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Monday, October 5, 2026

Josias: 'País vive onda de direita, que empurra esquerda para o divã'

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Josias disse que parte do eleitorado quer proteção, mas também quer consumo, autonomia e chance de ascensão.

Você tem trabalhadores assalariados que querem proteção, mas também querem consumir, querem empreender, querem ascender. O pequeno empreendedor que não se vê como capitalista, mas tampouco se vê como trabalhador organizado. Tem o jovem conectado às plataformas, a essa economia digital, essa ideia de ter mais autonomia. Para quem construiu a sua mensagem no século passado, na era dos sindicatos, é preciso atualizar.
Josias de Souza

O colunista citou o debate sobre o fim da escala 6x1 como exemplo de pauta com potencial político, mas apontou limites. Para ele, a discussão dialoga mais diretamente com quem está na CLT, enquanto deixa de fora quem trabalha por conta própria ou tenta abrir um pequeno negócio.

Se a mensagem é que o trabalhador precisa de dois dias de descanso, esse diálogo é estabelecido com quem está dentro da CLT. Mas quem está fora, como é que você vai dar mais tempo, mais renda, mais previsibilidade, proteção, sem tratar do sujeito que quer abrir uma loja, quer vender pela internet, quer trabalhar por conta própria, quer montar sua própria empresa?
Josias de Souza

No debate, José Roberto de Toledo discordou do diagnóstico de que a chave principal estaria nos trabalhos por aplicativo e disse ver um fator mais direto: a campanha de Lula teria olhado demais para o passado, enquanto Flávio Bolsonaro teria captado o desejo de mudança.

Eu acho que o principal problema dessa campanha do Lula foi que ela olhou a maior parte do tempo para trás, para o passado, e tentou fazer uma comparação com o governo do pai, do Jair, e o governo dele. Quando você tem um governo que é mal avaliado, que tem um saldo negativo ou muito próximo de zero, a gente chama essa de uma eleição de mudança, porque se as pessoas estão insatisfeitas, elas querem mudar. E o Flávio captou isso muito bem.
José Roberto de Toledo

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