Bella Longuinho revela quanto fatura com conteúdo sensual por mês: 'Hoje ganho muito mais'

Bella Longuinho, de 24 anos, viu sua vida mudar quando entrou para a internet em 2020. Quatro anos depois, a influenciadora iniciou o seu processo de transição de gênero e decidiu compartilhar esse momento tão íntimo com os seguidores.
Em entrevista à Quem, Bella diz que percebeu um aumento expressivo não apenas no engajamento, mas também na sexualização de sua imagem. Hoje, ela transforma parte dessa exposição em trabalho e revela que chega a faturar entre R$ 150 mil e R$ 200 mil por mês com a produção de conteúdo adulto em plataformas virtuais.
O trabalho, entretanto, também vem um combo com o problema da sexualização, algo que Bella entende bem, já que começou com esse tipo de conteúdo ainda antes da sexualização e hoje consegue ver a diferença com que corpos distintos são recebidos na plataforma. "A sexualização não chega a ser um receio, é uma certeza. Eu vejo que o meu corpo é muito mais sexualizado. Eu já trabalhava com isso antes de transicionar. Então eu vejo a diferença da sexualização para um homem gay para uma mulher trans", diz
O conteúdo sensual produzido por ela é comercializado por meio de uma plataforma de assinaturas e se tornou uma das principais fontes de seu faturamento. Bella conta que nunca havia ganhado tanto dinheiro e que, ao contrário do que imaginava inicialmente, sua transição não provocou uma perda de público.
"É bizarro, hoje em dia eu faturo muito mais, eu ganho muito mais. Tudo é maior, o engajamento é maior, o preconceito é maior, mas o dinheiro é maior. Tudo triplicou. Eu amo dinheiro, sempre falo que adoro ganhar dinheiro, mas não vou mentir que é um pouco chato na questão pessoal", completa.
Ela revela que sentiu medo em anunciar o processo de transição, principalmente pelo receio de perder seguidores. O resultado, porém, foi o oposto e ela atraiu um novo público interessado nos conteúdos de moda e beleza que a influenciadora passou a produzir.
"Eu pensei muito antes de anunciar minha transição, eu tinha muito medo de como isso ia afetar o meu trabalho, porque eu já tinha uma imagem montada. Mas eu não ia deixar o meu trabalho sobressair quem eu sou. Então eu falei: 'Ai, se for para perder, que perca, livramento. Tenho certeza que vão ter novas pessoas querendo'. E realmente eu mudei muito o meu público e muita gente permaneceu, mas eu ganhei um novo público", diz.
Apesar do sucesso financeiro com o conteúdo adulto, Bella afirma que a atividade também traz consequências para sua carreira como influenciadora. Segundo ela, algumas marcas ainda demonstram resistência em trabalhar com uma pessoa que produz conteúdo sensual em uma plataforma de assinatura.
Ainda existe um super preconceito com quem faz essas plataformas. Eu tive que abrir isso para sobreviver. Antes, no meu início da minha carreira na internet, era o meu sonho trabalhar com marcas, não precisar abrir um OnlyFans, mas o mercado publicitário está muito difícil. Então chegou um momento, em 2023, que eu falei: "Ó, beijo para as marcas, vou abrir meu bom OnlyFans e e vou mudar a minha vida'. E mudou a minha vida. É a minha maior fonte de renda até hoje", conclui.
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