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Monday, October 19, 2026

Grupo entra em blocos da UFRR, interrompe aulas e retira cartazes em Boa Vista

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Segundo a Polícia Militar, o grupo retirou uma bandeira do prédio de Direito e depois seguiu para o CCH, no campus Paricarana, no bairro Aeroporto, onde recolheu materiais fixados nas paredes.

Ao g1, um servidor da universidade que presenciou a ação e não quis se identificar na reportagem relatou que a bandeira retirada era de um movimento estudantil antifascista.

"Eles foram primeiro no curso de Direito e arrancaram uma bandeira, uma bandeira antifascista. Não tinha propaganda nenhuma dessa bandeira, tinha só assim: 'Alunos da UFRR antifascismo'", disse o servidor público.

No prédio do Centro de Ciências Humanas, segundo o relato, o grupo interrompeu aulas, hostilizou servidores e recolheu materiais informativos.

"Eu abordei eles e disse que não podiam fazer aquele tipo de ação. Se você acha que tem algo errado, tem que procurar o TRE para que a Polícia Federal investigue", disse o servidor.

Segundo o servidor, o grupo agiu de forma truculenta sob o argumento de fiscalizar propaganda partidária. Ele suspeita que pelo menos dois integrantes estivessem armados. A equipe de segurança da universidade acionou a PM.

À Polícia Militar, dois homens, de 32 e 24 anos, que se apresentaram como representantes do grupo disseram que foram ao local "com o objetivo de exercer a fiscalização de propagandas político-partidárias dentro da instituição”.

A PM informou que mediou o conflito entre as partes, "buscando restabelecer a tranquilidade e a ordem pública no local". Segundo a corporação, o grupo deixou o campus, as partes foram orientadas e a bandeira foi devolvida.

A ocorrência foi encerrada no local, sem registro de prisões. O caso foi registrado na delegacia como conflitos diversos.

Procurada, a Polícia Civil disse que há mais de um boletim de ocorrência registrado sobre o caso. Os registros foram feitos inicialmente no 1º Distrito Policial e depois encaminhados ao 2º Distrito Policial, onde a investigação será conduzida.

"Cabe à autoridade policial responsável proceder à apuração dos fatos, com o objetivo de verificar a eventual ocorrência de infração penal e, se for o caso, identificar o autor ou os autores. Após a conclusão dos procedimentos cabíveis, o caso poderá ser encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público de Roraima", ressaltou a corporaç.

A reportagem também procurou a UFRR sobre o assunto, mas não recebeu resposta até a última atualização.

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Estudantes denunciam deputado

Ação aconteceu no bloco de Direito da Universidade Federal de Roraima — Foto: Arquivo pessoal

O caso ocorreu um dia após estudantes do curso de Direito denunciarem o deputado estadual reeleito Marcinho Belota (PL) e a ex-candidata da deputada federal Athally Albuquerque (Republicanos) por destruição de panfletos informativos na universidade, na sexta-feira (16). A denúncia foi apresentada ao Ministério Público Federal (MPF).

De acordo com a denúncia, os dois entraram na instituição e alegaram que os panfletos com informações sobre o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) eram "fake news". Antes da ação, eles teriam procurado a Reitoria da UFRR para pedir a retirada do material, mas o pedido foi negado porque a universidade entendeu que a divulgação respeitava a legislação eleitoral.

Ainda conforme a denúncia, os dois foram ao bloco do curso e rasgaram os materiais deixados pelos estudantes. O documento também afirma que eles tentaram provocar os alunos para gerar confronto.

Em nota sobre o caso ocorrido na sexta-feira, a UFRR manifestou "veemente repúdio" aos atos de invasão e depredação ocorridos no Centro Acadêmico de Direito. A instituição afirmou que divergências políticas fazem parte da vida universitária, mas destacou que não tolerará intimidação, destruição de patrimônio ou ações que comprometam o ambiente democrático.

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