Doentes pedem mais empenho na dispensa de medicamentos

A Plataforma Saúde em Diálogo saudou esta segunda-feira o alargamento da lista de medicamentos para tratamento do cancro disponíveis para dispensa em proximidade e pediu mais rapidez na concretização deste modelo, que pode envolver cerca de 150 mil doentes.
A associação de doentes mostra-se preocupada pela forma como está a ser concretizado o regime de dispensa em proximidade (nas farmácias comunitárias) dos medicamentos que os doentes têm de levantar nos hospitais, pedindo que todas as Unidades Locais de Saúde (ULS) se alinhem no objetivo de “colocar o doente no centro”.
Recorda que as associações de doentes já se manifestaram disponíveis para colaborar, ajudando a dar conhecimento aos doentes deste serviço, que tem um potencial para abranger até 150 mil doentes.
A Plataforma Saúde em Diálogo considera que o sucesso deste modelo de dispensa de medicamentos implica um “compromisso continuado” entre o Governo, as ULS, os reguladores, os profissionais de saúde e as associações de doentes e pede que, assim como aconteceu nos medicamentos para cancro, seja possível integrar mais medicamentos de outras áreas, como, por exemplo, os tratamentos para a insuficiência renal.
Citado no comunicado, o vice-presidente da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR), Carlos Coelho, defende a dispensa em proximidade de toda a medicação hospitalar, exigindo a eliminação das barreiras logísticas que continuam a impedir o acesso em proximidade dos doentes com insuficiência renal ou transplantados.
“É importante que a legislação se traduza em ganhos reais de eficiência e de qualidade de vida, colocando a conveniência e a segurança do doente acima da burocracia administrativa”, acrescenta.
[Annie está de volta a Havana. Apesar das relações privilegiadas com altas figuras do regime, quer viver como os cubanos, divertir-se como os cubanos e… sofrer como os cubanos. Mas continua a ser filha do diretor da PIDE. E Fernando Silva Pais e Armanda Palhota não estão dispostos a deixá-la passar tão facilmente para o lado do inimigo. Já pode ouvir o terceiro episódio de “Os Escândalos de uma Revolucionária”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no YouTube.]
No caso da insuficiência renal crónica e transplantação, os doentes alertam para a necessidade de rever a lista de medicamentos dispensados em proximidade para que possa incluir outros fármacos que consideram determinantes para o sucesso do transplante e para a sua estabilidade clínica.
A Plataforma recorda que são milhares os doentes crónicos obrigados a ir regularmente ao hospital levantar a medicação, o que representa tempo, custos e uma exigência adicional de uma vida que já é condicionada pela doença.
Pede assim que as ULS de todo o país identifiquem e incluam no modelo de dispensa em proximidade todos os doentes elegíveis, garantindo que esta possibilidade chega efetivamente a quem dela pode beneficiar.
Segundo dados divulgados em abril pela Plataforma Saúde em Diálogo, apenas 1.380 utentes beneficiavam do regime de dispensa em proximidade, num universo estimado entre 100 mil e 150 mil.
O regime permite que os doentes em ambulatório hospitalar levantem a sua medicação em farmácias comunitárias ou locais de preferência, evitando deslocações frequentes aos hospitais.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.