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Friday, September 11, 2026

António Silva e o seu nome de beto infinito

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Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Os nomes no futebol por vezes criam alguns problemas. Tivemos o exemplo do Vozinhas, que tinha aquela dificuldade de acordo com as regras do campeonato chileno, não poderia usar alcunha na camisola, teria que ser o verdadeiro nome. Mas há outros problemas que são criados pelos nomes. Às vezes tem que ver com alcunhas, diminutivos. Por exemplo, em certos campeonatos, sobretudo os diminutivos dos jogadores brasileiros, às vezes criam alguma confusão. Também já vimos até jogadores portugueses que têm o nome oficial, que depois não é exatamente o nome que aparece na lista oficial da liga ou da Liga dos Campeões. E agora aconteceu com António Silva, que este ano foi para o Bournemouth. É o António Silva. Não há nome mais português que António Silva e é até relativamente curto, mas no grafismo da apresentação do jogo para a Taça da Liga Inglesa com o Lincoln, alguém deve ter recebido a lista com o nome completo do jogador e é um nome que é muito completo. Então apareceu António João Pereira de Albuquerque Tavares da Silva.

E isso coube tudo na camisola?

Não foi na camisola, foi no grafismo. E então aquilo prolongou-se, porque tem de um lado os nomes dos jogadores.

Fonte corpo nove.

Teve que ser diminuído. De um lado aparece o nome dos jogadores, todos os outros com o nome e o apelido. Há aqui, claro, um Ben & Gun Dolk, que tem dois apelidos ligados por um hífen. E claro, o de António Silva prolonga-se na imagem e entra, porque depois de um lado tem o nome dos jogadores e do outro tem a distribuição dos jogadores em campo. E o do António Silva entra pelo relvado, por assim dizer, e é um nome quase aristocrático e fez-me lembrar aqui também o de Ricardo Sá Pinto, que era Ricardo Manuel Andrade e Silva Sá Pinto.

Sabes isso de cor, Bruno?

Não sei de cor.

É que eu estava a olhar para o papel.

Estou ficando mais preocupado ainda com o Bruno.

Não, de cor não sabia. Sabia que ele tinha também um nome bastante longo. Convém que sigam apenas aquilo que se faz. É pôr o nome e o apelido, só um dos apelidos, basta um dos apelidos. Senão vamos ter que tratar aqui o António Silva por senhor Pereira de Albuquerque Tavares da Silva. Imagina o que é? Um corte agora de Pereira de Albuquerque Tavares da Silva. Pereira de Albuquerque Tavares da Silva, passa a bola!

Estás a fazer-me lembrar a rua onde eu moro agora, em Carcavelos, que é tão longa, tão longa, que não cabe em muitos formulários. Não, em formulários mesmo. Queres preencher, então começas a reduzir aquilo.

Portanto, fica aqui a sugestão. Façam mais simples. Nome e apelido ou então só o Silva. Pronto, o Silva também serve. Agora vamos aqui a uma polêmica envolvendo um jogador argentino. Têm sido muitas as polêmicas desde o mundial envolvendo jogadores argentinos. Este também esteve no mundial, Rodrigo de Paul. Joga atualmente no Inter Miami, ao lado de Lionel Messi, do compatriota. E foi uma polêmica com Robert Lewandowski, que este ano saiu do Barcelona e foi jogar para a Liga Norte-Americana, para o Chicago Fire. Os dois desentenderam-se em campo. E o que é que aconteceu? Rodrigo de Paul, como alguns jogadores argentinos, têm um mau feitio, têm uma tendência a reagir de uma forma um bocadinho efusiva quando se sentem provocados, virou-se para Lewandowski e disse-lhe: "Quem és tu, imbecil, bobo, parvo, idiota. Eu ganhei um mundial e duas Copas América."

É só para te calar.

Sim, só para te pôr no teu devido lugar. Ora, Lewandowski não é propriamente um jogador sem currículo ou desconhecido. Ele, por exemplo, tem 10 ligas alemãs, duas no Borussia Dortmund e oito no Bayern de Munique, tem quatro taças da Alemanha, uma Liga dos Campeões, três Ligas Espanholas, duas Botas de Ouro. Quer dizer, é verdade que não tem nenhum mundial, nem como polaco também não poderia ter uma Copa América. Pronto, nisso Rodrigo de Paul tem razão. Esta coisa de "quem é que és tu?" soa um bocadinho mal, ainda por cima para um jogador que, de facto, se calhar eu diria que é um bocadinho mais conhecido até do que o próprio Rodrigo de Paul. Não fica bem tentar apoucar as conquistas dos outros, ainda por cima, quer dizer, Rodrigo de Paul não foi propriamente a grande figura da seleção argentina nessas conquistas. Vamos agora a um momento verdadeiramente sublime e que de alguma forma está relacionado com este outro momento. Quando os nossos ouvintes escutarem esta canção e perceberem em que circunstâncias é que ela estava a passar, vão lembrar-se desse momento. Lembrou-se desta música? "Life Is Life".

"Life Is Life".

Dos Opus, eu acho que era Opus, uma banda austríaca.

O ano e tal.

O ano e tal, dos anos 80.

Mas muito boa.

Mas quando se ouve esta canção, para os amantes do futebol, já se sabe do que está a falar. É de um aquecimento de Diego Armando Maradona nas meias finais da Taça UEFA, em 89, no jogo entre o Bayern de Munique e o Nápolis, e que é talvez o melhor momento de um jogador a aquecer na história do futebol. Porque é impressionante. É preciso ver o vídeo, não basta ouvir. Porque ele estava a aquecer ao som da música e a divertir-se com a bola. Só a divertir-se, a fazer maradonices, a tocar a bola, a passar a bola para o ombro. É uma coisa verdadeiramente notável. O Maradona nessa altura já devia ter alguns problemas com substâncias ilícitas, mas continuava a ter aquele talento sobrenatural.

Mas por que estás a falar sobre isto agora?

Eu estou a falar sobre isto porque esta semana também se tornou viral um vídeo de um jogador português a aquecer. Foi Vitinha no jogo da Liga dos Campeões entre o Paris Saint-Germain e o Slovan Bratislava, e a aquecer e a dar toques na bola.

Fez lembrar?

Fez lembrar. Eu não sei, por acaso, se havia alguma música parecida.

A música também ajuda, não é? Dá aquele ritmo.

A certa altura, parece que o Maradona está a aquecer ao som e ao ritmo da própria música e a fazer os malabarismos dele ao ritmo dessa música. Vejam os dois vídeos.

E comparem.

E comparem. Claro que eu acho que o do Maradona está um bocadinho acima.

Mas o Vitinha ainda é novo.

Mas o Vitinha ainda pode chegar lá. Esperemos que não siga todos os exemplos do Maradona.

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