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Sunday, October 11, 2026

O turbilhão social e político em França

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A Europa e Portugal observam as violentas manifestações urbanas em França, manifestações juvenis instrumentalizadas por uma não assumida aliança entre os movimentos políticos da extrema-esquerda e os movimentos políticos do islão radical.

O extremismo radical do LFI “La France Insoumise”, as organizações “Black bloc” e o mais básico vandalismo instrumentalizaram os protestos iniciais para lançar uma onda de ódio que progride em grande medida pelas populações com origem magrebina e subsaarianas das áreas suburbanas, dos “banlieues”.

Nestas manifestações estão presentes os traços sociais dos grandes complexos habitacionais do tipo HLM “Habitation à loyer modéré”, dos bairros QPV “Quartiers prioritaires de la politique de la ville” traços sociais presentes em Paris (Île-de-France, Seine-Saint-Denis, etc), em Lyon (Vaux-en-Velin e Vénissieux), em Marselha (Quartiers Nord) ou em Estrasburgo (Neuhof e Hautepierre).

A intolerante e agressiva aliança dos mais violentos radicalismos unidos pela promoção conjunta da imigração desregulada e do multiculturalismo está novamente direcionada para a divisão social e contra a estabilidade e a moderação política.

Movimentos com enquadramento, apoio e ligações internacionais que, embora na essência conflituantes, estão instrumental e temporariamente alinhados pela máxima do “inimigo do meu inimigo… meu amigo é”.

Movimentos extremistas violentos, não distantes da retórica de Putin e unidos contra os valores da democracia liberal, contra o capitalismo, a União Europeia, a NATO, o centro social e político, isto é, unidos contra os elementos daquilo a que os extremistas chamam o ‘establishment’.

Movimentos extremistas políticos já com bandeiras e flotilhas comuns e que voltam a instrumentalizar a fragmentação social e política que os próprios criaram nas áreas urbanas para tentar provocar a erosão da coesão e da harmonia social e política.

Moldura social e política que grita instrumentalmente pela tolerância apenas para melhor agir de forma intolerante e obter a radicalização social e política da França.

Cenário gerador de uma espécie de bola de neve política que despoleta o crescimento da extrema-direita e que alimenta o crescimento geral da violência e do extremismo político bem como o enfraquecimento da estabilidade e da moderação política.

Importa assim colocar um travão a todos os sinais e sintomas próprios deste minoritário, mas ativista e mediático turbilhão mediático, social e político.

Colocar um sério e decisivo travão, pois ser tolerante com os intolerantes é apoiar ao crescimento da intolerância e determinar assim o fim da própria tolerância.

Importa na Europa, em França, em Portugal e em Lisboa rapidamente prevenir o contágio do vírus do extremismo e do radicalismo político da extrema-esquerda e do fundamentalismo religioso e assim também evitar o crescimento da extrema-direita e a violenta divisão e radicalização da sociedade.

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