho que os nossos gatos também são super relaxados.
Sim, eu acho que sim.
Acho que são mais relaxados que nós, até. Eu sou a preocupada das indicações e de ficar tudo direitinho, tudo no sítio.
Check.
A questão da segurança, exatamente.
Pois é. Era a ponte que eu ia fazer do tutor sitting.
Queria perguntar se o Guilherme é o vosso tutor mais estressado com a segurança.
Ai, de todo, não.
Ok.
E tens razões para isso. Porque ainda por cima, ultimamente, posso partilhar que tem havido furtos quando as pessoas não estão em casa.
Pois, claro.
E sim, é uma preocupação a ter, mas não és o mais estressado, lamento, não ganhas esse prémio. Ganha o prémio do risoto, mas esse não ganha.
Exato.
Pois, é que eu acho que eu estou preocupado, como é óbvio, não estou em casa e então quero saber que está tudo bem e há imensas coisas que uma pessoa pode fazer para diminuir a probabilidade de ser assaltado. Nós termos gente em casa, como vocês virem cá, também é uma coisa que cria movimento, etc. Eu tenho medo de ser assaltado, acho eu, acima da média.
Sim.
Eu não sou uma pessoa normal nesse sentido, eu tenho mais medo de ser assaltado.
Eu acho que a única coisa que me estressa a mim num possível assalto é deixarem a porta aberta e os gatos fugirem.
E os gatos fugirem.
É a única coisa que me estressa.
Devo dizer que as situações em que já assistimos tiveram o cuidado de fechar a porta. Portanto, os gatos não fugiram.
Boa.
Ok, ou seja, os gatos fazem a cena de olham para os assaltantes e dizem: "Não nos chateies, leva o que tu quiseres, mas não nos chateies".
"Olha, leva aí o ar-condicionado que faz muito barulho, se faz favor".
"Leva a sílica, que eu não gosto de sílica".
Exato. Vou fazer a pergunta abrangente para tu poderes responder como tu quiseres. Há tutores mais chatos do que eu e como? Ou seja, o que é que costumam pedir ou de que maneiras é que costumam chatear? Porque a única coisa que eu peço é: "Deixem uma luz ligada para parecer que estás em casa".
Exato. Com a segurança ou em geral?
No geral. Até porque vocês devem ter vários tipos de tutores chatos.
É muito interessante porque há de tudo, como em muitas coisas, mas há de tudo. Nós temos relações muito fortes com muitas famílias, porque realmente entramos na intimidade das pessoas. Portanto, cria-se uma relação que é muito próxima com muitas pessoas. Eu diria que há pessoas que podem ser mais complicadas do que outras e que uma coisa que aprendemos é: isto não tem a ver conosco, isto tem a ver com a forma como esta pessoa lida com a vida em geral. Portanto, isso ajuda-nos também a relativizar e a perceber, ok, para esta pessoa isto é importante, por isso há que ter atenção a isso.
O risoto a confirmar a nossa entrevista.
Não é o risoto, é a Guinness.
Ai, é a Guinness. Eu pensei: não, ela está a vir checar as respostas que nós estamos a dar, a conversa que nós estamos a ter sobre ti, Guinness.
Exato. Mas sim, há pessoas mais complicadas. Eu acho que para nós o que é mais complicado é quando sentimos que há falta de respeito para com o nosso trabalho e não perceberem que há mais gatos que precisam ser visitados, que as cat sitters têm de ser respeitadas. "Não, mas eu quero só uma pessoa o tempo todo". Nós compreendemos, mas como qualquer outro trabalho, as nossas pessoas precisam descansar. Portanto, eu tenho duas folgas semanais. Nós tentamos ir sempre ao encontro daquilo que é melhor para todos, e para gatos, para as famílias, para a equipa, mas realmente há muitos fatores e tentamos transmitir isso. Há pessoas que compreendem, outras não tanto. E se a forma como trabalhamos não servir para determinada pessoa, também percebemos e aconselhamos, porque certamente haverá serviços que estão mais adequados àquilo que precisam.
Pois, é que ainda por cima com a quantidade de visitas que vocês fazem.
Sobretudo acredito que na altura do verão e na altura do Natal, que são assim as loucuras.
100 por dia, esta quantidade. Vocês têm uma equipa de quantas pessoas a trabalhar convosco agora?
Vai variando. Podemos ter um core de sete pessoas e pode ir às 17 nas alturas de época alta.
Ok. Pois, com 100 visitas. Mas ias dizer alguma coisa?
Ia perguntar qual foi a coisa mais esquisita que já vos pediram. Se puderes dizer assim de uma forma que não...
Olha, não foi a mais esquisita, mas é uma que me vem à cabeça, que foi uma vez pediram para abrir o correio porque estavam à espera de uma coisa, isto foi já há uma série de anos. Estavam à espera de uma carta importante e pediram para abrir e ver o que lá estava dentro. E era um cheque de 1 milhão de euros. E eu: "Fixe, não é para mim, mas olha, já chegou".
Mas atenção, é de facto uma coisa importante.
É uma coisa-
Importantíssima
...que eu não me esqueci.
Meu Deus!
Um cheque de 1 milhão de euros.
Uau!
E não é espetacular a confiança que têm no vosso serviço de: "Olha, verifiquem se chegou o meu cheque de 1 milhão de euros".
Sim, mesmo.
Eia, com caraças.
