Lula terá dificuldades para governar com Congresso fortalecido pela direita

A relação do presidente com Alcolumbre, porém, sofreu um desgaste em abril, quando o Senado rejeitou a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal). Alcolumbre defendia o nome do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga. Com a aproximação das eleições e a rejeição de Flávio ao nome de Alcolumbre, os dois voltaram a trocar afagos públicos por necessidade mútua.
Motta, por sua vez, já recebeu o apoio de partidos do centrão e de outras legendas para disputar a reeleição à presidência da Câmara por mais dois anos. Ao longo das últimas semanas, 12 partidos declararam apoio ao seu nome.
Em 2025, o PL havia declarado apoio a Motta, mas ainda não definiu se o apoiará em 2027 ou se lançará uma candidatura própria para o cargo, sobretudo diante do aumento de sua força na Casa.
No Senado, a disputa tende a ser ainda mais delicada para Alcolumbre. O PL deve lançar Rogério Marinho (PL-RN) para disputar a presidência da Casa em 2027. Com 28 senadores eleitos, o partido terá a maior bancada e poderá usar esse peso nas negociações com outras siglas.
As presidências da Câmara e do Senado são estratégicas para o governo porque seus ocupantes têm influência sobre a definição das pautas e o andamento de projetos de interesse do Executivo. Contudo, mesmo com a eventual reeleição de Motta e Alcolumbre, Lula poderá não ter quórum suficiente nas votações para tirar seus projetos do papel.
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