China diz desejar ao Brasil 'um processo eleitoral estável e tranquilo'

Amorim veio a Pequim entregar uma carta de Lula endereçada ao presidente Xi Jinping. A íntegra da carta, pedida pelo UOL, foi negada, mas Amorim disse que nela o presidente brasileiro "mostra satisfação" com o desenvolvimento dos projetos acordados entre ambos em 2024. "Avanços que têm ocorrido na área de satélites, na área de computação", acrescentou, mencionando ainda que a carta aborda "novos desafios", sem detalhar quais.
Questionado se a questão dos EUA chegou a ser abordada, respondeu: "não, não".
A reunião com Wang Yi, segundo Amorim, tratou de temas próprios às funções de ambos, como assessoria em segurança nacional. Citou, em primeiro lugar, "cooperação em defesa, ações também". Sobre a presença diplomática de oficiais militares graduados na China, disse que "essa visão estratégica já vem de algum tempo", lembrando o governo Itamar Franco, do qual foi chanceler, "e agora esse passo adiante foi dado, de participação mais ampla".
"Também falamos de inteligência artificial, do acordo de Xangai que o Brasil assinou, muito importante principalmente pelo fato de ser com código aberto", prosseguiu o assessor. "Tratamos também das questões mais atuais, como multilateralismo. Temos que destacar isso sempre, porque a China e o Brasil são países que precisam do multilateralismo. Pacíficos, sem conflitos, mas os conflitos dos outros acabam nos envolvendo e tendo impacto."
No relato distribuído pelo Ministério das Relações Exteriores, Wang .Yi teria dito ao colega brasileiro que "a China valoriza a decisão do Brasil de aderir à Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial [Waico] e está disposta a cooperar com o país para promover o desenvolvimento da IA.
KioskNews shows a cleaned-up reading view extracted from the publisher’s page — the original always lives on their site, not ours.