É incrível. Isto é um pequeno exemplo. Para aquela pessoa 1 milhão de euros não era nada de especial, mas a forma como pessoas das mais variadas situações confiam em nós. Eu lembro-me de uma senhora que vivia com o irmão, portanto uma pessoa de idade, e infelizmente tinha uma relação conflituosa e ela tinha de trancar o quarto. Portanto, ela pedia-nos para ir lá estando o irmão em casa. Ela tinha de trancar o quarto porque tinha medo que o irmão fizesse alguma coisa aos gatos. Por isso, lá está Há muita confiança e tentamos realmente ajudar no que for preciso.
Sim, e é interessante vocês também já conhecerem as famílias. E queria perguntar uma coisa interessante e triste, que é: como é que têm sido as situações de divórcio? Porque nós já falamos aqui há uns tempos sobre se nós nos divorciássemos, o que aconteceria aos gatos? Porque há aqueles casais que fazem a custódia partilhada, nós somos um bocadinho contra isso. Depois como é que se faz a custódia partilhada? Depois os gatos vão uma semana pra casa de um, uma semana pra casa do outro, quer dizer, isso não faz sentido nenhum.
Já tivemos situações dessas, mas são raras. Na maior parte das situações, uma das pessoas fica.
Depois com os gatos não funciona.
E até porque, mesmo com os cães, todas as situações que eu sei de custódia partilhada de cães durou seis meses. E a partir daí as pessoas cansaram-se.
Rapidamente desistem.
Exato. E às vezes não tanto pelos cães, mas mais pela relação em si, a pessoa ter que continuar a ver. Já é difícil com filhos.
Vocês apanham muitos divórcios?
Sim, e como é que a pessoa se apercebe? Portanto, pra quem não sabe, nós temos o tal grupo do WhatsApp, através do qual damos notícias à família, e nesse grupo estão os tutores, está qualquer outra pessoa que os tutores acham que é importante, e estamos nós, está a nossa equipa. E quando nos é solicitado: "Olhem, por favor, removam esta pessoa do grupo", ou "por favor, criem outro grupo e não incluam esta pessoa". Já aconteceu a meio de férias. Recordo uma vez uma situação um pouco daquelas vergonha alheia, que é, de repente, uma das pessoas do casal diz: "Esta pessoa já não faz parte da família, portanto, por favor, mas à frente, por favor, removam do grupo". Ok, vamos fazer isso.
Até gárgico: tirem este.
Este aqui.
Este. Apontar o dedo. Tivemos uma situação interessante de um casal que depois de regressarem de férias, tinha sido uma das pessoas do casal a contratar o serviço, quando regressaram de férias, foi outra pessoa do casal a pedir as chaves, e afinal essa pessoa é que era o tutor legal. E que diz: "Eu mostro os documentos" e enviamos os documentos de propriedade da casa e de propriedade dos gatos, do chip, etc. Portanto, tinha havido ali um conflito durante as férias e a insistir que a chave, portanto tínhamos duas pessoas a pedirmos as chaves e uma delas a provar que era legalmente a responsável. Nós pensamos: "Ok, pronto, se separaram, tudo bem". Uns meses depois voltaram a pedir, a pessoa original voltou a pedir, ou seja, o casal tinha reatado. E nós: "Pronto, ok". E no final dessas férias, novamente, a outra pessoa. Portanto, sempre que iam de férias-
Chateavam.
Isso é hilariante, eles nas férias acabam sempre.
Era, certo.
E vocês têm que assistir à novela, de certa forma, não é? Meu Deus, pois é isso, é que nós às vezes não temos noção, porque vocês literalmente entram na casa das pessoas, portanto, reparam em coisas, é impossível não reparar. Não é que andem a ver, mas há coisas que saltam à vista.
Pois, e já vos aconteceu? Eu tenho esta curiosidade. Já vos aconteceu de vocês serem contratados para: "De terça a domingo nós não vamos estar", portanto vão de terça a domingo e esses dias são contratualizados. E vocês vão terça ou quarta e ainda estão pessoas em casa ou estão lá outras pessoas. Já vos aconteceu ter encontros assim de: "Olha, tá aqui uma pessoa".
Portanto, é bastante comum no primeiro dia ainda encontrarmos a família em casa, ou marcam pro dia em que saem, e esquecem-se de avisar, dizer: "Olha, nós só saímos nesse dia, portanto, vamos marcar pro período da tarde". E então chegamos, e estão lá as pessoas. Já nos aconteceu até aqui em casa.
Pois foi, contigo.
Pois foi.
Peço desculpa, que fui eu que me enganei. Portanto, eu troquei o mês, sou eu que faço as marcações, eu troquei o mês da marcação e então demos de caras com pessoas em casa.
Pois foi. Olha, eu já nem me lembrava disso, mas era em casa.
Quando eu contei à equipa, a pessoa disse logo: "Eu já lá fui com gente em casa". E já aconteceu recentemente uma história também um pouco caricata, que é, às vezes somos contratados para ir à casa, e como dizia há pouco na história dos irmãos, alguém que está lá, mas que não tem responsabilidade de cuidar dos gatos, e portanto somos contratados para ir na mesma, apesar de haver outra pessoa.
Mas têm que partilhar espaço com aquela pessoa, não é?
Sim. Na altura da pandemia não o fazíamos e durante uns anos não o fizemos, até porque é desconfortável ir lá e sentir que de certa forma estamos a ser observados e os gatos mudam um bocado o comportamento, mas aconteceu haver um inquilino que alugava quarto, e num dos dias tinha tido uma noite interessante que se prolongou pra manhã, e não percebeu que nós tínhamos entrado, e a colega fez muito barulho para tentar que percebessem, mas havia tanto ruído a vir do quarto.
Estavam ocupados. Ok, estavam ocupados, percebo perfeitamente.
