O futuro da beleza é brasileiro
ARTIGO: Depois de K-beauty e J-beauty conquistarem o mundo, a B-beauty (Brazilian Beauty) começa a ganhar espaço

Publicado em 2 de novembro de 2026 às 09:00.
RESUMO +
A B-beauty, ou Brazilian Beauty, ganha espaço internacional após a popularização da beleza coreana e japonesa, impulsionada por consumidoras brasileiras conectadas, exigentes e participativas. O Brasil concentra 52% das conversas globais sobre cosméticos, enquanto a empresa Unilever aponta a diversidade capilar, as comunidades digitais e o acesso à ciência como fatores de inovação no mercado.
Por muito tempo, buscamos lá fora as pistas sobre os próximos movimentos do setor de beleza. Hoje, muitas delas já podem ser encontradas aqui. Depois de K-beauty e J-beauty conquistarem o mundo, a B-beauty (Brazilian Beauty) começa a ganhar espaço. Mas há algo maior por trás desse movimento do que uma nova tendência estética: o Brasil reúne características que estão começando a definir o futuro da beleza global.
A consumidora brasileira ajuda a explicar por quê. Curiosa, exigente e profundamente conectada, ela não espera a indústria dizer o que vem depois. Experimenta, compara, recomenda, critica e, cada vez mais, ajuda a definir os próximos passos.
Esse protagonismo ganha escala nas redes sociais: 52% das conversas globais sobre cosméticos vêm do Brasil. Mais do que um sinal de interesse por beleza, o dado revela uma consumidora que participa ativamente da categoria. Ela conhece ativos dermatológicos, testa lançamentos, compartilha experiências, questiona promessas e influencia outras consumidoras. A beleza deixou de ser uma conversa conduzida apenas pelas marcas para se tornar uma construção coletiva em que creators, comunidades digitais e a explosão do social commerce aceleram ainda mais essa dinâmica. A influência já não acontece apenas de cima para baixo: ela circula.
E talvez nenhum lugar revele melhor essa complexidade do que o universo de cabelos. No mesmo mercado, convivem cachos de diferentes curvaturas, ondas, fios naturalmente lisos, cabelos em transição e os impactos de químicas como a progressiva – ela própria uma invenção brasileiríssima. Em um país que nunca teve um único padrão de cabelo, a indústria aprendeu cedo que não existe uma única resposta para a beleza.
Responder a esta consumidora traz ainda um desafio adicional às marcas no Brasil: como levar inovação e produtos de alta performance, com ciência e tecnologia, para milhões de pessoas, respeitando diferentes rendas, regiões e canais de distribuição? É o desafio de dar escala ao desejo em um mercado extremamente diverso, fragmentado e em constante transformação.
É nesse contexto que a trajetória da Unilever ganha relevância. Estar há 97 anos no Brasil significa ter acompanhado de perto muitas dessas mudanças: novas aspirações, novos rituais, novas formas de consumir e entender a beleza. Com marcas como Seda, presente em 70% dos lares, aprendemos que inovar no Brasil começa por escutar profundamente a consumidora e transformar esse conhecimento em ciência acessível em escala. Ao mesmo tempo, aqui nasceram linhas como Dove Cachos e Seda Mega Crescimento, com tecnologias patenteadas que combinam ciência, performance e entendimento das necessidades locais.
O interesse crescente pelo Brasil não é uma tendência passageira nem uma simples exportação estética. É o reconhecimento de que o mercado brasileiro oferece pistas fundamentais sobre o futuro do consumo global de beleza: mais dinâmico, hiperconectado, orientado por comunidades e cocriado com o consumidor. Talvez seja justamente por isso que o futuro da beleza tenha tanto de brasileiro.
'Perguntas frequentes'
O que é B-beauty? +
B-beauty é a sigla para Brazilian Beauty, movimento pelo qual a beleza brasileira começa a ganhar espaço internacional. O conceito abrange produtos, conhecimentos e hábitos desenvolvidos a partir da diversidade e das necessidades das consumidoras do Brasil.
Por que o Brasil influencia o mercado global de beleza? +
O Brasil reúne consumidoras conectadas que testam produtos, conhecem ativos dermatológicos, compartilham experiências e questionam promessas das marcas. O país também responde por 52% das conversas globais sobre cosméticos, segundo o texto.
Qual é o papel das redes sociais na B-beauty? +
As redes sociais ampliam a participação das consumidoras na definição de tendências e produtos de beleza. Creators, comunidades digitais e o social commerce fazem a influência circular entre marcas e consumidores.
Como a diversidade dos cabelos brasileiros estimula a inovação? +
A convivência entre cabelos cacheados, ondulados, lisos, em transição ou submetidos a tratamentos químicos exige diferentes soluções. Essa variedade levou a indústria a reconhecer que não existe uma resposta única para os cuidados capilares.
Como a Unilever desenvolve produtos de beleza no Brasil? +
Segundo a Unilever, a empresa transforma o conhecimento sobre as consumidoras brasileiras em produtos com ciência e desempenho acessíveis em escala. A companhia cita as linhas Dove Cachos e Seda Mega Crescimento, criadas no Brasil com tecnologias patenteadas, além da presença de Seda em 70% dos lares.
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Presidente da unidade de Beleza e Bem-Estar da Unilever
Thais Hagge é presidente de Beleza e Bem-Estar da Unilever para Brasil e América Latina. Há 20 anos na companhia, onde começou como estagiária, foi vice-presidente global de Seda e TRESemmé e liderou marcas como Omo, Rexona e Hellmann’s.
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