12h. França. Ataque a tiro provoca um morto e quatro feridos
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Com Miguel Vidaran. Miguel, começamos este jornal com uma informação que tem poucos minutos: uma pessoa morreu esta manhã nos arredores de Paris, quatro ficaram feridas na sequência de um ataque com uma arma de fogo.
O suspeito foi detido. Disso mesmo dá conta o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, numa publicação nas redes sociais. Não se sabe quais as motivações do atacante. O incidente ocorreu na localidade de Trappes e La Verrière. As equipes de socorro ainda se encontram no local.
Seguimos com o arranque da discussão, na generalidade, do Orçamento do Estado. O ministro das Finanças está hoje a ser ouvido no Parlamento.
E Joaquim Miranda Sarmento já pediu tempo para que as medidas do governo para o setor da habitação possam começar a produzir efeito. É para o plenário da Assembleia da República que seguimos de imediato ao encontro do jornalista do Observador, Vasco Maldonado Correia, que acompanha o esgrimir de argumentos. Vasco, apesar de esta discussão e deste debate ser sobre o Orçamento do Estado, o tema da habitação acaba por dominar as primeiras horas dos trabalhos desta manhã.
Sim, é a audição do ministro das Finanças, mas durante grande parte desta primeira ronda, até podia ter sido o ministro da Habitação a estar aqui sentado, dado o número de pedidos de esclarecimento por parte dos deputados em relação a essa matéria, o que já levou até Miranda Sarmento a pedir desculpa por não conseguir responder com o nível de conhecimento técnico suficiente, porque essa não é a pasta que tem no governo. Diz, no entanto, e depois de pressionado pelos deputados do CHEGA, que sim, o governo tem feito o suficiente para combater o problema da habitação, mas precisa de mais tempo.
Nós já colocamos muitas medidas na questão da habitação, mas é um problema que demora tempo, porque obviamente construir casas demora tempo, colocá-las no mercado demora tempo. Mas nós já fizemos um número de medidas muito significativo nestes dois anos e meio.
Uma resposta ao deputado Eduardo Teixeira, do CHEGA. Minutos depois, foi a vez de António Mendonça Mendes, do Partido Socialista, deixar uma garantia, esta já relacionada com as contas do orçamento. O PS vai manter a palavra, vai garantir a viabilização da proposta do governo, mas na especialidade, a conversa já é outra.
Não precisa de dramatizar, nem de chantagear a Assembleia da República. Politicamente falando, o senhor ministro tem a nossa garantia de que este orçamento sairá, naquilo que depender de nós, com o saldo com que entrou, mas sairá também, naquilo que depender de nós, com medidas concretas de apoio às famílias que ao longo do tempo temos vindo a apresentar.
Ou seja, diz Mendonça Mendes, em sede de especialidade, o PS vai apresentar medidas de apoio às famílias, respeitando os limites do excedente orçamental. Para Miranda Sarmento, nada a opor.
Eu só posso elogiar essa posição do Partido Socialista, que é uma posição responsável, uma posição moderada, e depois o Partido Socialista fará, naturalmente, as escolhas, em especialidade, que entender, preservando essa garantia do saldo orçamental e, portanto, depois terá, aí sim, a discussão política das medidas que naturalmente são diferentes.
Resposta do ministro das Finanças, que já aprece a terminar as respostas nesta primeira fase da audição. Na segunda fase, como habitual, as perguntas vêm em bloco. Miranda Sarmento vai ter, depois, tempo para responder a todas as questões dos deputados de uma só vez.
Respostas que hão de ser escutadas por ti, Vasco Maldonado Correia, o jornalista do Observador, que acompanha o arranque da discussão na generalidade do Orçamento do Estado para o próximo ano.
O presidente do IHRU, o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, reconhece que as declarações que fez ontem sobre os protestos pelo direito à habitação não foram felizes.
Foi isto que disse Benjamin Pereira.
Eu não sei se a sociedade atual está disponível para o nível de sacrifício que os nossos pais e os nossos avós fizeram para ter uma casa. E a casa, apesar de estar, enfim, prevista, o direito à habitação, é um desiderato que todos os governos… Não diria isso. Eu estou a dizer é que nós não estamos disponíveis para esse nível de sacrifício. Os meus avós emigraram para o Brasil e para a Argentina para poderem ter uma casa. O meu pai emigrou durante 20 anos, sacrificou a vida. Não, nada disso. Não estou a dizer isso. Estamos a perguntar o que está a dizer. Mas tenho que deixar concluir o meu raciocínio. E fizeram porque a casa era efetivamente uma coisa muito importante para sua vida, sua base logística, como é hoje.