E depois saíram do quarto, onde eles nu, e: "Ah, estás aí". Foi um bocadinho constrangedor. Mas pronto, acontecem este tipo de coisas, por vezes acontece.
Pois, essa visita devia ter sido à tarde e não de manhã, porque assim as pessoas já estavam a dormir.
Digamos que os donos da casa não ficaram muito satisfeitos em saber. Nós pedimos autorização pra sair porque foi desconfortável. Mas pensamos que era normal, mas pelos vistos a pessoa não podia, não tinha autorização para trazer outras pessoas. Portanto, enfim.
Sim, uma grande confusão.
É uma grande confusão.
Eu estava a imaginar, que até podia dar uma história interessante, mas nunca vos pediram para: "Olha, eu suspeito que o meu marido anda nas outras".
Não.
Podem ver aí nas coisas.
Podia muito acontecer.
Podem espreitar na gaveta dele, se ele tem alguma coisa.
Olhem, eu vou estar fora agora umas semanas, meu marido supostamente também, mas em coisas diferentes. Vocês podem reparar se a casa...
Podia haver, não é? Vocês terem o ponto de investigação.
Ou descobrirem sem querer.
Por acaso não me recordo de ter acontecido alguma coisa do gênero.
Também é uma situação difícil, que é tipo: "Pá, não me vou meter nisto".
Sim.
Não me vou meter nesta situação.
A única coisa que acontece é, pelo menos aqui em casa, é a pessoa que vem ver os gatos coexistir um bocado com a nossa empregada, porque às vezes bate no mesmo horário.
Quando há pessoas que vêm e que os gatos não se sentem confortáveis, muitas vezes porque as senhoras que vêm limpar usam o aspirador, que faz barulho e que é imprevisível. E portanto, há muitos gatos que têm más relações com as pessoas que vêm fazer a limpeza. No vosso caso?
Não, o riso que bate-lhe O risoto não gosta de dar uma esfregada.
O risoto gosta de dar umas tapadinhas.
Às vezes ele está ali naquelas prateleiras deitado e ela está a limpar o pó e ele dá-lhe assim umas pancadinhas na cabeça.
Umas escaldas.
Exatamente. "Limpa isso bem, se faz favor."
Há muitas pessoas que percebem o nosso trabalho e conseguimos estar aqui neste cantinho, e todo o resto está a decorrer noutro sítio e conseguimos manter a visita. Há outras situações em que já fomos expulsas pelas mulheres da limpeza. "Não, não podem entrar, eu trato tudo, podem ir embora." "Não, mas a família pediu." "Não, está tudo tratado, podem ir embora." E depois avisamos a família a dizer: "Não conseguimos entrar, mas pronto, está tudo bem."
Sim, nós até escolhemos a Dina na altura, porque a Dina tem sete gatos.
Está ótimo.
A Dina está ótima. Ela percebe perfeitamente, eu acho.
A dinâmica.
É muito boa.
Sim.
Eu queria perguntar outra coisa, vou falar por mim. Agora a título pessoal, se eu fosse contratado pelo Gato Fica e fosse fazer pet sitting a gatos, eu adoro ver a casa das pessoas, aquela coisa de ver a decoração. Não estou a dizer abrir as gavetas, eu não sou esse tipo de pessoa, mas ver a decoração.
Como é que fazem?
Sim, eu sou igual. Eu sou a pessoa que olha para dentro da casa das pessoas pela janela.
Os países nórdicos, aquelas janelas tão boas.
Exatamente. Então à noite a pessoa fica com uma luzinha e penso: "Olha lá, virá, que as prateleiras giraram, não sei o quê. Isto era uma boa ideia lá para casa."
Vocês internamente no vosso grupo, entre vocês, dizem: "Olha, quando fores à casa daquela pessoa, tens que ver a maneira como decorou a sala" ou "Olha lá, que giro." Vocês também têm esse lado de, não vou dizer cusco, mas é de decoração?
Eu acho que depende muito das pessoas da equipa. Há um respeito muito grande por aquilo que é a privacidade das pessoas. Eu acho que aquilo que é mais comum, e é engraçado, porque é o que eu tenho à minha frente neste momento, é as colegas olharem para os livros e tentarem entender quem são as pessoas que moram nesta casa de acordo com os livros. Isso é uma coisa que acontece muito. Eu acho que fora isso, o que é mais comum é de repente aparecer um berço e isso ser comentado na equipa.
Sim, tipo: "Olha, não estávamos à espera."
Certo, e às vezes figuras mais públicas em que não é público ainda e nós dizemos: "Não podemos dizer, mas vai vir um bebé."
Sempre são amigos das revistas.
Isso é engraçado, já nos aconteceu, porque a Rita houve uma altura em que também fazia pet sittings e uma vez eu fui com ela, porque ela precisava de ir fazer um pet sitting e eu fui com ela e normalmente eu sou respeitoso e se a Rita ia fazer o pet sitting, eu ficava no hall de entrada e ficava quieto e não entrava na casa. Mas uma vez nós vimos uma casa em que fomos fazer um pet sitting, em que a dona da casa tinha fotos nua na parede.
Pois é.
Acontece.
Ok, é a tua casa, tens as tuas coisas, ninguém está a ver esta fotografia, mas de repente eu estou a ver.
Mas às vezes nós encontramos não só fotografias, não é comum, mas há, mas objetos pessoais e íntimos expostos. Mas que se a pessoa está à vontade para deixá-los ali é porque está tudo bem. Temos algumas casas assim.
Se não puseste isto numa gaveta é porque sabes que te vou olhar.
