A reação do Muse ao perder nome de usuário no Instagram para Mark Zuckerberg

Matt Bellamy, vocalista da banda, revela ter conversado diretamente com o bilionário sobre o caso: ‘Ele me convidou para encontrá-lo’
Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)
Quando a Meta decidiu que sua nova ferramenta de inteligência artificial se chamaria “Muse“, a famosa banda de rock britânica, Muse, teve que abrir mão do nome de usuário @muse nas redes sociais — passou, a partir de então, a ser @museband.
Considerando o histórico do vocalista Matt Bellamy em compor letras sobre distopias tecnológicas, muitos poderiam esperar algum tipo de protesto ou críticas ácidas à big tech. No entanto, a reação do músico foi surpreendentemente tranquila.
Em entrevista ao iHeartRadio (via Music Radar), Bellamy esclareceu que não houve roubo de nome, mas sim uma conversa direta e amigável com o próprio fundador da Meta, Mark Zuckerberg:
“Nós batemos um papo. Ele me convidou para encontrá-lo, e nós conversamos”.
O músico revelou ainda que recebeu de Zuckerberg uma versão beta da inteligência artificial antes do lançamento oficial e resumiu sua impressão sobre o executivo:
“Ele é legal. Não é tão ruim assim.”
A resolução do caso envolveu ainda questões de marcas registradas. Segundo Bellamy, o acordo estabeleceu alguns limites específicos:
“É uma questão de marca registrada. Então eu disse: ‘Não mexam com música, não mexam com produtos licenciados’. Assim, posso vender camisetas do ‘Muse AI’, mas não posso criar uma IA chamada Muse, basicamente.”
A Muse da Meta promete ajudar usuários em tarefas do dia a dia, como responder e-mails, organizar agenda e transformar metas de longo prazo em planos de ação.
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Guilherme Gonçalves é jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e atua no jornalismo esportivo desde 2008. Colecionador de discos e melômano, também escreve sobre música e já colaborou para veículos como Collectors Room, Rock Brigade e Guitarload. Atualmente, é redator em IgorMiranda.com.br, revisa livros das editoras Belas Letras e Estética Torta e edita o Morbus Zine, dedicado a resenhas de death metal e grindcore.
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