Flor Gil fala sobre paixões na adolescência e vida no exterior: 'Falei que estava apaixonada e não passei vergonha'

Após concluir seu Ensino Médio nos Estados Unidos, Flor Gil retornou ao Brasil para estrear na atuação com a peça musical Confissões de Adolescente, obra famosa dos anos 90 que reflete sobre os dilemas desta fase na vida. Em entrevista para a Quem, a filha de Bela Gil e neta de Gilberto Gil refletiu sobre como foi sua própria adolescência e revelou se pretende viver no exterior.
"A adolescência para mim foi uma beleza. Muitas coisas que fui aprimorando, muitas inseguranças que fui analisando, entendendo e convivendo com isso e me desfazendo. É um momento essencial, de uma intensidade que só na adolescência se tem", reflete a jovem de 18 anos.
"Conseguir identificar isso e trazer isso ao longo da vida, ou para um personagem, por exemplo, é muito rico", diz. Durante sua adolescência, Flor viveu um relacionamento com a modelo estadunidense Nikita Gontarcyk, com quem terminou recentemente, mas afirmou que não foi só por ela que seu coração bateu mais rápido.
"Já me relacionei com várias pessoas, já me apaixonei várias vezes e esse sentimento de paixão é avassalador. É uma coisa muito gostosa que geralmente se sente numa paixão, numa primeira paixão", descreve. Flor afirma que busca trazer essa intensidade para sua personagem Carol em Confissões de Adolescente, que está vivendo seu primeiro amor.
Vida no exterior
Em junho deste ano, a jovem atriz se formou na Special Music School do Kaufman Music Center, em Nova York (Estados Unidos). A escola é conhecida por misturar os conhecimentos do Ensino Médio com complementação de matérias voltadas ao universo da arte.
Quando questionada se viver no exterior é um objetivo para seu futuro, Flor foi com calma e disse que prefere dar um passo de cada vez. "O convite para Confissões veio após eu ter me mudado para o Brasil. Eu me formei no exterior e me mudei para viver essa fase da vida aqui agora", frisa.
"Eu não sou de morar em um lugar só. Até que meus pais nunca moraram em um lugar só, tipo, tive várias casas de infância e continua sendo assim. Tenho vontade de pertencer a essa rotina de estar se mudando e encontrando novos lares", fala.
Foi vivendo assim que Flor conta que chegou aos palcos teatrais. "Como no teatro está sendo agora, encontrando um novo lar, talvez me apaixonando e ver como vai ser essa experiência", diz. Sob essa ótica, a jovem afirma que não prevê ao certo seu futuro na atuação.
"[Quero] ficar aberta às possibilidades. Não é algo que eu tenha uma grande ambição, mas gosto de ser dedicada às coisas que vêm pela frente. Me dedicar a estudar e aprender como se não houvesse amanhã", comenta.
Ao refletir sobre sua estreia de atriz, afirma: "Eu sou uma pessoa que gosta de se tirar da zona de conforto, mas às vezes, é difícil de lidar, porque é muito diferente, é muita novidade. Acho que estou construindo ainda as minhas habilidades sempre, mas dessa primeira vez [especialmente]".
Sua confissão de adolescente
Fazendo jus ao nome da peça, Flor conta que, durante os ensaios, foi levantada a provocação de qual seria a confissão de adolescente. Longe de bebidas ou do fumo, a jovem conta que a dela esteve relacionada a um coração partido.
"[Durante] a minha primeira paixão, eu contei para todo mundo! Estava super apaixonada, uma paixão completamente platônica, que não era recíproca, mas que eu criei um grande mundo na minha cabeça", começa.
"Contei para todo mundo, até que uma hora fiquei morrendo de medo dessa pessoa saber e fiz minha primeira confissão, da minha primeira paixão. Falei que eu estava apaixonada e não passei vergonha. Ainda bem!", brinca.
Segundo Flor, a lição que guardou nesta situação foi que "depois disso, aprendi que o melhor é falar e lidar com as consequências, o melhor é falar de qualquer jeito".
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