É porque não te importa, sabes que te vou olhar, exatamente. É público.
Sim, porque a pessoa, a não ser que saia numa urgência, que também às vezes acontece, certamente vos acontece. A pessoa sabe que aquilo vai ser visto e acha isso interessante, que é esse nível de-
À vontade
"Eu sou isto".
E faz parte, é normal.
Isto é o meu espaço, é a minha casa, tenho estas coisas.
E mesmo normalização. Às vezes nem é só questão de ser a minha casa e está só cá dentro, às vezes é porque para aquela pessoa é mesmo normal e provavelmente não seria estranho também encontrar isso na casa de outra pessoa qualquer. Tenho também uma pergunta.
Estamos a falar de objetos pessoais, imagina também uma arma e sacos de droga. "Olha, deixamos aqui."
Nunca aconteceu.
Mas nunca se sabe.
Nós achamos que tudo pode acontecer.
Exato. Uma coisa interessante que eu queria perguntar é qual é o nível de antecedência que as pessoas vos contactam?
Temos pessoas que marcam com um ano de antecedência. Temos pessoas que marcam com muito pouca antecedência, apesar de saberem que pode correr mal e com frequência corre mal. E é uma coisa que nos custa muito quando temos clientes que são clientes antigos e de repente dizer: "Mas já não temos vaga, por que vocês não marcaram há um mês?" Há pessoas que realmente não conseguem prever e compreendemos perfeitamente, mas temos algumas pessoas que sistematicamente até conseguem prever, mas que esquecem de marcar. Mas nós aconselhamos sempre, principalmente a época alta, para marcarem com o máximo de tempo de antecedência. Varia muito de pessoa para pessoa.
Pois, ainda para mais depois dos números que tu disseste aqui, da quantidade de visitas que vocês fazem, vocês não se desdobram assim tanto.
Nós reforçamos a equipa em época alta e felizmente já temos um processo de integração na equipa que funciona bastante bem, no sentido de conseguirmos replicar aquilo que é o nosso trabalho. Ou seja, isto não é só a Joana, ou a Rita, ou a Marta a fazer cat sitting, isto é o Gato Fica, que tem padrões coerentes para as pessoas não sentirem que a visita é diferente consoante a pessoa que lá vai. Claro que é diferente, as pessoas são diferentes, mas tentamos manter determinados padrões. Mas mesmo reforçando a equipa, não é suficiente. Em agosto eu posso dizer que se calhar recusamos 100 clientes, por isso custa.
De estarem a pedir em cima da hora.
Sim, e em cima da hora para agosto pode ser julho, início de julho. Menos antecedência já é tarde para agosto.
Eu como sou casado com a Rita, não tenho esse problema.
Não, há sempre um início de ano em que é tipo: "Marcações 2020."
É tão mais fácil assim.
Exato. Marcações é o quê? Aqui está.
Sim, em dezembro fazemos as marcações até agosto e até maio fazemos as marcações até outubro.
É porque é fácil cancelar. Sim, cancelar é fácil, agora encontrar uma vaga quando está cheio, não dá.
Sim, já nos aconteceu várias vezes dizer: "Afinal mudou ligeiramente, estes dias não precisamos, mas se puder ser." Mas eu por acaso como sou um bocadinho obsessiva.
Eu pensei que ias dizer obsessiva, quando começaste a dizer "ó".
Não, organizada. Eu precisava dizer organizada.
Isso ou na verdade, muitas vezes acontece o processo de marcar uma viagem cá em casa, por exemplo, é: marquei os voos, a seguir mando um e-mail. Se podemos não sei o quê. Ou marcamos alguma coisa, logo a seguir e-mail Que é muito mais fácil.
Sim.
O processo todo já está feito, que é o processo de marcar uma viagem normalmente para nós inclui o que é que vai acontecer aos gatos.
Claro, verdade. Eu estava a pensar noutra coisa que é: vocês, em nove anos que nós contratamos os vossos serviços, sempre foram muito respeitadoras, nunca desarrumaram nada. Nós raramente notamos que vocês estiveram, porque as coisas estão todas iguais. E eu gostava de saber, ou pelo menos acho que tem graça dar permissão. Se vocês quiserem tirar um café, podem tirar. Não sei se é comum ou se nunca tiram.
Sim, à vontade.
É um conflito interno tão grande, que é temos pessoas, ainda agora temos aqui uma cliente que deixa-nos sempre imensa comida e sumos e coisas e por favor, sirvam-se. E às vezes nós dizemos à equipa, por favor, tirem mesmo qualquer coisa só para não parecer que estamos a ser ingratas, mas custa-nos ao mesmo tempo estar a tirar, então é estranho.
Pois, nem um café?
Nós nunca vos oferecemos um café. Acho que a primeira vez que nós oferecemos um café foi agora quando descasquei lá a casa.
Olha, boa. Se não nos oferecerem-
E mesmo assim ela não bebeu.
E mesmo assim eu não bebi.
Exatamente. Mas pronto, fica aqui registado que podem.
Só se as pessoas oferecerem, obviamente.
Podem obviamente tirar cafés.
Beber água, se quiserem dormir uma meia hora no sofá, estejam à vontade.
Certamente a bagairinha vai, se há muitos momentos-
Nós temos gatos que apreciam, sim.
Se se deitarem ali vão ter uma bagairinha na barriga, um bocadinho assim a aquecer.
Outra coisa que eu gostava de saber, agora direcionando para os gatos, porque estamos aqui a falar dos donos, das casas, etc. Direcionando para os gatos, que é 90% dos gatos-
Pensei que ia perguntar: qual é o nosso gato que vocês preferem?
