PunchArmy arrests fake soldier accused of defrauding Gombe, Bauchi womenInquirerWater shortage grips Northern Samar capital as El Niño strengthensESPNWil Lutz drills walk-off field goal to defeat Seahawks in OTESPN DeportesDefensiva de Broncos llevan al equipo al triunfo en casaDaily MaverickUkraine hits Russian refinery as Zelensky says ‘we’re done’ with Trump’s energy truceThe Jerusalem PostMajority of Israelis back Haredi draft law, October 7 inquiry, IDI survey findsZDF heuteAktuelle Pressemitteilungen des ZDFGIGAZINENVIDIAが画像・動画・文章をまとめて理解するオープンウェイトAI「Nemotron 3.5 Super VL」を公開、処理コストを40分の1に削減する事例もNHK 社会東海道新幹線 地震防災システム作動で一時運転見合わせも再開New Straits TimesPH assemblymen slam Negri Sembilan government over assembly sitting postponementRapplerIsraeli firm used online ads to run vast spy operation, researchers sayCollider8 Sci-Fi Shows in Space That Are 10/10 Masterpieces
The Daily Newsstand · Free, Always
Friday, October 16, 2026

Vorcaro diz que crise reputacional do BRB foi causada por operação da PF contra Master

Translate

Brasília O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, disse em depoimento à Polícia Federal nesta quinta-feira (15) que a origem da crise reputacional do BRB (Banco de Brasília) foi a própria operação Compliance Zero, que investiga a compra de carteiras de crédito fraudulentas entre os bancos.

O ex-banqueiro avaliou que a ação policial foi açodada e envolveu a instituição "num enredo falso de suposta fraude bilionária". As informações foram divulgadas por sua defesa, por meio de nota, após Vorcaro falar por cerca de três horas à PF.

Segundo seus advogados, Vorcaro ainda alegou que a operação "abalou a confiança indispensável para o regular funcionamento de um banco, além de ter negado a existência de prejuízo ao BRB ou a clientes".

Homem de cabelo preso e barba, vestido com terno escuro e gravata, sentado em cadeira branca segurando microfone. Fundo azul com logotipo 'esfera' repetido em painel.
O ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, durante o Seminário Brasil Hoje, organizado pela Esfera Brasil, no Palácio Tangará, em São Paulo - Rubens Cavallari- 22.abr.24/Folhapress

Ele também sustentou que as operações realizadas entre o Banco Master e o BRB consistiram em negócios lícitos, "embasados em decisões técnicas e colegiadas tomadas pelas instâncias de governança de ambas as instituições, sem gerar qualquer prejuízo ao Banco de Brasília".

Publicidade

O dono do Master ainda negou a venda ao BRB de carteiras de consignado forjadas no valor de R$ 12,2 bilhões, o equivalente a mais de 20% das operações de crédito do Banco de Brasília.

As investigações apontam que as operações de crédito consignado posteriormente vendidas ao BRB teriam sido adquiridas pelo Master da consultoria de crédito Tirreno e que esses empréstimos teriam origem em associações de servidores públicos da Bahia.

Publicidade

Vorcaro disse que o negócio não foi concluído nem gerou qualquer prejuízo ao BRB ou a seus clientes.

"Ao contrário do que se especulou, a troca de ativos realizada demonstra que os negócios entre o Banco Master e o BRB geraram resultados positivos para o Banco de Brasília".

A defesa do ex-banqueiro acrescentou que apresentará, nesta sexta-feira (16), contestação do caso na esfera cível e pedirá a realização de perícia "a fim de sepultar definitivamente a narrativa fantasiosa de fraude e prejuízo".

O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, também prestou depoimento nesta quinta. Ele está preso desde o dia 16 de abril no mesmo inquérito.

As investigações indicam que Costa teria papel central nas decisões sobre as compras das carteiras. Ele esteve à frente do BRB de 2019 a novembro de 2025 por indicação do então governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB).

Publicidade

O executivo era alvo de investigações desde a primeira fase da operação, deflagrada em 18 de novembro de 2025. Na ocasião, o Ministério Público Federal chegou a pedir a prisão do executivo, mas a medida foi negada pela Justiça Federal, que determinou apenas seu afastamento do comando do banco. A defesa do executivo não respondeu os contatos feitos pela reportagem.

Homem de camisa branca sentado no banco do motorista de um carro, olhando para baixo. Reflexos de prédios e céu azul são visíveis no vidro dianteiro do veículo.
O ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa ao ser preso pela Polícia Federal - Gabriela Biló - 16.abr.2026/Folhapress

No início de abril, o BRB entregou à PF o relatório final de uma auditoria independente sobre seus negócios com o Master. O material consolidou suspeitas que já vinham sendo apuradas desde a primeira fase da operação.

A auditoria aponta que as operações de compra de carteiras do Master eram tratadas internamente como "negócio do presidente" e conduzidas sob pressão e urgência.

Ao todo, o BRB comprou R$ 21,9 bilhões em carteiras do banco de Vorcaro. Parte relevante desses ativos, cerca de R$ 12,3 bilhões, apresenta indícios de ausência de lastro, inconsistências estruturais e vícios documentais.

View the original on UOL →

KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.