Viola Davis revela diagnóstico de herpes-zóster e relembra dores intensas: 'Era difícil até caminhar'

Viola Davis, de 61 anos, revelou que foi diagnosticada com herpes-zóster, uma infecção viral, mais de uma vez. Em entrevista à revista People, a atriz, vencedora do Oscar, Emmy, Grammy e Tony Awards, relembrou os episódios da doença e contou que chegou a sentir dores tão intensas que mal conseguia caminhar, deitar ou se levantar.
O primeiro diagnóstico ocorreu em um período de intensa dedicação à carreira, pouco depois de adotar a filha, Genesis Tennon, e de receber uma indicação ao Oscar por sua atuação em Histórias Cruzadas (2011).
"Eu tinha acabado de me tornar mãe. Havia adotado recentemente minha filha. Estava vivendo o reconhecimento que veio depois da minha indicação ao Oscar por Histórias Cruzadas. Então, eu trabalhava, trabalhava, trabalhava, até chegar ao meu limite", relembrou.
A artista, que voltou a enfrentar a infecção posteriormente, descreveu os sintomas que a surpreenderam na época. "De repente, acordei com sintomas semelhantes aos de uma gripe e uma erupção cutânea extremamente dolorosa. Quero dizer, em uma escala de zero a dez, eu daria nota nove para a dor", contou.
"Começou na minha barriga e se espalhou até as costas. Desapareceu, mas depois voltou, com três bolhas na parte superior das costas. Fiquei surpresa com a intensidade da dor. Era difícil me deitar, levantar e caminhar. Dor nos nervos, tudo isso", acrescentou.
Segundo Viola, a dor era tão forte que, inicialmente, ela acreditou ter sido picada por uma aranha venenosa. Por isso, descobrir que estava com herpes-zóster foi "a maior surpresa da minha vida". "Eu não sabia absolutamente nada sobre herpes-zóster", admitiu.
Sobre a doença e o aprendizado
O herpes-zóster é uma infecção causada pela reativação do vírus varicela-zóster, responsável pela catapora. De acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), a doença provoca erupções cutâneas dolorosas, geralmente em apenas um dos lados do corpo, e pode causar coceira, formigamento e dores nervosas prolongadas. O risco aumenta a partir dos 50 anos.
A experiência fez a atriz repensar a maneira como lidava com a própria saúde. Acostumada a uma rotina intensa de trabalho, Viola acreditava que manter hábitos saudáveis e suportar o cansaço eram suficientes para protegê-la de doenças.
"Eu sentia que, de certa forma, estava imune a qualquer doença naquele momento, porque me exercitava e me alimentava bem. Achava que era saudável porque fazia todas as coisas certas. E então, de repente, tive herpes-zóster", declarou.
"Eu me sentia como uma soldado. Quanto mais eu conseguisse suportar, mais forte seria. Não sabia que não é disso que se trata a força. Ser forte significa cuidar do próprio corpo com carinho e ter uma boa saúde à medida que envelhecemos", refletiu.
Após os episódios da doença, a atriz passou a dar mais atenção aos sinais do corpo e se uniu à farmacêutica GSK na campanha Shingles, Actually, voltada à conscientização sobre o herpes-zóster e à importância da prevenção entre pessoas com 50 anos ou mais.
"Senti que era a porta-voz perfeita para essa campanha, porque a experiência me despertou para a importância de ouvir meu corpo, algo que eu não fazia antes. Eu achava que ouvir meu corpo era um sinal de fraqueza. Que isso me faria parar. Era como uma lombada no caminho, e eu precisava continuar acelerando", explica.
"Mas você precisa sentir que é importante o suficiente para entender que a vida não deve ser vivida com algo que lhe cause uma dor debilitante. Você precisa procurar seu médico. Precisa buscar um profissional de saúde", completou.
Atualmente, Viola afirmou que mantém contato frequente com seu médico e passou a priorizar a prevenção, mesmo quando não apresenta sintomas. A atriz também reconheceu que, durante muito tempo, colocou as necessidades da família e das pessoas ao seu redor acima das próprias.
"Eu estava presente para minha filha. Estava presente para meu marido, para meus funcionários, e, de certa forma, colocava todos eles em um nível de importância acima de mim, sabe? Eu achava que isso era o que me definia como uma mulher moderna e poderosa, que eu podia sacrificar minha vida pelos outros", desabafou.
Por fim, Viola destacou que aprendeu a priorizar a própria saúde e a respeitar os limites do corpo. "Hoje sinto que sou importante o suficiente e que meu corpo é importante o suficiente para que eu o escute e o respeite. Descobri que esse é o segredo para envelhecer bem", concluiu.
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