Não, isso vai ser a última pergunta.
E podem ser honestas.
Não há consenso, mas sim, vamos lá.
Mas em relação aos gatos, 90% dos gatos no mundo são desconfiados, querem distância.
Não.
Não é nada disso.
É pá, normalmente os gatos são assim mais-
Lá está o preconceito e o estereótipo.
Ainda por cima eu que tenho quatro em casa.
Quantos gatos eu me aproximo na rua e fogem? Muito poucos.
Depende da forma como são abordados e é isso que faz toda a diferença. Se a pessoa se baixar e estender a mão e perceber que se aquele gato não vier cheirar, como aconteceu há bocado, está tudo bem. Não quer, se provavelmente vem depois ou seja o que for. E na rua acontece muito isso, que a pessoa vai, se estende a mão e às vezes eles vêm cheirar, e às vezes se eu toco ele vai embora. Mas é começar a ler esses sinais, não é?
Claro.
Portanto, não, não é 90% dos gatos que-
Até estou a estranhar, porque tu viste aquele documentário da Netflix, o "Inside the Mind of a Cat", que explica que muito do que nós não sabemos sobre gatos é porque não há investigação sobre gatos, porque se estudou muito os cães.
Sim, sem dúvida nenhuma.
E portanto tu estás a ser preconceituoso.
Sinto que ele está a ser encostado à parede.
Não, e estou literalmente.
Portanto agora vê lá o que dizes.
A minha pergunta é: deve haver um grande grau de visitas em que, como é uma pessoa que os gatos não conhecem, apesar de eles estarem na sua própria casa, que é o melhor para os gatos, mas deve haver assim um grande grau de visitas em que a pessoa vai lá, mas há pouca interação. Ou seja, pelo menos no início, agora com os nossos, que já conhecem as pessoas e já gostam e já brincam e não sei o quê, mas ao início deve haver muitas visitas em que é do género, pronto, o gato esteve ali a dormir.
Eu invertia a percentagem. Eu diria que 10% dos gatos podem ser tímidos e quando temos gatos tímidos, temos gatos medrosos. No caso dos medrosos, são gatos que têm mesmo dificuldade em socializar e que ficam mesmo estressados. E aí ajustamos. Já fomos mudando isto ao longo dos anos, a forma como abordamos. Hoje em dia achamos que temos de dar sempre oportunidade de socialização. Portanto, mesmo que tenhamos um gato que durante duas ou três visitas não sai debaixo da cama, damos a oportunidade. E a oportunidade não é ir lá procurar contacto, é se calhar sento-me aqui na sala, nunca encurralar. Imaginem um gato debaixo da cama e nós sentados à porta do quarto e o gato a sentir, não consigo sair daqui. Portanto, sentamos, vamos fazendo coisas. Se o gato quiser vir espreitar, pomos biscoitinhos para fazer um reforço positivo e em grande parte dos casos são conquistáveis. Temos gatos que acabam por não ser e aí ajustamos e passamos a fazer visitas curtas em que só tratamos das coisas e saímos, porque não queremos estressá-los. Temos gatos por quem não dávamos já oportunidade nenhuma e que passado dois, três anos de nós lá irmos sistematicamente, mesmo a fazer visitas curtas, que de repente, não sei, bateram com a cabeça e acordaram bem dispostos e estão a roçar-se, e parece que sempre quiseram aquilo, que é incrível. 90% dos gatos é tranquilo. E é muito engraçado, porque há muito mito do gato desconfiado e acabamos por ter muitos tutores quando nos contactam, que dizem: "O meu gato é gato cão", por ser um gato que é sociável. Não, o seu gato é só um gato. Mas isso é bom, um gato feliz e a maior parte dos gatos, felizmente, se forem respeitados, são gatos felizes. E depois temos uma percentagem ainda mais pequenina, mas que é importante, que são os gatos reativos. Portanto, são gatos que não só não querem interagir, como querem matar-nos. E não é simpático, e é difícil de gerir e nem toda a equipa tem capacidade de gerir. E para mim são os mais fascinantes. Porque lá está, um gato não é agressivo por ser mau e às vezes as pessoas dizem: "Não, mas ele ataca, mas ele não é mau". E nós dizemos: "Sim, nós sabemos". A reatividade vem sempre de uma perceção do gato que é enviesada em relação à realidade e a perceção de uma ameaça que não existe realmente, mas que na cabeça dele existe. Portanto, o que é que nós podemos fazer para este gato perceber que não somos uma ameaça? Temos o fato de famílias que não vão de férias porque ninguém consegue entrar lá em casa. Portanto, esses, para mim, pessoalmente, são os mais fascinantes.
Pois, claro. Eu estava a fazer esta pergunta dos gatos tímidos, porque lembrei-me especificamente, nós fomos a casa de uma amiga nossa, da Cátia, para a Rita conhecer a gata dela e nós estivemos lá, sei lá, a jantar durante quatro, cinco horas, seis, se calhar. Estivemos lá, um jantar normal e a gata nunca saiu de dentro da cama. Esteve sempre dentro da cama. Mas já aconteceu na casa da minha própria irmã, a gata da minha irmã, que eu conheço e que está há anos lá em casa e a minha irmã pediu: "Olha, eu vou uns três ou quatro dias para não sei onde, podem ir lá ver a gata". E eu ia, e o meu único trabalho ali Era ver se a gata tinha fugido ou não.
A Samantinha estava a oscilar com a respiração.
