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Friday, September 11, 2026

Produtora de Dark Horse usou verba de emendas em projetos fraudados, diz PF

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A investigação também cita a apresentação de orçamentos idênticos por três empresas de material didático, com a mesma estruturação, etapas do projeto e o mesmo valor. A CGU constatou, após análise dos metadados dos arquivos, que os três orçamentos foram criados pela mesma autora e no mesmo dia, com intervalo de 13 minutos.

As videoaulas do projeto Jovem Empreendedor foram disponibilizadas em 31 de maio de 2026, fora do prazo previsto. Segundo a auditoria, no dia 1° de julho, os vídeos tinham apenas sete visualizações, números incompatíveis com a proposta apresentada pelo ICB, que prometia o atendimento de 2.250 estudantes.

O instituto também pagou R$ 50 mil a MM7 Comunica por serviços de publicidade, mas não foram encontradas evidências de divulgação do projeto. A empresa pertence a Marcelo Machado, que na época da contratação era funcionário do próprio ICB e vice-presidente da ANC, também ligada a Karina.

A outra emenda foi destinada por Frias para o projeto Lutando pela Vida, que forneceria aulas de jiu-jisu para crianças de Pirassununga. A PF aponta "indicativos da prática de crimes de peculato, fraude em licitação ou contrato, contratação direta ilegal, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro", entre outros.

Segundo a investigação, o ICB apresentou notas fiscais de compra de 16 itens, entre quimonos, faixas, uniformes e 120 placas de tatames. O instituto teria pago R$ 457 mil à empresa Pulsa Uniformes e Camisetas Personalizadas em 26 de maio sem receber os itens acordados.

O instituto apresentou documento que dizia ter recebido parcialmente os materiais. A empresa, no entanto, disse à CGU que não entregou os itens. A auditoria citada pela Polícia Federal diz ainda que uma segunda empresa comprovou ter vendido ao instituto 120 tatames no valor de R$ 58,8 mil. O lote do material teria sido retirado da fábrica em 12 de abril.

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