Uma declaração que tem suscitado nas últimas horas várias críticas, desde logo do ministro Miguel Pinto Luz, que tutela o IHRU.
As declarações são absolutamente infelizes. Estes jovens, muitos que se manifestam, outros que não se manifestam, que é uma minoria silenciosa, claro que se sacrificam, claro que têm um esforço enorme. Já pedi esclarecimentos.
Esclarecimentos é o que pede também o Bloco de Esquerda. O deputado único, Fabian Figueiredo, já anunciou que vai pedir uma audição com caráter de urgência de Benjamin Pereira no Parlamento. Útil, diz Jorge Pinto, do Livre, e não apenas por causa destas declarações.
Nós queremos que o senhor presidente venha aqui, mas é para explicar por que o IHRU tem tantos atrasos, mais do que as declarações ofensivas, que nos explique se é ou não a pessoa indicada para estar à frente do IHRU num momento tão sensível.
Declarações do co-porta-voz do Livre, Jorge Pinto, esta manhã à Rádio Observador.
E face a essas críticas que ouvimos, Miguel, que esclarecimentos vem prestar agora Benjamin Pereira no comunicado enviado há pouco às redações?
Admite que as referências à capacidade de sacrifício dos mais jovens foram infelizes. Explica que não estava a sugerir que essas gerações deviam ter a mesma capacidade de sacrifício de gerações mais antigas. Escreve também que em momento algum sugeriu que os jovens deviam emigrar face às dificuldades para encontrar em casa em Portugal.
Continua a subir. O preço das casas no nosso país aumentou 18,4% no segundo trimestre deste ano.
E a um ritmo mais rápido em 10 dos 24 municípios mais populosos de Portugal. É isso que revelam os dados do Instituto Nacional de Estatística, divulgados há pouco. Ainda assim, há uma ligeira desaceleração em relação à taxa de 19,8% que tinha sido registrada no trimestre anterior. Isto sempre na comparação com o mesmo trimestre do ano passado. Nesta nota do INE, é possível perceber que o preço das casas vendidas em Portugal foi em média de €2.445 por metro quadrado. Essa subida de 18,4% face ao mesmo período do ano passado. Mas há menos vendas. No segundo trimestre, o número de casas vendidas em Portugal caiu 9% em relação ao mesmo período. Ainda assim, os preços aumentaram em todas as 26 sub-regiões do país, com destaque para o Médio Tejo, onde a subida ultrapassa os 25%. Já em Lisboa, o preço mediano das casas atingiu os €5.229 por metro quadrado, é o valor mais elevado do país. Loures é o município onde os preços mais aceleraram entre os municípios com mais de 100 mil habitantes.
Vamos a outras notícias em destaque a esta hora, Miguel.
Em protesto, os estudantes fecharam esta manhã o Liceu Camões e a Escola António Arroio, em Lisboa. Foi com recurso a um cadeado durante a noite de quinta pra sexta-feira, depois de uma acampada dos estudantes no exterior. Os alunos bloqueiam a entrada ao recinto. Fonte oficial do Liceu Camões garante ao Observador que nesta altura é impossível entrar na escola. A iniciativa é do movimento Justiça Climática, mas junta uma série de reivindicações. A porta-voz da organização na António Arroio, Matilde Ventura, garante que muitos professores se juntaram à iniciativa e fizeram um discurso sobre os preços praticados no mercado da habitação. Além do tema da habitação, os alunos protestam contra as más condições nas escolas. Os jovens da António Arroio explicam que não têm uma cantina que chegue para todos, nem oficinas funcionais e material necessário. O preço da gasolina deve descer cerca de €0,07 na próxima semana. O gasóleo deve registrar uma ligeira subida, mais ou menos €0,01. São, pelo menos, as estimativas avançadas à Rádio Observador pela Nareca, Associação Nacional de Revendedores de Combustível. O preço do barril de Brent, que serve de referência aos mercados europeus, continua acima dos €100, atingiu o valor mais alto desde abril, ultrapassa agora os $114 por barril. O primeiro-ministro de Israel mandou fechar os acessos à Cisjordânia, na sequência de um ataque na cidade de Hebron. Pelo menos seis soldados ficaram feridos, alguns em estado crítico, foram atingidos por disparos feitos a partir de uma viatura. Dois palestinianos foram mortos por militares israelitas após este ataque. Horas depois, o governo de Israel ordenou às forças de segurança que cercassem Hebron e se preparassem para encerrar todos os acessos à Cisjordânia. Israel fala em um ataque terrorista.
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