Ela escondia-se dentro do armário. Depois perguntei à minha irmã sítios onde ela se escondia e ela deu-me três ou quatro. Eram buraquinhos onde eu a encontrava.
Só se visse os olhinhos, dizia: "Estás bem? Então vá".
E eu ficava uma hora sentado no sofá, só a mexer no telefone.
E ela nunca apareceu.
E eu nunca via a gata. Eu só vi a gata porque fui procurar nos sítios e ela estava lá escondida. E eu estava a imaginar que isso deve acontecer de vez em quando.
Isso acontece de vez em quando. Nós tivemos um caso o ano passado, creio, eram dois gatos e um não apareceu um dia, mas era um gato que tinha historial realmente de ser tímido e que tínhamos o okay da tutora para não procurar, porque às vezes o procurar induz mais estresse. Quando é assim, nós nunca saímos sem ver, a não ser que tenhamos esta indicação dos tutores. E nesses casos avaliamos pela liteira, pela comida. Parece haver aqui fezes de dois gatos, à partida, está tudo ok.
Ela fugiu.
À partida. E depois é aquela paranoia que é: temos a certeza que ele não fugiu, porque quando entrámos, temos a certeza absoluta e é o maior cuidado. As janelas estão fechadas, não há como, mas chega ao ponto em que não veem o gato e estamos só-
A distrair
...ele fugiu, ele passou. Eu não vi, ele passou. E não, nunca passou. Segundo dia o gato não aparece, começa a ser estranho e ao terceiro dia nós dissemos: "Nós temos de revirar tudo". A casa era pequena, não tinha muitas coisas, não havia sítio para o gato estar. Foram lá várias pessoas da equipa, procuraram por todo lado, nada. Ao telefone com a cliente, a cliente estava no Algarve, já chorava e eu vou voltar. E já estava a meter-se no autocarro, a mãe da cliente foi lá ter connosco, entretanto vai outra colega da equipa que tem mais jeito para descobrir mistérios.
Ok.
E então o gato estava atrás, portanto estamos a imaginar uma cozinha e temos a ver aquela parte, por exemplo, do micro-ondas ou do forno, quando está encastrado, que tem uma faixa de madeira que é fixa.
Sim.
Que não sai. O gato estava lá atrás. Como é que ela o descobriu? Ela abriu uma gaveta e viu umas gotas de líquido. E então pôs o telefone por trás com a lanterna e conseguiu fotografar a cauda do gato. Não sabemos como é que ele foi lá parar. Provavelmente ele abriu a gaveta, passou, a gaveta fechou e ele enfiou-se lá por trás, mas percebemos que ele conseguia sair de alguma forma porque havia coisas na liteira dele.
Pois.
Mas ele estava ali atrás, ele pregou-nos a todos um susto de morte e estava lá.
Bem.
Sim.
E vocês: "Pronto, fugiu".
Fugiu.
Foi horrível. Desculpa.
Diz.
Uma vez quando houve umas gatas que foram adotadas lá no MEG, e até fui eu que fiz a ponte com a adotante e depois as gatinhas, e elas foram para casa, tudo tranquilo. E há um dia em que a adotante liga a dizer: "Eu acho que uma delas fugiu". Eu tinha uma nesguinha da janela aberta, eu acho que ela fugiu porque ela não está em lado nenhum. Por favor, podem-me ajudar? E entretanto ela liga a dizer: "Não, ela não fugiu, ela está no teto falso".
Essa ainda não nos aconteceu, mas obrigada pela dica, porque certamente vai acontecer.
A gata tinha subido pelo exaustor, havia um buraquinho, tinha subido pelo exaustor e estava no teto falso. E eu fui lá tentar tirar.
Conseguia sair ou estava-
Conseguia sair.
Ah, ok. Portanto, foi uma escolha.
Foi para lá, ela própria fazer as suas férias.
E também foi com o telemóvel que nós conseguimos perceber, que eu consegui tirar uma foto com o telemóvel e vi assim os olhinhos e eu: "A gata está ali no teto falso". E depois ouvia, se toda a gente estivesse calada, ouvia-se assim .
Ratinho.
Tipo um ratinho, porque ela era pequenina, devia ter uns seis meses, mais ou menos. E eu estive horas lá a tentar atrair com sons de gatos, com não sei o quê, para tirar e para tapar, porque se a gata ficasse ali, depois podia não querer sair e era um estresse. Eu disse: "Olha, eu acho que é deixar, ela certamente vai tentar descer".
Pôr uma liteira no teto falso.
Sim, mas pusemos comida e água. E entretanto, vim-me embora e disse: "Olha, não vos consigo ajudar mais, mas não estressem, ela não vai ficar ali para sempre, isso é certo". E passado duas horas recebo uma mensagem a dizer: "Começámos a grelhar hambúrgueres e ela desceu".
Ok, belo truque.
Pronto, está feito.
"Já tapámos agora a entrada, de certeza que ela não volta". Começámos a grelhar hambúrgueres e ela desceu, é o melhor, porque até cheirou o hambúrguer.
E vem, exato.
Excelente. Se grelhasse hambúrguer, eu também aparecia.
Exato. Portanto, deixo a dica de grelhar hambúrgueres.
Obrigada, é uma boa dica. Exato.
Eu gostava de fazer-te a pergunta que é: há pessoas que têm gatos e depois têm outros animais. E já vos aconteceu pedirem e dizer assim: "Olha, queremos contratar o vosso serviço para uma semana, vamos de férias para o Algarve ou o que seja, tratem do nosso gato. Nós também temos uma cobra aqui no aquário. Vocês podem também alimentar a cobra e aproveitam?" Já vos pediram tipo: "Aproveitem e também alimentem este outro animal"?
