Cotado para Fazenda sob Flávio Bolsonaro, Kayath critica ideia de 'Posto Ipiranga'
Ex-diretor do Credit Suisse e cotado para o Ministério da Fazenda de um eventual governo Flávio Bolsonaro (PL), o economista Marcelo Kayath disse nesta quarta-feira (7) ser contra o conceito de "Posto Ipiranga", apelido dado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro a Paulo Guedes, na campanha de 2018.
"Eu sou contra esse conceito de Posto Ipiranga. O ministro da Fazenda precisa de uma equipe que tenha meta, que busque resultado e que a vaidade fique em segundo plano", disse o economista em entrevista à CNN.
Segundo Kayath, a ideia pressupõe que haja uma "pessoa genial, brilhante, acima das outras", que vai ditar os rumos e as soluções do país. "Eu acho que não é assim."
Kayath fez questão de dissociar a crítica da figura do ex-ministro da Economia de Bolsonaro
"Não estou de maneira nenhuma fazendo uma crítica ao ministro Paulo Guedes, porque quem trouxe essa ideia não foi ele. Ele foi chamado de Posto Ipiranga", disse. "Tenho o maior respeito por ele e o acho um grande quadro do país."
Para o economista, o ministro é um coordenador de equipe e, principalmente, um negociador político. "Ser técnico é uma condição necessária, porém não suficiente", ponderou.
Questionado se aceitaria o cargo em um eventual governo de Flávio, Kayath afirmou que nunca tratou do assunto com o candidato. Disse também que é preciso esperar antes o resultado da eleição e saber que tipo de mandato terá o governo.
Como exemplo do que pode dar errado, ele citou Joaquim Levy, ministro da Fazenda do segundo mandato de Dilma Rousseff (PT), em 2015. "Nós tivemos o Joaquim Levy tentando fazer ajustes com uma presidente que não acreditava no que ele estava propondo", afirmou.
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