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Thursday, October 29, 2026

Gianecchini fala de peça sobre fascismo: 'É burrice ficar estagnado'

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Gianecchini explicou que a história se passa em 1938, no dia em que Adolf Hitler é recebido na Itália fascista, e que o pano de fundo político ajuda a iluminar o drama humano dos dois personagens no palco.

Essa história se passa em 1938, no dia em que o Hitler é ovacionado, recebido na Itália fascista, porque a Itália fascista achava que o legal mesmo era ser fascistinha Reynaldo Gianecchini

Segundo o ator, o espetáculo não tenta ser "panfletário" e aposta em uma narrativa "leve" para discutir temas que ele considera ainda urgentes, como a violência contra mulheres e a luta LGBT.

De vez eles se julgarem ou se cancelarem, eles param para se ouvir. E a partir daí, então, a gente está falando de empatia. E nesse lugar da empatia, onde você de vez julga o outro, você para para olhar o lado humano, você pode ter uma chance de rever talvez um monte de coisa sua e de aprender. Reynaldo Gianecchini

Ele também relacionou a mensagem da peça ao debate público atual. Para Gianecchini, a polarização se agrava quando as pessoas se recusam a escutar o outro e se fecham em certezas.

Eu nunca tinha percebido tanto essa polarização, onde as pessoas não querem mais ouvir de jeito nenhum. Eu faço exercício, às vezes eu falo: eu quero entender por que aquela pessoa tá pensando daquele jeito tão diferente de mim. E as pessoas não querem nem ouvir. Reynaldo Gianecchini

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