Sim. Certamente, quando as pessoas têm outros animais, nós damos uma mãozinha. Cobras nunca aconteceu. Tartarugas é o mais comum, peixinhos, passarinhos. E temos uma cliente que tem dois coelhos e que nos pediu, por favor, apesar de não serem gatos, podem cá vir e não têm gatos e nós vamos lá e cuidamos dos coelhos. Fingimos que são gatos e está tudo bem.
Miau, miau. Sim, senhor. Miau, miau.
Recentemente pediram-nos para ir cuidar de uma arara, uma pessoa que punha a arara no hotel e que a arara vinha cada vez mais estressada, mas implicava mesmo ficar lá, porque a arara precisava de uma série de rotinas de hora a hora, que era uma coisa mesmo complicada.
Epa!
Sim, aí não dá.
E não deu.
E calculo também que vos peçam para regar plantas.
Sim.
Pois.
Às vezes é uma, outras vezes são 300.
Sim.
Nem todas temos um dedo verde, portanto avisamos sempre, por favor, deem-nos as indicações mais específicas e aquela coisa de: "Põem o dedo na terra e vejam se está úmido". O nosso dedo não tem essa sensação, não conseguimos.
Pois, claro.
Há pessoas na equipa que sim.
Não se preocupem que eu não vos vou pedir para regar as plantas desta casa.
Mas podem.
Não, são muitas.
São muitas. O que é que vocês fazem?
Neste caso, acho que vou pedir a uma amiga minha para vir cá. Vou pedir à Márcia para vir cá. Mas elas também aguentam bem uma semana e meia.
Sim, eu acho que pedindo à Márcia.
Ela vem cá.
Sim. Que outras coisas é que vos costumam pedir e vocês dizem sim ou não? Assim mais comuns, tipo regar as plantas, coisas assim que as pessoas costumam-
Provavelmente correio, não?
"Pode-me aspirar a casa toda, por favor?" Não? Sim, correio é comum. A questão dos estores, quando temos duas visitas por dia, subir e descer para dar a sensação realmente de que há pessoas em casa.
Estás a ver? Não sou o único a levar com as latas.
Pôr coisas na corda, provavelmente. Pôr e tirar coisas da corda.
Não, por acaso nunca aconteceu. Acontece muitas vezes é que abrem a máquina porque deixei a lavar e abrem para não ficar com a humidade lá dentro, ligar e desligar desumidificadores, ventoinhas, ares condicionados. É assim o mais comum.
Ok, senão assim só coisas da organização da casa.
Coisas do dia a dia.
Mas aspirar a casa toda é uma lata.
Isso aconteceu uma vez. Foi estranho, que eu pensei: "Será que devíamos?" Não. O que nós fazemos é, obviamente os sítios onde os gatos andam mais, varrer e à volta das liteiras, claro que sim. Mas aspirar a casa toda, achámos que não fazia sentido nenhum.
E a cama de novo lavada.
"Deixem lençóis lavados para, por favor, trocarem".
E vocês, de repente, eram só um serviço de limpeza da casa.
Por exemplo.
E por acaso viam um gato.
De house sitting, na verdade.
Sim. Eu acho que das coisas que eu pensei, já tive tudo.
Eu também, só quero saber qual é o gato favorito.
Nós estávamos a saber ao fim de nove anos, do vosso lado, dos nossos gatos, qual é o vosso favorito.
Sendo que, vou só dar o contexto às pessoas, que não têm a obrigação nenhuma de saber.
Claro.
Guinness e Bibi Eight são as originais, ou seja, vieram primeiro. A Guinness e Bibi Eight existem há mais tempo nas nossas vidas.
Sim, na verdade, mesmo vocês do lado do "Gato Fica", conhecem a Guinness e Bibi Eight há mais tempo. Foi por causa delas que começou.
Não é consensual. Como eu dizia há pouco, eu perguntei à equipa. Temos quem diga a Baguera, temos quem diga o Risoto. O Risoto eu só os vejo nas fotografias e eu acho delicioso, mas não é consensual.
Então a Bibi Eight não é a favorita?
De certeza que há várias pessoas na equipa que têm gatos preferidos diferentes, o que é ótimo, porque não há nenhum que tenha todo o amor.
Estou a estranhar que a Bibi Eight não seja a favorita de toda a gente.
Sabes que eu acho que a Bibi Eight é mais sociável e simpática com muita convivência. Na visita, quando vocês vêm, eles já devem ter fome e querem comer e vão todos.
Às vezes os gatos mais difíceis de conquistar acabam por se tornar os preferidos, porque há aquela sensação de: "Ok, consegui o amor, consegui provar-lhe que". E às vezes é um bocado por aí também.
Sim. Uma coisa muito engraçada que eu noto é que a Guinness, sobretudo, é a que ilumina de forma diferente com pessoas diferentes da equipa.
Isso é interessante também, é vermos como os gatos reagem. E às vezes podiam dizer: "Aquela pessoa é quem tem mais sucesso com os gatos". Não, aquela pessoa conquista muito bem um determinado gato, mas noutra casa, a outra colega da equipa que é superdinâmica, é muito interessante ver.
Eu sei que o Risoto, eu vou dizer o nome, não sei se posso, mas eu sei que por exemplo, tem uma paixão pela Madalena. A trinquinha que ele dá à Madalena é uma trinquinha de amor. Portanto, eu sei que ele gosta muito dela, mas sei que a Guinness será sempre conquistada pela pessoa que lhe der palmadinhas na cama, no rabo.
