Deputados reeleitos e de 1º mandato do PL brigam por presidência da Alesp

Em reunião interna nesta semana, 15 parlamentares reeleitos do partido decidiram se blindar do movimento de Prado. Eles fecharam posição contrária a apoiar que um deputado de primeiro mandato concorra à Presidência da Casa. O acordo inviabilizaria a entrada de Ashiuchi e Franco na disputa. "O André é senador, não dá para sair de uma Casa Legislativa e querer ficar apitando", disse um deputado do PL, sob condição de reserva.
Deputados mais ligados ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e a André do Prado defendem que a escolha do nome passe por ambos. Além deles, quem deve se envolver na disputa é o presidente do PL de São Paulo, José Tadeu Candelária. Já o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não deve intervir no assunto, deixando a escolha para os deputados.
Parte da bancada defende que a decisão seja tomada pelos próprios deputados, sem interferência do comando do PL. A intenção, segundo os deputados, é garantir a "autonomia" do partido dentro da Alesp.
Apesar das discordâncias, os deputados avaliam que o partido deve convergir para um nome e evitar um racha interno. O parlamentar que reunir mais apoios dentro e fora do partido deve ser o indicado. Em 2025, Prado se reelegeu com votos de todas as bancadas, exceto a do PSOL. Na ocasião, a sigla lançou a candidatura de Paula da Bancada Feminista (PSOL).
Outro ponto em comum entre os reeleitos e que deve ser plataforma de campanha do candidato do partido é o fim da reeleição para a Presidência da Alesp dentro da mesma legislatura.
Em 2024, em uma manobra de Prado para ficar quatro anos no cargo, a Alesp aprovou uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que permite a recondução do presidente na mesma legislatura. Até então, membros da Mesa não podiam emendar mais de um mandato no mesmo período de quatro anos.
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