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Sunday, September 13, 2026

16h. Livre diz que o governo vai tentar aprovar Lei Laboral

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Temos notícias na Rádio Observador com o jornalista Carlos Pedro. Carlos, continuamos a olhar para o alerta deixado ontem pelo CEO da Anthropic, que pede um abrandamento no desenvolvimento de novos sistemas de inteligência artificial. O professor José Tribolet pede regras na indústria e admite que os alertas não devem ser ignorados.

Dario Amodei, o CEO da Anthropic, já tinha proposto ontem um plano para regulamentar o crescimento da inteligência artificial a nível internacional, isto com a intervenção de governos de todo o mundo. Depois, em entrevista à CNN Internacional, sublinha que é preciso dar tempo para gerir os riscos desta nova tecnologia. Ouvido na Rádio Observador, o professor de Sistemas de Informação do Instituto Superior Técnico, José Tribolet, partilha destas mesmas preocupações e sublinha que há mesmo falta de regras na indústria.

Nós vivemos no espaço físico e no espaço virtual ao mesmo tempo. E nós não temos, neste momento, coletivamente, instrumentos institucionais, não temos instrumentos jurídicos, não temos instrumentos de supervisão, de repressão, de policiamento, que nos deem o mínimo de condições para perceber que nós podemos viver e conviver entre nós e com estes entes, estes agentes dotados de inteligência artificial e outros com menos inteligência, com um conjunto de regras.

José Tribolet, professor de Sistemas de Informação no Instituto Superior Técnico, em entrevista à Rádio Observador. Já o ex-coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança, Pedro Veiga, reconhece os perigos apontados por várias empresas e especialistas e diz também que é a altura de os governos se chegarem à frente.

Tudo isto é muito complicado. Os governos têm de intervir, mas têm de ser os governos a nível mundial e também as nossas polícias que acompanham isso devem verificar os criminosos, porque os criminosos depois não seguem a lei. Podemos ter umas leis lindíssimas, mas depois os criminosos atuam à margem da lei.

O ex-coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança, Pedro Veiga, em entrevista também à Rádio Observador, apela a que sejam tomadas medidas efetivas, sujeitas à fiscalização, para assegurar o cumprimento da lei.

E falamos agora da rentrée política do LIVRE. A porta-voz Isabel Mendes Lopes acusa o governo de tentar aprovar o pacote laboral às postas no Parlamento.

Um pacote laboral, entretanto, chumbado em junho, a que a porta-voz do LIVRE considera que a Ministra do Trabalho não vai desistir de fazer uma reforma na lei do trabalho. Deixa, por isso, um alerta.

Não nos podemos deixar enganar, porque o pacote laboral foi derrotado pela força das ruas, pela força dos sindicatos, e isso mostra como é importante a cooperação, o movimento sindical e que tem que ser ainda mais reforçado. Mas não nos podemos deixar enganar, porque a Ministra do Trabalho não vai desistir. Ela já disse que vai querer apresentar o pacote laboral às postas no Parlamento. E isso ainda é mais grave, porque é mais fácil ser passado, é mais fácil a extrema-direita fazer aprovar.

Isabel Mendes Lopes, no discurso de encerramento da rentrée política do LIVRE, na Alfândega do Porto. O LIVRE deixou algumas medidas que pretende ver discutidas no Parlamento, no Orçamento do Estado, tais como um passe de mobilidade nacional, o reforço do abono de família e ainda a rede pública de lares. São alguns dos desejos do partido LIVRE para a discussão do Orçamento do Estado para 2027. Estas propostas têm de ser formalmente entregues no Parlamento até dia 12 de outubro.

E a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal defende que é possível chegar a um acordo sobre a reforma laboral.