Esse é um dos pedidos que nós temos que é interessante. Palmadinhas na coxa vigorosamente. Temos alguns gatos que gostam.
Podem dar com mais força, está tudo bem.
Olha a coisa que nós temos de escrever: a Guinness gosta na cama de levar palmadinhas no rabo. É que esta frase tens de dizer isso.
É fora de contexto.
Pode ser com muita força. Estão a dar com pouca força.
Exato. Sim, acho que é isto. Eu não tenho mais perguntas, acho que é isto.
Eu também não.
Demos a conhecer o "Gato Fica", que nós gostamos muito.
Obrigada pelo vosso convite.
E ficamos a conhecer um bocadinho do que é ir a casa de outras pessoas ver os gatos.
Temos um apelo da equipa. Posso lançar?
Vamos embora.
Ok, três pedidos. Se houvesse três coisas que as pessoas mudassem depois disto, é por favor, deem comida húmida aos vossos gatos com regularidade, em quantidade e se dão qualquer coisa e o gato não pega, não digam que ele não gosta de comida húmida, porque é uma questão de experimentar texturas diferentes, sabores diferentes. Hoje em dia há imensa coisa no mercado e realmente os gatos têm imensa tendência para ter problemas urinários e cada vez vivem mais anos porque conseguimos proporcionar-lhes cuidados de saúde que permitem isso. Portanto, os rins deles não estão preparados para viver tantos anos em sobrecarga. Portanto, comida húmida é uma. A segunda é uma caixa de areia grande, por favor, imaginem-nos a fazer todos os dias xixi numa sanita de uma escola primária. É uma das coisas que nós encontramos com mais frequência, são caixas que não têm a dimensão adequada. Portanto, eles têm de conseguir e às vezes há pinhos, xixi fora ou qualquer coisa. E é simplesmente porque o gato não consegue encontrar uma posição confortável para usar a liteira. Portanto, liteiras grandes com areia decente. Por favor, não usem sílica, nós odiamos sílica, os gatos odeiam sílica, não usem sílica. Por mais conveniente que possa parecer, quando a embalagem diz que aguenta 15 dias sem ser mudada, não, não aguenta. E acabar com o quartinho dos gatos, que é uma coisa que as pessoas fazem com muito amor e carinho. Este quarto é só dele, está lá a água e a comida e a liteira e a cama e o arranhador. E nós não temos a comida e a água na casa de banho. Nós não gostamos de dormir na casa de banho e o tutor está aí na sala, no sofá, portanto é lá que o gato vai querer estar. Portanto, o cantinho do gato não é uma coisa assim tão simpática para eles, por isso espalhem os recursos, afastem os recursos. A água não deve estar ao lado da comida e é isto.
Boa. Olha, ficou aqui o recado dado. Tirando a casa de banho, mas não é fácil arranjar casas de banho onde caiba o Risoto?
Gataria.
Gataria, ok.
Gataria. Eles têm uma liteira XXL aberta, que é incrível e é a maior do mercado e nós recomendamos a toda a gente.
Pois, eu acho que vai ter que ser com o Risoto, porque o Risoto é de facto muito grande. Mais uma vez esta semana veio uma pessoa cá a casa e perguntou se a Bibi Eight, que era a nossa gata, assim: "Esta gata dá-se bem com o cão?" E nós: "Com o cão?" E atrás estava o Risoto.
"Que gatinho cor de laranja tão fofo. Dá-se bem com o cão?" E eu: "Com o cão?" E olhei assim para trás. "Com o Risoto". "Não, é um gato".
É outro gato. Ou seja, o Risoto é de facto muito grande, tem bocadinho de peso a mais, sem dúvida nenhuma, nós estamos a emagrecê-lo.
Mas lá está, para quem diz que ele é muito gordo, ele só é o terceiro mais gordo que vocês visitam.
Ele é só o terceiro mais gordo, portanto, não é assim tão gordo. E ele é muito grande.
E ele é muito grande, efetivamente.
São 100 gatos diariamente, portanto o nosso estar no top três não sei se é assim tão bom.
Mas ele é grande.
Ele é grande, ele merece um bocadinho de paciência com ele.
É verdade, mas já emagreceu dois quilos, Risoto.
Dois quilos.
O Risoto é incrível.
Projeto 2027.
Projeto 2027, verão 2027, exatamente.
Olha Joana, muito obrigado mesmo. Gostámos muito da conversa, foi muito giro.
Espero que a malta tenha gostado.
Vou dizer, só fiquei triste, honestamente, nesta entrevista, de teres contado a nossa história do cheque de 1 milhão de euros. Fico triste de teres contado que o cheque era nosso.
Desculpem a partilha.
Mas pronto, tudo bem.
A Joana tentou disfarçar.
Eu tentei.
Tu é que te denunciaste.
Mas acho que é isso, Joana. Muito obrigado. As pessoas podem encontrar redes sociais, site.
ogatofica.com
Exatamente. Mesmo nas redes sociais, no Instagram, ogatofica.com. É o serviço que nós contratamos. Se isto foi pago, foi zero, é mesmo só por amor ao vosso serviço que nós agradecemos.
E também porque pode fazer sentido para as pessoas que têm gatos. Nós temos muitos ouvintes com gatos. Acho que até mais ouvintes com gatos do que ouvintes com cães, que muitas vezes nos perguntam, é uma pergunta que me fazem muito: "Com quem é que ficam os vossos gatos quando vocês vão de férias?" Estamos agora a adotar gatos pela primeira vez, não sabemos o que é que vamos fazer nas férias. Pronto, o gato fica.
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