ESPN DeportesOverreactions Semana 3: La ofensiva es responsable de la derrota de Cowboys ante RavensInquirerPiston prefers tax-free oil products to P1 fare hikeESPNSchlittler, Rice star as Yankees blank Red Sox in Game 1Daily MaverickMexico’s National Guard debuts tiny Chihuahua recruitThe Jerusalem PostCanadian Jews considering immigration to US under Trump amid increasing fear of antisemitismUOLVínculos com Lula, Flávio Bolsonaro e Cláudio Castro marcam debate entre candidatos no RJХабрGreenplum как расширение PostgreSQL 19SCMP ChinaSlow is beautiful: China launches war against AI drama, goes beyond algorithmsBusiness AMBusiness AM Sudoku’s 30-09-2026La Tercera“El Estado se habría quedado con un solo proveedor”: FNE explica por qué no pidió excluir de contratos públicos a empresas acusadas de colusión por vales de alimentaciónColliderThe 10 Best Stephen King Audiobooks, RankedLenta.ruВ России указали на препятствия Евросоюза на пути к мирным переговорам
The Daily Newsstand · Free, Always
Wednesday, September 30, 2026

Pacto para a Saúde quer consenso em janeiro

Translate

O coordenador do Pacto Estratégico para a Saúde promovido pelo Presidente da República pediu esta terça-feira aos partidos avanços a partir de janeiro para um consenso no setor e rejeitou reformas ‘fast food’, preferindo mudanças graduais.

Adalberto Campos Fernandes, designado pelo Presidente da República, António José Seguro, para coordenar o Pacto Estratégico para a Saúde, falava na primeira edição dos Fóruns do Futuro, dedicada à saúde, uma iniciativa organizada pelo gabinete de estudos da IL.

Questionado pelo auditório sobre o que espera para os próximos anos na política nacional, desejou que “haja estabilidade política e que a legislatura dure até outubro de 2029, custe o que custar”, pedindo que “a partir de janeiro haja matéria e estímulo em que a aproximação entre os partidos possa gerar o maior avanço e o maior consenso, ajudando os governos”.

“As oposições existem não apenas para criticar os governos, mas naturalmente para ajudar os governos a governar melhor“, acrescentou.

A uma pergunta colocada pelo líder parlamentar da IL, Mário Amorim Lopes, sobre a aversão dos portugueses ao risco, Campos Fernandes respondeu que o país tem um povo pobre que fica “quase [com] pânico quando lhe falam de mudanças” perante o risco de perder o pouco que tem.

O coordenador do Pacto para a Saúde explicou que há duas formas de fazer as mudanças necessárias: “Uma é haver uma maioria que dê conforto às pessoas no Parlamento, outra é as coisas serem explicadas de uma forma pedagógica e não terem de ser verdadeiramente aquilo que eu chamo de reformas de ‘fast food'”.

Durante a sua intervenção, o antigo ministro da Saúde defendeu que, em relação ao sistema de saúde, o país precisa “mais do que fragmentar”, de unir-se “em torno de um propósito comum e um projeto coletivo”, acrescentando que essa união “não significa atenuar as diferenças ideológicas”, mas sim pôr os partidos a assumir como prioridade o “interesse da pessoa comum”.

“A pessoa comum, que percebe pouco de política, (…) quer que amanhã os seus problemas sejam resolvidos. Não quer saber se o prestador é privado, público, social, se o financiamento é A, B, C ou D. […] Querem respostas”, acrescentou, pedindo que os políticos superem os seus “preconceitos e teimosia” para atingir esse fim.

O ex-ministro pediu que se centrem as políticas nas pessoas e que os utentes se possam “libertar do inferno que é a burocracia, que invade o Estado em todas as dimensões”, inclusive a saúde, e considerou que há atualmente uma “ineficiência atroz” no sistema.

Defendeu ainda a necessidade de “uma conversa serena” entre os políticos, prevendo que, juntando-se todos os deputados numa sala, “desprovidos do casaco partidário”, estes estariam de acordo em “80% das coisas”.

“Ninguém está em desacordo em ter um programa de vacinação alargado, amplo, diferenciado, avançado. Ninguém está em desacordo em responder às necessidades das pessoas”, exemplificou.

O antigo ministro da Saúde frisou que “não existe nenhuma reforma da saúde no mundo que tenha funcionado a 100%”, mas que “é possível mobilizar a sociedade civil e os partidos para projetos comuns”.

Sobre os profissionais de saúde, apelou a um entendimento parlamentar de longo prazo sobre as necessidades de recursos humanos, considerando que “as legislaturas em Portugal são muito curtas”, a “estabilidade das políticas públicas é débil” e, sem acordos, Portugal continuará “a navegar à vista”.

Campos Fernandes pediu ainda que se tente travar a emigração destes profissionais e se afaste a ideia de que “o problema dos médicos em Portugal se resolve com uma dedicação exclusiva, baseada em ferros e grilhetas”.

Alertou ainda que, embora Portugal aposte em algumas medidas de saúde pública, “não vale a pena” qualquer ilusão nesta matéria, porque o “petroleiro está a aproximar-se do ‘iceberg’ e “todos aqueles que têm mais de 55 anos estão a caminhar inexoravelmente para a acumulação de carga de doença”.

Para o antigo governante, “o sistema de saúde tem que estar preparado” para reabilitar “uma população que, estando apesar de tudo ativa, está doente” e deve também introduzir, para os que têm 15 ou 20 anos, políticas públicas promotoras de uma vida mais saudável.

View the original on Observador Desporto →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.