É o que defende o líder desta organização, Gustavo Paulo Duarte, em entrevista ao Jornal de Negócios e à Antena Um. Ainda assim, diz que para isso é preciso que o documento contenha medidas que verdadeiramente interessam. Gustavo Duarte confessa que acredita numa reforma laboral porque a discussão anterior veio provar que todos querem melhorias de condições. Em relação ao documento anterior, o líder da CCP diz que não é a única proposta possível e considera que uma reforma laboral deve abranger todos os setores de atividade. Nesse sentido, diz que, por exemplo, a reforma anterior não ia resolver os problemas no setor dos transportes. Entretanto, governo e parceiros sociais reúnem-se na próxima quarta-feira, num encontro que vai juntar também o ministro das Finanças.

E em destaque as propostas do Chega para baixar o IVA nos combustíveis e no cabaz alimentar. O PS acusa o partido de André Ventura de querer enganar os portugueses.

Em causa a troca de acusações entre os dois partidos sobre estas propostas. O PS diz que já tinha proposto a descida do IVA nos combustíveis e no cabaz alimentar, mas André Ventura refutou essa mesma ideia ontem e diz que os socialistas apenas apresentaram recomendações. Já esta manhã, em conferência de imprensa na sede do partido, no Largo do Rato, Eurico Brilhante Dias avisa que as propostas do Chega não podem ser aplicadas este ano e por isso o partido de André Ventura está a tentar enganar os portugueses.

O Chega está a libertar o governo do ônus de apoiar as famílias portuguesas e apresenta dois projetos de lei. Dois projetos de lei que serão discutidos, segundo diz, segundo a agenda da Assembleia da República, a 24 de setembro. Nenhum dos dois. Não só não terá eficácia em 2026, como não terá a sua votação final global, quanto mais a sua promulgação por Sua Excelência, o senhor Presidente da República, antes de que seja conhecido ou conhecida a proposta de lei do Orçamento de Estado.

Os problemas na educação também foram tema nesta conferência de imprensa. Esta manhã, o líder da bancada socialista afirma que Fernando Alexandre é candidato a ser o pior ministro da Educação desde o 25 de abril.

E na atualidade internacional, o Irã volta a dizer que o acordo com Omã não leva à reabertura do Estreito de Ormuz.

Isto pelo menos até os Estados Unidos assumirem os compromissos no conflito. É o que diz o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araqchi, em entrevista ao Al Arabi Al Jadeed. O governante remete a discussão para os termos do memorando de Islamabad, assinado em junho. O documento determinava o fim dos ataques e do bloqueio naval dos Estados Unidos, a reabertura de Ormuz e o levantamento de todas as sanções. Ontem, o Irã chegou a acordo com Omã para a navegação em Ormuz, sem que isso signifique a total abertura do estreito. Os iranianos acusam os Estados Unidos de não respeitarem o acordo assinado no mês de junho.

E no desporto, Cristiano Ronaldo defende que a Liga Saudita deve agir depois do médio português Rúben Neves ter sido provocado por adeptos adversários com cânticos sobre Diogo Jota.

Aconteceu ontem no duelo entre o Al Taawon e o Al-Hilal para a Liga Saudita. Os adeptos da casa entoaram o nome de Diogo Jota, um dos melhores amigos de Rúben Neves, para provocar o ex-futebo do Porto. O capitão da Seleção Nacional já reagiu numa publicação da LiveMode TV nas redes sociais para pedir limites e ação à organização que tutela o futebol saudita. Também Rúben Neves tinha reagido no final do jogo, mas mais figuras, entretanto, já reagiram, inclusive um conhecido comentador saudita e um jogador do Al-Ahli. Ambos condenaram a atitude dos adeptes do Al Taawon.

E falamos ainda de Fórmula 1 neste jornal para dizer que o italiano Kimi Antonelli é o grande vencedor do Grande Prêmio de Espanha.

E assim continua a liderar o Campeonato Mundial. Kimi Antonelli alcançou a oitava vitória da carreira depois de ter partido da segunda posição neste regresso da Fórmula 1 à Espanha, à cidade de Madrid. Max Verstappen ficou na segunda posição. A fechar o pódio ficou o britânico Lando Norris.

E assim fechamos o jornal das 16h, edição do jornalista Carlos Pedro. Até já, Carlos.

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